Pouco depois, chegaram os médicos do hospital psiquiátrico.
O médico que liderava a equipe era o mesmo especialista que havia diagnosticado Mateus Cruz com problemas mentais anteriormente.
Ao vê-lo, Mateus Cruz ficou completamente paralisada.
Ela já havia estado em um hospital psiquiátrico e sabia que aquele lugar não era para seres humanos.
Mesmo alguém sem problemas mentais acabaria sendo torturado até enlouquecer.
Ela não podia voltar para lá.
Mateus Cruz, com o rosto tomado pelo pânico, recuava enquanto gritava:
— Não se aproximem! Eu não estou doente, eu não estou doente!!!
A estagiária do Hospital São Horizonte disse com sinceridade:
— Sra. Cruz, você não parava de gritar que estava doente e exigia que eu encontrasse uma doença em você. Como seus exames físicos não mostraram nada, deduzi que seu problema é de natureza psiquiátrica. Por isso, entrei em contato com os médicos do hospital psiquiátrico. Eles a levarão para fazer exames mais detalhados e sistemáticos. Fique tranquila!
Após dizer isso, a estagiária deu o golpe final com um sorriso de “pode confiar”.
Mateus Cruz começou a gritar.
— Eu não quero! Eu não estou doente, não sou louca! Sua médica incompetente!
O médico do hospital psiquiátrico, olhando para o prontuário, disse:
— Mateus Cruz, com histórico anterior de doença mental, foi internada em um hospital psiquiátrico e recebeu tratamento por vários meses antes de ter alta. Desta vez, é muito provável que seja uma recaída.
Os pacientes e seus familiares que observavam a cena pareceram entender.
— Eu bem que disse, ela não parecia normal, toda esquisita. Então era louca, isso explica tudo.
— Faz sentido. O médico disse que ela não tinha nada, mas ela insistia que estava doente. Isso, por si só, já é estar doente.
— No fim das contas, era só uma maluca.
Ouvindo os comentários ao redor, Mateus Cruz rugiu com uma expressão feroz:
— Calem a boca todos vocês! O que vocês sabem?! Eu não sou louca, não vou para o hospício! Eles são incompetentes, coniventes, corruptos e estão me incriminando! Fui acusada injustamente, eu não estou doente!!
As pessoas se assustaram com o grito enlouquecido de Mateus Cruz e recuaram.
— Me soltem, me soltem! Eu não estou doente, não estou doente! Não quero ir para o hospício, não quero—
Em meio ao colapso, Mateus Cruz recebeu uma injeção de um forte sedativo e foi levada para fora do hospital.
Finalmente, foi levada por uma ambulância do hospital psiquiátrico.
Quando Luana Barbosa recebeu a notícia, jogou os documentos que segurava no chão com raiva.
— Ela enlouqueceu?!
Apesar da raiva, Luana Barbosa teve que ir ao hospital psiquiátrico com um advogado.
Ela suspeitava que Mateus Cruz provavelmente havia sido infectada, e por isso foi secretamente ao hospital para ser examinada.
Felizmente, quem a examinou foi uma estagiária que não encontrou nada. Caso contrário, as consequências seriam inimagináveis.
Mas ela não podia deixá-la no hospital psiquiátrico, então precisava ir buscá-la.
Nesse momento, a caminho do laboratório.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de Amor e Glória