No quarto estavam trancados Isabel Lacerda, Mateus Cruz e seus dois filhos.
Eles estavam famintos há muito tempo, torturados pela fome a ponto de perderem a sanidade, transformando-se em máquinas de matar que só conheciam o instinto de morder.
— O que vocês vão fazer? — O pano que amordaçava Luana Barbosa já havia sido removido.
Maria Gomes disse com uma expressão indiferente: — Naturalmente, vamos proporcionar uma bela reunião de família para vocês.
— Não, eu não vou! — Luana Barbosa gritou apavorada. — Maria Gomes, sua desgraçada, me solte! Isso é linchamento! É ilegal!!
— Ilegal? — Maria Gomes ergueu uma sobrancelha friamente. — Você ainda sabe o que é ilegal? Luana Barbosa, você ajudou Fiona Freitas a traficar drogas, arruinou inúmeras famílias. Você sabia que isso era ilegal?
Após a lição da última vez, Maria Gomes não seria mais branda.
— Joguem-na lá dentro.
Luana Barbosa foi trancada em uma jaula de ferro de tamanho médio e jogada no quarto.
A jaula garantiria que ela não morresse, mas não que não se ferisse.
— Afastem-se, saiam daqui, não se aproximem!
— Mãe, mãe, vovó, vovó, sou eu, a Luana! A Luana que vocês tanto amam! Ahhh!
— Maria Gomes! Eu vou te matar! Ahhh!
Quando Maria Gomes saiu, os gritos aterrorizantes de Luana Barbosa ecoavam atrás dela.
...
No convés, Plínio Ramos bebia o vinho tinto que Luana Barbosa havia deixado.
— Está bom? — perguntou Maria Gomes.
Plínio Ramos balançou a cabeça. — Já não sinto mais o gosto de nada.
Depois de beber o último gole, Plínio Ramos caiu de joelhos no chão com um baque.
Apoiando as mãos no chão, ele começou a bater a cabeça repetidamente.
Maria Gomes observava com frieza, sem dizer uma palavra.
O crânio de Plínio Ramos estava prestes a se quebrar, mas Maria Gomes não interveio.
— Maria Gomes, por favor, me salve. Eu não quero mais ser um monstro. Por favor, eu sei que você deve ter um jeito.
Retirada da jaula, Luana Barbosa parecia uma boneca de pano esfarrapada, coberta de sangue.
Ela se encolheu na jaula, tremendo por todo o corpo, com os olhos injetados de veneno. — Maria Gomes, se você tem coragem, me mate!
Maria Gomes olhou para ela com frieza. — Sou uma cidadã que respeita a lei. Matar é crime.
Luana Barbosa rangeu os dentes. — Maria Gomes, o que você quer, afinal?
— O que eu quero? Apenas ajudar um pouco a polícia a prender uma grande traficante como você. Quanto ao que acontecerá depois de ser presa, isso dependerá do que o tribunal decidir.
Mas antes disso, ela certamente acertaria suas contas pessoais.
Era por isso que ela tinha vindo, e não Ivan Cardoso liderando a equipe.
Antes de levar Luana Barbosa, um guarda-costas perguntou a Patrício Freitas: — Diretor Freitas, ela está infectada. Devemos injetar o antídoto?
Patrício Freitas olhou para Maria Gomes. — Maria?
— Não. — Maria Gomes disse friamente. — Tranque-a. Deixe-a sentir na pele o que é ser infectada pelo vírus.
Patrício Freitas olhou para seu guarda-costas. — Ouviu?

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