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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 590

Ele era um mestre de casa.

Era a disciplina e a eficiência militar em ação.

Ouviram batidas na porta; eram os outros três guarda-costas.

Caio Soares abriu apenas uma fresta, bloqueando a entrada deles.

— Esperem um pouco, Maria está se trocando.

O pijama de Maria Gomes era uma roupa casual e ela estava vestida por baixo, então não haveria problema se entrassem.

Mas Caio Soares não queria que olhassem muito, e fechou a porta com um estalo.

Maria Gomes não disse nada, entrou no closet e trocou-se rapidamente para sair.

Foram levados ao restaurante para comer.

Após a refeição, Maria Gomes reuniu-se com a equipe médica de Green.

Ela apresentou o plano que elaborara na noite anterior.

Primeiro, usariam a acupuntura tradicional para controlar a propagação da doença em Green.

Simultaneamente, o laboratório aceleraria a pesquisa para desenvolver o antídoto específico.

O inglês de Maria Gomes era fluente, conciso e preciso; explicou o plano rapidamente, e agora dependia da aceitação deles.

Claro que a decisão não cabia a ela, e como a equipe precisava analisar, ela não podia deixar o palácio.

Serik designou alguém, uma espécie de mordomo, para cuidar dela.

Ela tinha liberdade para circular pelo palácio.

Passear no jardim, remar no lago, pescar, fazer churrasco, jogar golfe ou usar a academia e a piscina.

Maria Gomes sentou-se à sombra de uma árvore perto do lago; o mordomo trouxe frutas e ela preparou uma salada de frutas.

Enquanto comia tranquilamente, ligou para Antônio Freitas.

Aproveitou para perguntar sobre o vovô e a vovó Paz.

Antes de partir, eles eram seus pacientes.

Como médica responsável, tinha o dever de se importar.

Antônio Freitas disse:

— O vovô está se recuperando mais devagar, a vovó já consegue se mexer.

— Antônio, eu já disse, sou sua bisavó. — A voz de vovó Paz surgiu no telefone.

Em seguida, a voz de Antônio Freitas:

— Tem certeza? Minha bisavó está enterrada.

Maria Gomes quase cuspiu a salada de frutas.

A boquinha de Antônio era venenosa.

Mas era satisfatório ouvir.

Vovó Paz explicou pacientemente:

— Antônio, sou mãe do seu avô, então sou sua bisavó, entende? Crianças devem ter educação.

Antônio Freitas:

— Só sou educado com quem é educado.

Vovó Paz deve ter ficado brava, pois calou-se.

— É melhor não se irritar, senão o tratamento não funciona. Aí vai colocar a culpa em mim. Além disso, só falei a verdade, por que a raiva?

Como estavam no palácio presidencial, a comunicação era monitorada.

Por isso ele disse "mulher" (esposa/amada).

Maria Gomes entendeu, mas Patrício Freitas não.

Patrício Freitas desmoronou na hora.

— Do que você chamou a Maria?

Caio Soares estava doido para se gabar, e Patrício Freitas veio a calhar.

Ele disse com orgulho:

— Minha mulher, ué. O que mais seria? Diretor Freitas, eu e a Maria estamos no mesmo quarto, dormindo na mesma cama. Então, por favor, desista e pare de assediar minha amada.

— Impossível! Como pode ser!

— Diretor Freitas, não se iluda. Você e a Maria terminaram há muito tempo. Pelo bem do Antônio, mantenha a dignidade de um adulto. Continuar insistindo só trará vergonha para você.

Na verdade, já era vergonhoso agora.

Mas Patrício Freitas não se conformava.

Agora ele entendia o peso daquela famosa frase de filme:

"Houve um tempo em que um amor sincero estava diante de mim, e eu não dei valor.

Só quando o perdi é que me arrependi amargamente; não há dor maior no mundo do que essa.

Se os céus me dessem uma chance de recomeçar, eu diria três palavras a ela: Eu te amo.

Se tivesse que colocar um prazo nesse amor, eu desejaria que fosse dez mil anos."

Mas Maria Gomes não queria dar a ele nem a chance de falar...

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