Sua cabeça poderia explodir a qualquer momento.
O criminoso olhou ferozmente para Maria Gomes.
— Feche a porta e não faça barulho, senão eu atiro nela.
Em seguida, o criminoso indicou com o queixo os guarda-costas atrás de Maria Gomes.
— Aqueles seguranças, desloquem os próprios braços. Rápido, vou contar até três.
— Três...
Afinal, Helena Almeida estava nas mãos dele. Maria Gomes se virou para seus homens.
— Sinto muito por isso.
— Dois.
*Clec, clec, clec.*
Os braços dos três guarda-costas foram deslocados simultaneamente.
Helena Almeida, pálida, segurava as lágrimas enquanto olhava fixamente para a cama do paciente.
— Veterana, veja a condição dele. É parecida com o projeto que você está pesquisando ultimamente. Tenho certeza de que você pode curá-lo.
Como sobrinha de Marina Otávio, Helena Almeida sabia de algumas informações confidenciais.
Ela foi quem atendeu este paciente na emergência hoje. Após alguns exames, percebeu que algo estava errado, mas não tinha certeza.
Seguindo o princípio de que é melhor prevenir do que remediar.
Ela estava prestes a ligar secretamente para Marina Otávio para relatar a situação, quando foi pega pelo criminoso.
Felizmente, Helena Almeida foi esperta. E, claro, o assassino não ousaria causar um tumulto no hospital, pois estava no Brasil.
Seu único objetivo era curar seu chefe.
Maria Gomes entendeu a indireta de Helena Almeida e caminhou da porta até a cama.
Foi então que ela percebeu que o homem na cama era muito familiar.
No segundo seguinte, ela se lembrou.
Na primeira vez que contratou o assassino para aleijar Plínio Ramos, ele lhe enviou um vídeo.
No vídeo, havia um homem chamado Nicolau Cruz.
Era ele.
Ao reconhecê-lo, Maria Gomes confirmou sua identidade como assassino.
Ela se lembrou do que ele havia dito antes: a limpeza falhou, e um de seus homens morreu.
Será que ele também se feriu e foi infectado pelo vírus durante aquela operação?
Maria Gomes pegou o relatório de exames ao lado da cama e o leu. Vários valores estavam extremamente altos, dezenas de vezes acima do normal.
Maria Gomes olhou para Nicolau Cruz com total sinceridade.
— Sou médica, sim. Da área de pesquisa. Nosso laboratório já desenvolveu uma versão inicial do antídoto para o seu vírus zumbi.
Nicolau Cruz ainda não acreditava.
— Como pode provar?
Maria Gomes sabia que ele não acreditaria facilmente, afinal, era um assassino.
Ela pegou o celular.
— Vou te mostrar um vídeo de um rato de laboratório infectado com o vírus zumbi depois de usar o medicamento.
Nicolau Cruz assentiu e estendeu a mão.
Maria Gomes entregou-lhe o celular.
Mas, no instante seguinte, Nicolau Cruz virou a mão, agarrou o pulso dela com força, puxou-a para perto e envolveu sua cintura.
A força do homem era imensa. A mão em sua cintura era como um anel de ferro, tornando quase impossível para ela se mover.
Isso era um dos sintomas da infecção pelo vírus zumbi: aumento de força.
— Me solte! — Maria Gomes levantou a mão para golpeá-lo, mas Nicolau Cruz a segurou com uma mão e torceu seu braço para trás das costas.
Então, Nicolau Cruz abaixou a cabeça e mordeu seu pescoço com força...

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