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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 464

— Patrício, por favor, ajude sua irmã só desta vez. É uma coisinha tão pequena, basta uma palavra sua, Patrício!

Corações são feitos de carne, e Patrício Freitas também era humano.

O amor fraternal entre ele e Larissa Freitas não era falso.

Mas ele precisava fazer uma escolha, precisava tomar uma posição.

Ele já havia cometido muitos erros. Se desta vez ele fosse indeciso e hesitante novamente...

Ele tinha um pressentimento de que perderia tudo.

Incluindo, mas não se limitando a, o pouco de laço fraternal que ele havia construído com Nádia com tanto esforço.

Sua relação com Maria Gomes também se tornaria cada vez pior.

Seu coração doía terrivelmente, mas seu rosto permanecia frio, com a aparência de quem tem um coração de pedra.

— Eu cuidarei de Murilo. Na prisão, comporte-se bem e tente sair mais cedo. É isso, estou indo.

De trás dele, vieram os gritos de choro desesperados e aterrorizados de Larissa Freitas.

Cada um daqueles gritos lamentosos de 'Patrício' era como uma faca afiada, perfurando seu coração com precisão, fazendo-o sangrar.

Patrício Freitas foi implacável. Mesmo com Larissa gritando até ficar rouca, ele não olhou para trás, nem hesitou por um segundo.

Larissa Freitas rasgou a fachada do afeto familiar, lançando maldições e insultos, exatamente como Jéssica Silveira.

De fato, é somente quando as pessoas são encurraladas, quando as máscaras caem, que mostram seu verdadeiro eu.

Algumas mantêm sua essência bondosa.

Outras, no entanto, revelam apressadamente as presas do demônio, desejando devorar a carne e beber o sangue do outro.

Os passos de Patrício Freitas finalmente pararam.

Os olhos de Larissa Freitas brilharam com uma luz de surpresa. — Patrício!

Patrício Freitas, de costas para ela, disse: — Irmã, esta é a última vez que te chamo assim. Cuidarei de Murilo até ele completar 18 anos.

De trás dele, vieram as maldições ainda mais venenosas e cruéis de Larissa Freitas.

Patrício Freitas saiu da delegacia, e o vento frio trouxe consigo uma garoa.

A Cidade R sempre era chuvosa no inverno. As gotas de chuva batiam em seu corpo, e seu coração era um poço de desolação.

Apesar de sua família estar por perto, ele se sentia sem parentes e sem lar, um homem completamente só.

A família Freitas estava desfeita.

Desde o acidente de Josué Gomes, Simone Andrade estava muito preocupada e se sentia culpada. Naquele momento, as lágrimas caíram incontrolavelmente.

Josué Gomes abraçou Simone Andrade e começou a consolá-la.

Maria Gomes virou-se para Luan Soares. — Luan, obrigada.

Luan Soares olhou para Maria Gomes com olhos ardentes e uma voz grave e pegajosa. — Cunhada, se você realmente quer me agradecer, que tal se oferecer em casamento?

Maria Gomes estalou a língua. — Fale direito.

Luan Soares fez uma cara de ofendido. — Por que a cunhada está sendo grossa comigo? Por que está impaciente? Eu fiz algo para irritar a cunhada?

Maria Gomes deu um tapa na cabeça dele. — Eu não curto homens mais novos, e além disso, eu já tenho seu irmão.

Luan Soares, agindo como um galã de boate, tentou se promover. — Cunhada, experimenta, vai. Um irmão mais novo é ótimo: jovem, rico, cheio de energia, bom de fôlego, sete vezes numa noite.

Maria Gomes o empurrou com nojo. — Quando seu irmão voltar, vou contar tudo: que você me assediou com piadas sujas. Vou deixar ele te dar uma lição.

— Não adianta contar. Se ele ousar me bater, eu vou chorar no túmulo dos meus pais.

Maria Gomes massageou as têmporas e se afastou.

E nesse exato momento, bateram na porta do quarto, e Plínio Ramos apareceu do lado de fora, em uma cadeira de rodas...

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