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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 621

A simples ideia de que aquela caverna seria o lar dele e de Maria Gomes.

Caio Soares sentiu-se subitamente cheio de energia.

Ele não se cansou de ir e vir inúmeras vezes, carregando uma grande quantidade de pedras.

Maria Gomes, curiosa, perguntou:

— Caio, o que você pretende fazer?

— Construir um fogão.

— Então eu vou te ajudar.

Caio Soares não recusou.

Aquela era a casa deles, e arrumá-la juntos traria uma maior sensação de pertencimento, realização e felicidade.

Maria Gomes ficou responsável por entregar as pedras, enquanto Caio Soares cuidava da construção.

Com a força física que possuíam agora, manusear as pedras era tão leve quanto segurar tijolos.

Em pouco tempo, o fogão estava pronto.

A parte inferior era oca, permitindo a colocação de lenha, enquanto a parte superior sustentava uma pedra oval e chata, com trinta centímetros de comprimento.

Após aquecida, a pedra de seixo permitiria grelhar alimentos sobre ela.

Maria Gomes sentiu uma grande realização e seus olhos brilharam:

— Então eu vou assar carne nela.

— Sem problemas, amanhã irei caçar e aproveitarei para ver se encontro alguns temperos. Assim, a gordura da carne soltará óleo, o que servirá não apenas para assar, mas também para refogar vegetais. Com temperos, ficará delicioso.

Maria Gomes já começou a criar expectativas, desejando que o amanhã chegasse logo.

Após terminar o fogão, ainda sobraram muitas pedras, e ela perguntou:

— Trouxemos pedras demais?

Caio Soares balançou a cabeça.

— Não é demais.

Ele apontou para o centro da caverna e disse:

— Pretendo construir um local para a fogueira ali.

Ele explicou que usaria as pedras restantes para formar um círculo.

Dentro do círculo, colocariam lenha para o fogo, funcionando como uma fogueira.

Serviria tanto para iluminação quanto para aquecimento.

Como mencionado anteriormente, embora fosse verão, a diferença de temperatura entre o dia e a noite nas montanhas era enorme.

E a temperatura dentro da caverna era ainda alguns graus mais baixa do que fora, mais fresca do que um ambiente com ar-condicionado.

Eles não tinham cobertores, e dormir na caverna poderia facilmente causar um resfriado.

Portanto, fazer fogo para se aquecer era essencial.

As pedras do círculo externo serviriam como uma barreira física.

Era uma questão de segurança.

Quanto à escolha do centro da caverna, o objetivo era manter a temperatura do ambiente equilibrada.

O círculo de pedras não exigia nenhuma técnica complexa e era muito simples de fazer.

Com os dois colaborando, terminaram em dois minutos.

Em seguida, Caio Soares e Maria Gomes trabalharam juntos para montar uma estrutura de madeira sobre a fogueira.

A estrutura era alta o suficiente para que as chamas não a atingissem, mas permitia assar coisas.

Além disso, pendurar bambus com água quente nela manteria a temperatura da água, impedindo que esfriasse.

Assim, eles teriam água quente para beber constantemente.

Caio Soares acendeu a fogueira, e a luz do fogo iluminou completamente a caverna.

Maria Gomes olhou ao redor.

No fundo da caverna estava a cama de folhas secas, e no centro, a fogueira que iluminava tudo.

Embora a carne de cobra e a enguia não tivessem tempero, o sabor grelhado trazia um aroma natural.

Para a situação atual deles, aquilo já era uma iguaria.

A sopa de cobra estava branca como leite, pontilhada com vegetais verdes, parecendo muito apetitosa.

O sabor estava melhor do que a sopa de peixe que haviam tomado antes.

O peixe anterior, por falta de tempo, fora jogado diretamente na água para ferver sem ser grelhado, o que deixara um gosto forte.

Já a carne de cobra grelhada, ao ser fervida em água, deixava o caldo ainda mais branco e cobria qualquer cheiro ruim.

Então, a sopa de cobra estava deliciosa.

Finalmente, os dois tiveram uma refeição farta e saborosa.

Após comerem, Caio Soares tomou a iniciativa de limpar.

Como precisavam de água, foram para fora, e Maria Gomes o ajudou segurando a tocha para iluminar.

Caio Soares lavou os bambus usados na sopa duas vezes com água quente e, em seguida, limpou cuidadosamente os hashis improvisados dos dois.

Depois que a pedra de seixo esfriou, ele a levou para fora e a lavou, deixando-a pronta para o uso no dia seguinte.

Ao terminar tudo, ele colocou mais água para ferver nos bambus.

Não se permitiu ficar ocioso nem por um instante.

Maria Gomes sentou-se diante da fogueira, segurando um graveto, cuidando distraidamente do fogo que não precisava de cuidados, com o queixo apoiado na mão, observando-o entrar e sair silenciosamente.

Sem perceber, um sorriso surgiu em seus olhos e lábios.

— Está rindo de quê? — Perguntou Caio Soares, sentando-se ao lado dela.

— Eu ri? — Indagou Maria Gomes.

Caio Soares assentiu.

Maria Gomes riu abertamente e perguntou:

— Você não cansa? Não parou um segundo sequer.

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