Quando Luan Soares soube que Maria Gomes viria para a Cidade Capital, ofereceu-se prontamente para buscá-las.
Luan Soares sempre fazia o que bem entendia.
De nada adiantou Maria Gomes recusar.
Maria Gomes enviou uma mensagem para Luan Soares, avisando que Matos já os havia buscado e agradecendo a gentileza.
Nesse momento, Luan Soares estava sentado na sala de reuniões com uma expressão sombria, ouvindo seus subordinados relatarem a causa de um acidente.
Os funcionários estavam com o coração na mão.
Desde que o diretor Luan assumiu, eles entenderam o que significava uma gestão rigorosa, temperamental e imprevisível.
Era muito difícil agradar ao diretor Luan.
Mas, verdade seja dita, o diretor Luan era muito mais competente nos negócios do que o diretor Caio.
Desde que ele assumiu, o desempenho da empresa disparou e os bônus de todos tornaram-se cada vez mais generosos.
O único problema era que os cabelos dos funcionários estavam cada vez mais escassos.
Ao ver a mensagem de Maria Gomes, a expressão sombria de Luan Soares iluminou-se instantaneamente, e um sorriso surgiu em seus olhos.
Todos ficaram chocados.
Nunca tinham visto um lado tão gentil de Luan Soares.
Normalmente, mesmo quando estava de bom humor e sorria, seu sorriso carregava uma pressão opressora que mantinha as pessoas à distância.
Luan Soares respondeu à mensagem e disse, sem levantar a cabeça:
— Continuem, não parem.
Os subordinados ficaram confusos, mas não ousaram hesitar e continuaram o relatório.
Mais de uma hora depois, o carro chegou à residência da família Paz.
Localizada no centro da cidade, onde cada metro quadrado valia ouro e a agitação era constante.
A mansão da família Paz era como um refúgio secreto.
Muros de alvenaria antiga e janelas com grades de madeira talhada, remetendo a tempos passados.
Através das grades, via-se um jardim exuberante, com primaveras debruçando-se sobre os muros em uma explosão de cores.
Um grande portão de madeira maciça e leões de pedra na entrada.
Tudo ali exalava história e antiguidade.
Não parecia apenas uma residência, mas um patrimônio histórico.
O jovem porteiro não reconheceu Bento Paz, afinal, Bento Paz havia deixado a família Paz há mais de vinte anos.
O porteiro perguntou educadamente:
— Olá, senhor. Quem seria o senhor?
Ser questionado sobre quem era na porta de sua própria casa foi um golpe duro.
A vovó Paz estava decidida a impedir que Bento Paz visse o vovô Paz, para que Bento Paz carregasse a culpa pelo resto da vida.
Era, de fato, uma atitude cruel.
Maria Gomes franziu a testa e olhou para Bento Paz.
— Pai, faremos o que você decidir.
Embora a velha senhora estivesse sendo irracional, o velho senhor tinha pouco tempo de vida, e Bento Paz não poderia simplesmente virar as costas e ir embora.
Afinal, aquele era o pai dele.
As memórias da infância, do pai segurando sua mão para ensinar a escrever, ensinando-o a andar de bicicleta e jogando xadrez com ele, ainda estavam vivas.
Bento Paz respirou fundo e pegou o celular para ligar para Ronaldo Paz.
— Irmão, estou aqui fora. Abra o portão para mim.
Ronaldo Paz respondeu com dificuldade:
— A mamãe adoeceu assim que voltou. Tenho medo de abrir o portão e deixá-lo entrar agora, e ela ter outro ataque de raiva. Se algo acontecer a ela, o que faremos? O papai já está muito mal.
Ronaldo Paz estava realmente em um dilema e sugeriu:
— Bento, que tal você ficar em um hotel por enquanto? Eu vou tentar conversar com a mamãe novamente.
— Irmão, eu não vou ficar na casa. Eu só quero entrar para ver o papai. E quero que a minha Maria examine o papai para ver se ainda há esperança. Irmão, acredite em mim, a medicina da minha Maria é inigualável. Ninguém ousa dizer que é melhor que ela. Faça isso pelo papai, não deixe a mamãe saber.

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