Antes de chegar, Plínio Ramos estava cheio de ódio por Luana Barbosa. Ao chegar no hospital e ver o médico, ele permaneceu cético, até que viu a maleta que o médico trazia.
Na maleta estava o logotipo da GY, a mais prestigiada instituição de pesquisa do País M.
No site oficial da GY, havia uma foto do médico loiro, junto com seu perfil.
Plínio Ramos relaxou.
— Sr. Ramos, vou aplicar a primeira injeção agora. A segunda e a terceira serão em três e sete dias, respectivamente.
— Certo.
— Sr. Ramos, após a primeira injeção, suas pernas começarão a recuperar a sensibilidade. Dor e fome são efeitos colaterais. Para a dor, podemos usar sedativos. Para a fome, basta comer.
— Após a segunda injeção, você poderá ficar de pé e andar. O efeito colateral será fome constante. É como uma criança em fase de crescimento; seu corpo precisa se recuperar, então necessitará de mais nutrientes. Não precisa ter medo nem se preocupar.
— Após a terceira injeção, suas pernas estarão completamente recuperadas, talvez até mais fortes do que antes. Sr. Ramos, está pronto?
Plínio Ramos assentiu.
Quando Maria Gomes o tratou da primeira vez, também doeu muito. Uma dor insuportável, a ponto de ele rasgar os lençóis da cama.
Se ele suportou naquela época, suportaria agora.
Mas Plínio Ramos subestimou a dor desta vez.
— Aaaah! — Um grito gutural, como o de um porco sendo abatido, ecoou pelo quarto.
A sensação era como se milhares de formigas estivessem devorando cada centímetro de seu corpo, não apenas as pernas, mas todos os seus membros e ossos doíam.
Se o médico não tivesse amarrado seus membros de antemão, ele provavelmente já teria rolado para o chão.
...
Os preparativos para o casamento de Simone Andrade e Josué Gomes estavam sendo finalizados, e as famílias decidiram jantar juntas.
Maria Gomes pegou um presente e saiu mais cedo do trabalho.
Mas seu carro quebrou no caminho.
Com o horário de pico se aproximando e uma chuva fina caindo, os aplicativos de transporte estavam congestionados, e nenhum motorista aceitava a corrida.
Nesse momento, um Maybach parou ao seu lado.
A porta se abriu, e Patrício Freitas desceu com um guarda-chuva.
— O carro quebrou? Eu te levo.
Maria Gomes olhou para o relógio de pulso.
Hojé era um momento crucial na vida de Josué Gomes. Chegar atrasada seria desrespeitoso e demonstraria falta de consideração com a família da noiva.
— Não precisa. — Maria Gomes tentou abrir a porta, mas descobriu que estava travada.
Maria Gomes olhou para o motorista.
O motorista se desculpou. — Desculpe, senhora. O senhor disse que abriria para você. Por isso, não posso abrir.
O motorista era um funcionário antigo da família Freitas e, por hábito, ainda a chamava de “senhora” como nos tempos de casada.
— Seu Gilmar, eu e Patrício Freitas estamos divorciados há muito tempo. Pode me chamar de Sra. Gomes.
— Sra. Gomes, o senhor sabe que errou. Não pode dar a ele uma chance de se redimir? Pelo menos pelo bem do jovem mestre?
— Um homem que trai é como uma escova de dentes usada para limpar o vaso sanitário: só resta a nojeira.
Nesse exato momento, Patrício Freitas abriu a porta. Ele ouviu cada palavra de Maria Gomes, e seu rosto ficou pálido, seus olhos se encheram de uma dor e arrependimento profundos.
Maria Gomes olhou para ele, não deu explicações, e desceu do carro, dizendo: — Obrigada.
Nesse instante, um carro vindo de trás acelerou bruscamente, passando por uma poça d'água e espirrando água por toda parte.
O carro freou de forma abrupta à frente, e uma mulher alta e bela desceu.
A mulher caminhou com uma postura graciosa até Maria Gomes e sorriu, se desculpando. — Oh, desculpe, não vi você.

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