Nicolau Cruz examinou a situação atual no campo de batalha.
Sob o ataque cruzado deles e dos reforços, restavam poucos soldados do País M.
Armas e munição, estimava-se, também não restavam muitas.
Quanto aos reforços, ele deu uma olhada rápida; ainda haviam três.
Deixaria os reforços lidarem com os soldados do País M, quanto a ele...
Ele olhou novamente para Caio Soares, gravemente ferido.
Três granadas explodiram simultaneamente; por mais forte que fosse a constituição física de Caio Soares, naquela distância, não morrer seria um milagre.
Aproveite a doença dele, tire a vida dele!
Este era o melhor momento para matar Caio Soares.
Num instante, os olhos de Nicolau Cruz tornaram-se frios e cruéis; ele ergueu a arma e mirou em Caio Soares.
Ivan Cardoso, enquanto atraía o fogo inimigo, prestava atenção no lado de Maria Gomes.
Ao ver aquela cena pelo canto do olho, sua expressão mudou e ele gritou severamente:
— Nicolau Cruz, o que você vai fazer?
Nicolau Cruz virou a cabeça e sorriu para ele.
— O que você acha?
Ivan Cardoso imediatamente pegou o controle da coleira de Nicolau Cruz.
— Você quer que eu aperte agora mesmo?
A coleira no pescoço de Nicolau Cruz era especial; não apenas escondia veneno, mas também continha alta voltagem elétrica.
Nicolau Cruz estalou a língua em sinal de lamento, guardou a arma e ergueu as mãos.
— Satisfeito?
Ivan Cardoso, no entanto, não ousou relaxar, pois não era a primeira vez que Nicolau Cruz tentava matar Caio Soares.
Vendo que Ivan Cardoso continuava com a expressão séria, Nicolau Cruz riu.
— Eu tenho inveja de Caio Soares, por que ele conseguiu conquistar o coração dela? Mas a minha vida não está nas suas mãos? Não farei nada precipitado, fique tranquilo.
— Mas você tem um coração muito generoso, salvando um rival amoroso. Se fosse eu, adoraria dar mais dois tiros para garantir que ele não se levantasse para roubar alguém de mim.
— Mesmo que você o mate, será inútil. Maria não vai gostar de você, ela só vai te odiar, odiar ao ponto de querer te matar. — Respondeu Ivan.
Nicolau Cruz curvou os lábios num sorriso indiferente.
— Tanto faz. Primeiro eu roubo ela, depois a gente vê.
Ivan Cardoso olhou para Nicolau Cruz por mais alguns segundos, e justo quando estava prestes a guardar o controle.
— Bang!
Um tiro soou.
Uma bala atingiu o coração de Ivan Cardoso em cheio.
Uma "flor" de sangue desabrochou instantaneamente em seu peito.
— Você! — Ivan Cardoso franziu a testa, olhando para Nicolau Cruz.
Parecia que só naquele momento ele havia entendido.
Maria Gomes ouviu a voz, olhou para trás e viu Ivan Cardoso caído numa poça de sangue; suas pupilas tremeram violentamente.
— Ivan Cardoso!!
A mão de Ivan Cardoso ainda apontava na direção do controle, e ele gritou:
— O controle!
Maria Gomes olhou para o controle; Nicolau Cruz já estava quase pegando-o!!!
Ela entendeu imediatamente o que estava acontecendo; era Nicolau Cruz!
Nicolau Cruz queria o controle.
Ela sabia da importância daquele dispositivo.
Ela teve que deixar Caio Soares, que já estava em coma, e correr para disputar o controle.
Rebeca Lacerda imediatamente apontou a arma para Maria Gomes.
— Bang, bang, bang.
Maria Gomes desviou rapidamente de uma rajada de balas, mas no fim, foi tarde demais.
Nicolau Cruz pegou o controle e abriu a coleira em seu pescoço.
Maria Gomes estava com os olhos vermelhos de fúria, os molares quase triturados, mas o controle já havia sido removido por Nicolau Cruz.
E Ivan Cardoso ainda estava na poça de sangue, com a vida por um fio.
Ela correu até Ivan Cardoso, ajoelhou-se e, com as mãos trêmulas, tentou sentir o pulso dele.
— Ivan Cardoso, Ivan Cardoso!!

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