— Senhora Maria Gomes, sou um investigador da Cidade Capital. Por favor, coopere com a investigação.
Maria Gomes despertou instantaneamente, vestiu-se rapidamente e dirigiu até o laboratório da farmacêutica de Bernardo.
O laboratório estava todo iluminado, o chão brilhando sob as luzes, refletindo um brilho branco e frio.
Desta vez, a equipe era liderada por Caio Soares.
Ele viera para transportar o medicamento para a Cidade Capital, acompanhado por membros da equipe de investigação.
Uma das investigadoras, com o cabelo preso em um rabo de cavalo, tinha uma expressão séria e impessoal.
— Sra. Gomes, por favor, coopere com a investigação.
Caio Soares acenou para Maria Gomes e disse em voz baixa:
— Não tenha medo, é apenas um interrogatório de rotina.
— Capital Caio. — A investigadora olhou para Caio Soares com desaprovação, em um tom estritamente profissional. — Sua missão é escoltar o medicamento de volta à Cidade Capital. Por favor, não interfira na investigação.
Caio Soares olhou friamente para a investigadora.
— Diretora Mariana, não me parece que eu esteja interferindo.
A diretora respondeu formalmente:
— Estou apenas lembrando o Capital Caio para não quebrar as regras.
Maria Gomes percebeu uma leve hostilidade da parte da diretora Mariana e puxou a roupa de Caio Soares.
— Caio, está tudo bem. Não se preocupe comigo.
Caio Soares partiu naquela mesma noite com o medicamento para a Cidade Capital.
Maria Gomes e Bernardo foram levados juntos para serem interrogados em isolamento.
Ao mesmo tempo, uma investigação secreta foi iniciada na Cidade I.
Temendo que a família Gomes se preocupasse, Caio Soares ligou para explicar a situação.
Disse que Maria Gomes estava apenas sob investigação secreta, que não era um grande problema, e pediu que ficassem tranquilos.
Além disso, como Maria Gomes era uma pesquisadora de nível nacional, a equipe de investigação não ousaria acusá-la levianamente.
Mas os outros não sabiam disso.
Patrício Freitas, ao saber que Maria Gomes havia sido levada para investigação, convidou o chefe de polícia da cidade para jantar.
Patrício Freitas serviu pessoalmente o vinho ao chefe e, durante a conversa, disse casualmente:
— Senhor chefe, nós dois já nos conhecemos há muito tempo. Estamos só nós dois aqui, me dê uma pista. O que minha esposa fez exatamente?
— Sua esposa? — O chefe de polícia ficou confuso.
Patrício Freitas balançou a cabeça, pegou o celular e, depois de pensar um pouco, ligou para Antônio Freitas.
— Papai?
— Antônio, o que aconteceu com sua mãe? Você sabe?
No fim das contas, ele ainda precisava perguntar a Antônio Freitas.
— O tio Caio disse que não é nada grave e que não devemos nos preocupar, mas não disse exatamente o que é.
Se Caio Soares sabia, então o problema não devia ser grande.
Mas, com Maria Gomes em apuros, ele só podia assistir de braços cruzados, o que fez Patrício Freitas sentir uma profunda impotência.
— A propósito, papai, o tio Caio também nos pediu para manter segredo. Então, papai, não comente nada por aí para não prejudicar a mamãe. Senão, nunca mais atendo suas ligações.
Patrício Freitas já estava acostumado com as ameaças de Antônio Freitas.
— Fique tranquilo. — Patrício Freitas prometeu e depois perguntou: — Sua mãe não está em casa. Quer vir ficar um pouco com o papai?
Viver sozinho em uma mansão enorme, acordar sempre sozinho, comer sozinho, sem ninguém para conversar.
Fosse alegria ou tristeza, não havia com quem compartilhar.
Patrício Freitas queria companhia e sentia cada vez mais falta do passado.

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