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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 560

Por isso, o olhar deles para Maria Gomes era distante e avaliador, carregado de uma leve antipatia.

Maria Gomes comia tranquilamente, em silêncio.

As pessoas à mesa trocaram olhares e, em seguida, o rapaz sentado ao lado de Maria Gomes ergueu a taça.

— Irmã Maria, meu nome é Severino Paz. Bem-vinda de volta à casa. Um brinde a você.

Maria Gomes virou a cabeça e o mediu de cima a baixo; parecia ter uns dezessete ou dezoito anos.

— Já é maior de idade? Pode beber?

— Em casa não tem problema, e eu sou homem. Irmã Maria, saúde.

— Que pena... — Maria Gomes acariciou a taça e sorriu com pesar. — Estou tomando remédio ultimamente, não posso beber álcool.

— Ah? — Severino Paz arregalou os olhos.

Não só ele, todos na mesa ficaram surpresos.

Maria Gomes adivinhou que o plano deles era brindar um por um para embebedá-la e dar-lhe uma lição.

Maria Gomes curvou os lábios num sorriso.

— Que tal assim: eu brindo com chá em vez de vinho, pode ser? Não posso recusar a gentileza do meu irmãozinho.

Depois de beber com Severino Paz, Maria Gomes olhou para os outros e tomou a iniciativa.

— Mais alguém quer brindar comigo?

Ninguém respondeu.

Ninguém ali era bobo; eles bebendo vinho e ela chá, sentir-se-iam idiotas.

Maria Gomes fingiu tristeza.

— Só o irmão Severino me dá as boas-vindas?

Todos ficaram em silêncio.

Nesse momento, um homem maduro ergueu a taça.

— Maria, sou seu primo Rômulo Paz. Os irmãos mais novos ainda estudam, é melhor beberem pouco. Vamos todos brindar juntos para recebê-la de volta à família Paz. Daqui para frente somos uma família, devemos nos amar e apoiar.

Os outros ergueram as taças e se apresentaram.

Maria Gomes ergueu sua taça sorrindo.

— Meu nome é Maria Gomes, prazer em conhecer todos os irmãos e irmãs. Conto com o apoio de vocês.

O plano de embebedar Maria Gomes e vê-la passar vergonha falhou.

Márcia Paz arquitetou outro plano. Ela ouvira sem querer da velha senhora que Maria Gomes não era filha biológica do terceiro tio.

— Com qual olho você me viu brava? Não saia por aí me acusando injustamente. Se seus olhos estão ruins, vá ao hospital fazer um exame.

Márcia Paz parecia prestes a chorar, com os olhos avermelhados, mordendo o lábio, a própria imagem da injustiçada.

Severino Paz não aguentou e saiu em defesa de Márcia Paz.

— Irmã Maria, por que você é assim? Pra que intimidar a irmã Márcia? Ela já pediu desculpas e disse que não foi por querer, e você continua insistindo.

— É verdade, precisa de todo esse sarcasmo? A Márcia não fez por mal.

— A Márcia não errou em nada, só disse a verdade. Se ela não aguenta ouvir a verdade e culpa a Márcia... digno de quem vem de cidade pequena. Gente de classe baixa tem mente pequena.

Surgiram vozes de reprovação na mesa, todos insatisfeitos com Maria Gomes.

Os "príncipes" ali presentes achavam que: Maria Gomes não era uma dama da família Paz e ainda queria posar como tal.

Só a chamavam de irmã por consideração ao terceiro tio, e ela achava que era grande coisa.

Maria Gomes não tinha ido à família Paz para fazer caridade, muito menos para engolir desaforos.

Um bando de moleques que nem saíram das fraldas querendo dar lição de moral nela.

Maria Gomes decidiu escolher um para servir de exemplo.

Enquanto pensava, virou a cabeça para Severino Paz, que estava mais próximo...

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