Os três exibiam marcas vermelhas de mãos em seus rostos.
Eram os tapas que Maria Gomes havia desferido.
Além dos rostos, seus corpos também estavam cheios de hematomas.
Maria Gomes aproveitou a escuridão do quarto para chutar e bater, sem piedade.
Neste momento, Maria Gomes se adiantou a todos e falou com uma expressão cheia de culpa.
— Peço perdão, tio Wellington, tio Ronaldo. Eu não sabia que eram os três irmãos entrando no meu quarto. Eu estava meio dormindo e achei que fossem ladrões, por isso bati com força. Já que foi um mal-entendido, que tal deixá-los levantar? Não precisam ficar ajoelhados.
Com as palavras de Maria Gomes, quem queria acusá-la perdeu o argumento.
Quem planejava inverter a culpa teve que guardar suas intenções.
Além disso, ainda teriam que elogiar a generosidade de Maria Gomes.
Mas o fato de Maria Gomes não guardar rancor não significava que o assunto estava encerrado.
Wellington Paz, como chefe da família, precisava tomar uma atitude.
Caso contrário, isso esfriaria o coração de Bento Paz e prejudicaria os laços familiares.
Além do mais, se os jovens cometessem erros e não fossem punidos, seria impossível controlá-los no futuro.
As regras da família precisavam ser rigorosas.
Wellington Paz disse com o rosto frio:
— Falem. O que vocês pretendiam fazer invadindo o quarto da irmã de vocês vestidos assim no meio da noite?
— Pai... — começou Severino Paz, com voz de injustiçado.
— Paf!
Wellington Paz pegou uma xícara de chá e a arremessou na direção dele.
— Eu mandei você falar, não me chamar de pai.
Severino Paz disse, cheio de mágoa:
— A irmã Maria acabou de voltar para a família Paz. Nós só queríamos fazer uma surpresa para dar as boas-vindas, para que ela sentisse nosso entusiasmo.
O sétimo e o nono irmãos concordaram com a cabeça.
Wellington Paz xingou sem cerimônia:
— Vocês têm cérebro de porco? Boas-vindas vestidos assim de madrugada? Qualquer pessoa morreria de susto! Vocês não fazem nada de útil o dia todo. Acho que estão querendo apanhar. Tragam a vara da disciplina.
Uma vara de vime foi trazida por um empregado.
Severino Paz e os outros já tinham levado uma surra de Maria Gomes e agora iriam apanhar de novo.
Severino Paz, assustado, tombou o corpo para o lado.
O sétimo e o nono irmãos, vendo isso, também se prepararam para fingir desmaio.
Mas não esperavam que Wellington Paz dissesse:
Mas, após a gritaria, as feridas nas costas, que antes ardiam, milagrosamente pararam de doer.
— Não façam coisas imaturas daqui para frente. — Enquanto falava, Maria Gomes quebrou um taco de beisebol ao meio com as próprias mãos, na frente deles.
— Se ousarem de novo, não será o taco de beisebol que vai quebrar.
Os três olharam chocados para o taco partido, sentindo um frio na espinha.
Eles balançaram a cabeça em uníssono.
— Não ousaremos, não ousaremos.
— Eu pagarei pelo taco.
— Não precisa, não precisa.
Maria Gomes pegou o celular de Severino Paz e transferiu um milhão para ele.
Ao sair do quarto e ver Márcia Paz do lado de fora, a expressão de Maria Gomes permaneceu impassível.
— Irmã Maria.
— Márcia Paz, não faça coisas desnecessárias. Assim que o patriarca melhorar, eu irei embora.
Maria Gomes tinha sido bem clara, esperando que Márcia Paz entendesse a linguagem humana.
Mas Maria Gomes superestimou Márcia Paz...

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