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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 561

Maria Gomes pousou os talheres e limpou os cantos dos lábios com uma calma deliberada.

— Severino, as suas notas são ruins, não são?

Severino Paz franziu a testa.

Ele olhou para Maria Gomes com desconfiança, sem entender o motivo daquela pergunta repentina.

Maria Gomes o observou com um olhar de quem sente pena de alguém com limitações cognitivas.

— O fato de você ter dito o que disse há pouco é prova suficiente sobre você.

Maria Gomes fez uma pausa, escolhendo as palavras.

Ela substituiu "inteligência preocupante" por algo mais suave.

— Pessoas de mente muito simples dificilmente têm boas notas.

De fato, as notas de Severino Paz eram péssimas.

O desempenho escolar sempre fora o seu ponto fraco e motivo de muitas repreensões ao longo dos anos.

Ele entendeu perfeitamente que Maria Gomes o estava chamando de "idiota".

O espírito rebelde de Severino Paz foi despertado.

— Maria Gomes, quem você pensa que é para me insultar sem motivo?

Maria Gomes não respondeu e continuou com seu próprio raciocínio.

— Você sabia que eu tenho um irmão mais novo em casa?

— Se o meu irmão comete um erro, eu resolvo na base da ação física.

Enquanto falava, Maria Gomes largou o guardanapo.

Sem aviso, ela desferiu um tapa na parte de trás da cabeça dele.

— Sem falta de respeito. Me chame de irmã.

Ouviu-se um som surdo.

O rosto de Severino Paz foi enterrado no prato de comida.

Seus olhos e nariz foram forçados a desfrutar de um banquete inesperado.

Maria Gomes, que agora possuía uma força considerável, na verdade, tinha apenas dado um "tapinha".

Maria Gomes fingiu choque.

— Ah, desculpe. Eu não imaginava que você fosse tão fraco.

Aquilo foi um golpe direto no ego.

Severino Paz rangeu os dentes de raiva.

A comoção na mesa deles chamou a atenção dos mais velhos na mesa principal.

As grandes famílias prezavam pela união interna e pela harmonia.

Afinal, a harmonia traz prosperidade.

Não importava quantas intrigas ou ressentimentos existissem nos bastidores.

Em ocasiões formais, a paz superficial devia ser mantida.

Ninguém ousava reclamar, afinal, Maria Gomes tinha acabado de retornar à família Paz.

— Não tenham medo. Essa é apenas a minha maneira de demonstrar carinho pelo meu irmão.

Todos permaneceram em silêncio.

O silêncio era melhor; ao ouvir aquilo, o medo só aumentava.

Aquele ato de disciplinar um para servir de exemplo aos outros funcionou temporariamente.

Márcia Paz também não ousou criar mais problemas.

Ela temia que Maria Gomes encontrasse um pretexto para enterrar seu rosto delicado em um prato de comida.

No entanto, o mais importante era que seu objetivo havia sido alcançado.

Maria Gomes primeiro a atacou, e agora agrediu o oitavo irmão, Severino Paz.

Ela havia ofendido completamente a geração mais jovem da família Paz.

Eles se uniriam para fazer Maria Gomes pagar.

Assim que expulsassem Maria Gomes, ela continuaria sendo a única e mais mimada princesa da família Paz.

Ninguém abalaria sua posição na família ou no coração de seus irmãos.

Além do mais, Maria Gomes era uma estranha, nem sequer cresceu na família Paz.

Com que direito ela queria ser uma senhorita da família Paz e se sentar de igual para igual com ela?

Ela não era digna.

Márcia Paz pensava com maldade, enquanto comia com elegância, com um sorriso triunfante nos olhos.

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