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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 564

Os três exibiam marcas vermelhas de mãos em seus rostos.

Eram os tapas que Maria Gomes havia desferido.

Além dos rostos, seus corpos também estavam cheios de hematomas.

Maria Gomes aproveitou a escuridão do quarto para chutar e bater, sem piedade.

Neste momento, Maria Gomes se adiantou a todos e falou com uma expressão cheia de culpa.

— Peço perdão, tio Wellington, tio Ronaldo. Eu não sabia que eram os três irmãos entrando no meu quarto. Eu estava meio dormindo e achei que fossem ladrões, por isso bati com força. Já que foi um mal-entendido, que tal deixá-los levantar? Não precisam ficar ajoelhados.

Com as palavras de Maria Gomes, quem queria acusá-la perdeu o argumento.

Quem planejava inverter a culpa teve que guardar suas intenções.

Além disso, ainda teriam que elogiar a generosidade de Maria Gomes.

Mas o fato de Maria Gomes não guardar rancor não significava que o assunto estava encerrado.

Wellington Paz, como chefe da família, precisava tomar uma atitude.

Caso contrário, isso esfriaria o coração de Bento Paz e prejudicaria os laços familiares.

Além do mais, se os jovens cometessem erros e não fossem punidos, seria impossível controlá-los no futuro.

As regras da família precisavam ser rigorosas.

Wellington Paz disse com o rosto frio:

— Falem. O que vocês pretendiam fazer invadindo o quarto da irmã de vocês vestidos assim no meio da noite?

— Pai... — começou Severino Paz, com voz de injustiçado.

— Paf!

Wellington Paz pegou uma xícara de chá e a arremessou na direção dele.

— Eu mandei você falar, não me chamar de pai.

Severino Paz disse, cheio de mágoa:

— A irmã Maria acabou de voltar para a família Paz. Nós só queríamos fazer uma surpresa para dar as boas-vindas, para que ela sentisse nosso entusiasmo.

O sétimo e o nono irmãos concordaram com a cabeça.

Wellington Paz xingou sem cerimônia:

— Vocês têm cérebro de porco? Boas-vindas vestidos assim de madrugada? Qualquer pessoa morreria de susto! Vocês não fazem nada de útil o dia todo. Acho que estão querendo apanhar. Tragam a vara da disciplina.

Uma vara de vime foi trazida por um empregado.

Severino Paz e os outros já tinham levado uma surra de Maria Gomes e agora iriam apanhar de novo.

Severino Paz, assustado, tombou o corpo para o lado.

O sétimo e o nono irmãos, vendo isso, também se prepararam para fingir desmaio.

Mas não esperavam que Wellington Paz dissesse:

Mas, após a gritaria, as feridas nas costas, que antes ardiam, milagrosamente pararam de doer.

— Não façam coisas imaturas daqui para frente. — Enquanto falava, Maria Gomes quebrou um taco de beisebol ao meio com as próprias mãos, na frente deles.

— Se ousarem de novo, não será o taco de beisebol que vai quebrar.

Os três olharam chocados para o taco partido, sentindo um frio na espinha.

Eles balançaram a cabeça em uníssono.

— Não ousaremos, não ousaremos.

— Eu pagarei pelo taco.

— Não precisa, não precisa.

Maria Gomes pegou o celular de Severino Paz e transferiu um milhão para ele.

Ao sair do quarto e ver Márcia Paz do lado de fora, a expressão de Maria Gomes permaneceu impassível.

— Irmã Maria.

— Márcia Paz, não faça coisas desnecessárias. Assim que o patriarca melhorar, eu irei embora.

Maria Gomes tinha sido bem clara, esperando que Márcia Paz entendesse a linguagem humana.

Mas Maria Gomes superestimou Márcia Paz...

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