O guarda-costas assentiu e obedeceu imediatamente.
— Maria Gomes! — Plínio Ramos, de joelhos no chão, também ouviu que Maria Gomes tinha o antídoto.
Ele gritou ansiosamente por ela. — Pode ser? Todo o dinheiro para você, me salve. Eu realmente não quero mais ser um monstro, nem humano, nem fantasma.
Maria Gomes recusou. — Não.
— Por quê? — Plínio Ramos perguntou, sem entender.
Afinal, não eram alguns milhões, nem algumas dezenas de milhões, mas dezenas de bilhões.
— Antes, eu prometi ajudar a tratar sua perna, mas você me deu um bolo. Acho que o Sr. Ramos, do fundo do coração, despreza minhas habilidades médicas.
Plínio Ramos negou. — Não é isso, eu apenas tive um imprevisto.
— Um imprevisto? — Maria Gomes ergueu uma sobrancelha, depois assentiu e sorriu. — É verdade, realmente teve um imprevisto. O médico que Luana Barbosa encontrou para você chegou, e você foi ao hospital para receber uma injeção contendo o vírus zumbi. De onde veio essa injeção, era segura? Você nunca suspeitou? Como ousa usar um medicamento qualquer?
Ao mencionar isso, o coração de Plínio Ramos se encheu de ódio.
Se não fosse por Luana Barbosa, se não fosse por sua própria desconfiança...
Se não fosse por aquele maldito médico!
Como ele teria se tornado assim?
Plínio Ramos rangeu os dentes. — A injeção era o mais recente resultado de pesquisa do GY, o instituto de pesquisa de ponta do País M. O médico também era um pesquisador do GY, por isso eu acreditei nele.
GY, então era isso!
Depois de obter a informação que queria, Maria Gomes não tinha mais paciência para continuar a conversa.
Ela lhe disse claramente para esquecer a ideia, que ela não o salvaria.
Contudo, o governo, por razões humanitárias e para as necessidades da investigação, provavelmente lhe daria o antídoto.
Mas ela não seria gentil a ponto de lhe contar.
Deixaria que ele continuasse ansioso, com medo, mergulhado em pânico e desespero.
— Por quê? Por quê? Por quê?
— Por que me recusar? Por quê?
O vírus em Plínio Ramos explodiu instantaneamente, e ele se lançou contra Maria Gomes como um cão raivoso, cheio de ressentimento.
Se ele ousasse se mover, a coleira liberaria instantaneamente uma descarga de dezenas de milhares de volts de alta tensão.
Ao mesmo tempo, uma infinidade de agulhas venenosas seria projetada em seu pescoço.
Plínio Ramos se contorcia no chão como um verme, emitindo gemidos furiosos.
Maria Gomes não lhe deu mais atenção e se virou para Patrício Freitas, que estava a uma curta distância, perguntando com a testa franzida: — Você está bem?
Patrício Freitas pensou que Maria Gomes estava preocupada com ele.
Então, ele balançou a cabeça repetidamente, dizendo "não", com um brilho nos olhos, como uma criança obediente, sorrindo docemente para Maria Gomes.
Maria Gomes olhou para ele com indiferença, seu tom de voz igualmente neutro. — Da próxima vez, não faça algo tão inútil.
O brilho nos olhos de Patrício Freitas desapareceu instantaneamente. Como uma criança que fez algo errado, ele ficou parado, com o rosto pálido, explicando desamparado: — Desculpe, eu só estava preocupado com você.
Maria Gomes olhou para ele sem expressão, como se olhasse para um estranho. — Não preciso da sua preocupação.
Um guarda-costas levantou Plínio Ramos e perguntou: — Diretora Gomes, onde prendemos Plínio Ramos?
— Junto com Luana Barbosa.

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