Patrício Freitas não podia mais esperar. Não aguentava mais.
Maria Gomes não tinha apenas Caio Soares, seu namorado oficial.
Mesmo sem Caio Soares, ainda havia Miguel Andrade, Luan Soares, Ivan Cardoso. Nunca chegaria a sua vez.
E mesmo que chegasse, Maria Gomes não o aceitaria mais, muito menos o amaria.
Ela apenas o mandaria embora, para o mais longe possível.
— Como está o andamento do projeto de eliminação de memória? — Perguntou Patrício Freitas ao seu assistente Rui por telefone, enquanto observava Maria Gomes em um vídeo.
Ele parecia um voyeur sombrio e desprezível, um pervertido.
O assistente Rui respondeu: — Já entrou na segunda fase de testes clínicos.
Patrício Freitas fechou os olhos e respirou fundo. Sua voz fria não traía emoção alguma. — Diga a eles para terminarem o projeto um mês antes, e o bônus será dobrado. Dois meses antes, o bônus dobra novamente. E assim por diante, sem limite.
— Diretor Freitas, você... — O assistente Rui hesitou, mas por fim disse: — Certo.
— O que ia dizer? — Perguntou Patrício Freitas.
O assistente Rui ficou em silêncio por um momento do outro lado da linha antes de dizer: — Diretor Freitas, e se, por acaso, algo der errado? A diretora Gomes vai te odiar pelo resto da vida.
O tom de Patrício Freitas era firme. — Nada vai dar errado.
...
Em um hotel seis estrelas, em uma sala privada.
A cápsula médica de suporte à vida, desenvolvida e aprimorada por Maria Gomes a partir de uma cápsula de jogos, havia entrado na fase de testes clínicos.
Os testes clínicos exigiam pacientes com diferentes condições.
Devido ao status da família Rocha no meio médico...
Maria Gomes pediu a Enrico Rocha, o irmão mais velho da família Rocha, que a ajudasse a organizar um jantar com os diretores dos hospitais da Cidade R.
Maria Gomes queria assinar acordos de testes clínicos com eles.
Miguel Andrade, como parceiro de desenvolvimento, naturalmente também estava presente no jantar.
Mas o que surpreendeu a todos foi a chegada inesperada de Patrício Freitas.
Patrício Freitas parou na porta, impecável em seu terno, com um ar nobre e um leve sorriso. — Peço desculpas por aparecer sem ser convidado.
Os outros se levantaram, recebendo-o com sorrisos e grande entusiasmo.
— Não se importam se eu adicionar uma cadeira, certo? — Patrício Freitas olhou para Maria Gomes. — Diretora Gomes?
— A diretora Gomes está brincando. Somos todos amigos da câmara de comércio. Fico muito feliz e honrado em poder jantar com todos vocês.
— Além disso, ouvi dizer que a diretora Gomes desenvolveu um novo projeto no qual o Grupo Freitas está muito interessado. Por isso, vim especialmente para pedir à diretora Gomes uma oportunidade de parceria, para ganharmos dinheiro juntos.
As palavras de Patrício Freitas eram lisonjeiras, e sua atitude, bastante humilde.
Os outros convidados começaram a intervir com palavras amáveis, tentando mediar a situação entre Patrício Freitas e Maria Gomes.
Todos eram adultos experientes, e com tantos colegas do mundo dos negócios ajudando, Maria Gomes naturalmente não lhes negaria essa cortesia.
Além disso, eles queriam se conectar com Patrício Freitas, e Maria Gomes queria fazer negócios com eles.
Sendo assim, ela não os desapontaria.
Um garçom trouxe uma cadeira e talheres extras.
Patrício Freitas sentou-se perto da porta, em frente a Maria Gomes, onde podia vê-la apenas levantando o olhar.
Ao seu lado estavam os diretores de outros hospitais. Assim que Patrício Freitas se sentou, eles sacaram seus cartões de visita.
Patrício Freitas trocou cartões com eles, sorrindo.
Maria Gomes, como anfitriã, levantou-se com sua taça e fez um brinde a todos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de Amor e Glória