Fiona Freitas pegou o cartão de visita e, ao mesmo tempo, entregou o seu. — Sally, do Grupo Verdanza. É um prazer.
Sally era o nome que Fiona Freitas usava agora.
O Grupo Verdanza era uma empresa multinacional, cujo grande chefe vinha do Reino de Caos. Sua identidade atual era a de herdeira do Grupo Verdanza.
— Senhorita Sally, o prazer é meu.
Miguel Andrade deixou seu assistente para trás para acompanhar Fiona Freitas em um exame médico.
Ele, por sua vez, levou Maria Gomes para o quarto 2006; o quarto 2002 era onde Luana Barbosa estava.
Fiona Freitas observou Maria Gomes e Miguel Andrade se afastarem, seu sorriso desapareceu, e seu olhar tornou-se sombrio e venenoso.
Maria Gomes, eu, Fiona Freitas, voltei para matar.
Agora, deixe-me brincar um pouco com você.
O assistente deixado por Miguel Andrade, Rodrigo, perguntou: — Senhorita Sally, onde a senhora não se sente bem? Para que eu possa pedir aos médicos que organizem o exame.
Fiona Freitas sorriu, novamente sedutora. — Não é preciso. Eu só queria seduzir o seu diretor Andrade.
Fiona Freitas deixou o hospital.
Maria Gomes acompanhou Miguel Andrade até o quarto.
Uma senhora de modos refinados se aproximou, tratando Maria Gomes com extrema cortesia e gratidão.
Ela era a Anne mencionada por Miguel Andrade, Lily Souza.
Maria Gomes a chamou como Miguel. — Anne, não precisa ser tão formal. Miguel é o irmão da futura esposa do meu irmão. Nossa família está procurando uma oportunidade para agradar a família Andrade. Por isso, sou eu quem deve agradecer a Anne por confiar em mim e me dar esta chance de bajular a família Andrade, para que eles entreguem logo a Simone ao meu irmão.
Com a brincadeira de Maria Gomes, a atmosfera relaxou.
— Anne, posso ver os relatórios médicos do Sr. Cavalcanti?
Quando passaram pelo quarto 2002, a porta se abriu.
Luana Barbosa, vestida com trajes cirúrgicos, foi levada para fora em uma maca.
Assim que Mateus Cruz viu Maria Gomes, seu rosto se fechou. — Que mau agouro. Por que você aparece em todo lugar?
Maria Gomes olhou para ela, achando graça. — Por acaso este hospital é seu? Não posso mais vir aqui?
Mateus Cruz bufou. — Acho que você faz isso de propósito. Vem de propósito para nos irritar, senão por que seria tanta coincidência? Como podemos nos encontrar assim?
— Eu é que pergunto. Por que vocês insistem em aparecer na minha frente para me irritar?
Maria Gomes baixou o olhar para Luana Barbosa, que estava pele e osso, e não pôde deixar de comentar: — A vitalidade dela é realmente comparável à de uma barata. Conseguiu aguentar por tanto tempo.
Um sorriso se formou nos lábios pálidos de Luana Barbosa. — Agradeço o elogio. Com certeza continuarei vivendo bem.
Para Maria Gomes, o fato de ela continuar viva era a maior das provocações.

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