Não importava o quão tarde ele chegasse em casa, sempre havia uma luz acesa, sempre havia alguém esperando por ele.
Antônio Freitas disse, com relutância:
— Tudo bem, então vou ficar com você por alguns dias.
...
Enquanto isso, na sala de interrogatório da delegacia da cidade.
A diretora Mariana olhava para Maria Gomes com uma expressão séria e perguntava de forma agressiva:
— Sra. Gomes, por que você não reportou ao governo no momento em que descobriu que o medicamento era problemático e continha um vírus zumbi contagioso?
— Porque o medicamento veio do mercado negro, não de um canal oficial. Naquele momento, tive essa preocupação.
A diretora Mariana continuou pressionando, com perguntas afiadas:
— Então por que você pesquisou o medicamento secretamente por conta própria? Qual era o seu objetivo com essa pesquisa?
Maria Gomes respondeu com calma e clareza:
— Primeiro, não foi em segredo. Se eu quisesse fazer isso secretamente, teria procurado um laboratório isolado, não o laboratório da farmacêutica de Bernardo, deixando para trás vídeos e dados preciosos dos experimentos. Peço que a diretora Mariana use suas palavras com mais precisão.
— Segundo, sou estudante de medicina e sou brasileira. Preocupei-me com a propagação do vírus zumbi e quis usar meu conhecimento profissional para desenvolver um antídoto. Se alguém fosse infectado, eu queria poder ajudá-lo com minha pesquisa.
A diretora Mariana disse com desdém:
— Você queria se antecipar para poder vender o medicamento quando o vírus se espalhasse, não é? Sabe que, por causa do seu egoísmo, o país perdeu duas semanas preciosas? E nessas duas semanas, quantas outras pessoas podem ter sido prejudicadas?
Maria Gomes franziu a testa.
— Desculpe.
Nesse exato momento, a porta da sala de interrogatório se abriu e Ivan Cardoso apareceu com uma expressão sombria.
— Irmã, por que você está deliberadamente sendo dura com a Maria?
Maria Gomes ficou confusa.
Ela olhou chocada para Ivan Cardoso e depois para a diretora Mariana, de rosto sério.
A diretora Mariana franziu a testa.
— Por favor, me chame de diretora Mariana.
Ivan Cardoso entrou na sala a passos largos.
— Maria não fez nada de errado. Se não fosse por sua descoberta acidental, as autoridades ainda estariam no escuro. Com que direito você a interroga como se fosse uma criminosa?
— Você aprendeu as regras de disciplina com os cachorros? Isto é trabalho, saia daqui.
Ivan Cardoso se esquivou rapidamente e foi para o lado de Maria Gomes.
— Mariana Cardoso, não pense que eu não sei. Você só está fazendo isso porque acha que a Maria é do lado da família Soares, e quer aproveitar a oportunidade para atingi-los, não é? Lutar por todos esses anos faz algum sentido? Seus métodos são muito sujos.
Mariana Cardoso gritou de raiva, olhando constantemente para a câmera de segurança.
— Cale a boca! Você sabe onde estamos?
Ivan Cardoso se inclinou e abriu as algemas de Maria Gomes.
— Fique tranquila, eu desliguei a vigilância.
— Maria, sua mão está doendo? Deixa eu soprar.
— Ah, não precisa, não precisa. — Maria Gomes tentou recuar a mão.
Mas Ivan Cardoso segurou sua mão com firmeza e começou a soprá-la.
Mariana Cardoso cobriu o rosto, como se não pudesse suportar a cena.
Enquanto isso, Fiona Freitas, ao saber que Maria Gomes havia sido presa, abriu uma garrafa de vinho para comemorar...

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