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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 551

Quando Luan Soares soube que Maria Gomes viria para a Cidade Capital, ofereceu-se prontamente para buscá-las.

Luan Soares sempre fazia o que bem entendia.

De nada adiantou Maria Gomes recusar.

Maria Gomes enviou uma mensagem para Luan Soares, avisando que Matos já os havia buscado e agradecendo a gentileza.

Nesse momento, Luan Soares estava sentado na sala de reuniões com uma expressão sombria, ouvindo seus subordinados relatarem a causa de um acidente.

Os funcionários estavam com o coração na mão.

Desde que o diretor Luan assumiu, eles entenderam o que significava uma gestão rigorosa, temperamental e imprevisível.

Era muito difícil agradar ao diretor Luan.

Mas, verdade seja dita, o diretor Luan era muito mais competente nos negócios do que o diretor Caio.

Desde que ele assumiu, o desempenho da empresa disparou e os bônus de todos tornaram-se cada vez mais generosos.

O único problema era que os cabelos dos funcionários estavam cada vez mais escassos.

Ao ver a mensagem de Maria Gomes, a expressão sombria de Luan Soares iluminou-se instantaneamente, e um sorriso surgiu em seus olhos.

Todos ficaram chocados.

Nunca tinham visto um lado tão gentil de Luan Soares.

Normalmente, mesmo quando estava de bom humor e sorria, seu sorriso carregava uma pressão opressora que mantinha as pessoas à distância.

Luan Soares respondeu à mensagem e disse, sem levantar a cabeça:

— Continuem, não parem.

Os subordinados ficaram confusos, mas não ousaram hesitar e continuaram o relatório.

Mais de uma hora depois, o carro chegou à residência da família Paz.

Localizada no centro da cidade, onde cada metro quadrado valia ouro e a agitação era constante.

A mansão da família Paz era como um refúgio secreto.

Muros de alvenaria antiga e janelas com grades de madeira talhada, remetendo a tempos passados.

Através das grades, via-se um jardim exuberante, com primaveras debruçando-se sobre os muros em uma explosão de cores.

Um grande portão de madeira maciça e leões de pedra na entrada.

Tudo ali exalava história e antiguidade.

Não parecia apenas uma residência, mas um patrimônio histórico.

O jovem porteiro não reconheceu Bento Paz, afinal, Bento Paz havia deixado a família Paz há mais de vinte anos.

O porteiro perguntou educadamente:

— Olá, senhor. Quem seria o senhor?

Ser questionado sobre quem era na porta de sua própria casa foi um golpe duro.

A vovó Paz estava decidida a impedir que Bento Paz visse o vovô Paz, para que Bento Paz carregasse a culpa pelo resto da vida.

Era, de fato, uma atitude cruel.

Maria Gomes franziu a testa e olhou para Bento Paz.

— Pai, faremos o que você decidir.

Embora a velha senhora estivesse sendo irracional, o velho senhor tinha pouco tempo de vida, e Bento Paz não poderia simplesmente virar as costas e ir embora.

Afinal, aquele era o pai dele.

As memórias da infância, do pai segurando sua mão para ensinar a escrever, ensinando-o a andar de bicicleta e jogando xadrez com ele, ainda estavam vivas.

Bento Paz respirou fundo e pegou o celular para ligar para Ronaldo Paz.

— Irmão, estou aqui fora. Abra o portão para mim.

Ronaldo Paz respondeu com dificuldade:

— A mamãe adoeceu assim que voltou. Tenho medo de abrir o portão e deixá-lo entrar agora, e ela ter outro ataque de raiva. Se algo acontecer a ela, o que faremos? O papai já está muito mal.

Ronaldo Paz estava realmente em um dilema e sugeriu:

— Bento, que tal você ficar em um hotel por enquanto? Eu vou tentar conversar com a mamãe novamente.

— Irmão, eu não vou ficar na casa. Eu só quero entrar para ver o papai. E quero que a minha Maria examine o papai para ver se ainda há esperança. Irmão, acredite em mim, a medicina da minha Maria é inigualável. Ninguém ousa dizer que é melhor que ela. Faça isso pelo papai, não deixe a mamãe saber.

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