Patrício Freitas puxou a mão com força, sua expressão fria.
— Eu já disse da última vez. Se você se comportasse, eu cuidaria de você na velhice, não lhe faltaria comida nem roupa. Mas você se recusou. Já que não quer que eu cuide de você, então aproveite sua velhice na prisão.
Jéssica Silveira disse, aflita: — Patrício, eu fiz tudo por sua irmã! Sua irmã tem apenas 38 anos, é tão jovem, ela não pode ir para a prisão. Sacrificar uma Nádia para garantir a segurança da sua irmã, o que eu fiz de errado?
Patrício Freitas olhou para ela com tristeza. — E você já pensou que Nádia também é sua filha? Ela cresceu longe de nós, a família adotiva dela vivia em condições tão difíceis que ela nem terminou o ensino fundamental para começar a trabalhar. Ela já dormiu debaixo de pontes, em estações de trem, em banheiros públicos. Você sabia de tudo isso?
Jéssica Silveira desviou o olhar, sentindo-se culpada. — Eu, eu só a casei com a família Lisboa, não a joguei em um poço de fogo. Com você a apoiando, Isaque Lisboa se atreveria a maltratá-la? E isso também protegeria sua irmã. Você não sente pena da sua irmã?
— Patrício, eu sei que errei, eu realmente sei que errei. Esta é a última vez, está bem? No futuro, prometo que não sairei de casa, ficarei na mansão da família Freitas todos os dias. Patrício, acredite na mamãe, eu te imploro.
Com isso, Jéssica Silveira se ajoelhou diante de Patrício Freitas.
Ela olhou para Patrício Freitas com esperança. — Patrício, por favor? A mamãe te implora.
Patrício Freitas fechou os olhos por um momento. Quando os abriu novamente, restava apenas frieza em seu olhar. — Jéssica Silveira, eu prometi a Maria e não vou quebrar minha palavra. Eu já falhei com ela, não posso falhar novamente. Comporte-se bem na prisão.
Patrício Freitas estava falando sério. Ele estava determinado a mandar Jéssica Silveira para a prisão.
Não importava o que Jéssica Silveira dissesse ou fizesse, mesmo que ela batesse a cabeça no chão e implorasse humildemente, a atitude de Patrício Freitas não mudou.
Jéssica Silveira explodiu em fúria, seu rosto se contorcendo em crueldade.
— Patrício Freitas, eu sou sua mãe!
— Seu ingrato de coração de pedra! Sem mim, você estaria onde está hoje?
— Você cospe no prato em que comeu! Que você tenha um fim terrível! Merece ficar sozinho para sempre, sem o reconhecimento do seu filho, sem o amor da sua esposa!
Jéssica Silveira, em seu estado emocional exaltado e irracional, começou a bater, chutar e xingar Patrício Freitas, como uma louca.
Larissa Freitas mordeu o lábio com força, e as lágrimas de repente caíram. Com a voz trêmula, ela disse: — Eu sou a irmã que cresceu com você! Quando éramos pequenos e nossos pais não estavam em casa, era eu quem cuidava de você.
— Eu me lembro.
— Você se lembra? E ainda assim diz palavras tão ingratas e cruéis! Nádia é apenas nossa irmã de sangue, ela não está do nosso lado. E mesmo assim você a protege? Você trata tão bem uma irmã que apareceu do nada e é tão cruel com a irmã que cuidou de você desde a infância? Sua consciência foi devorada por cães?
Larissa Freitas agarrou as roupas de Patrício Freitas, esmurrando-o.
Patrício Freitas deixou que ela o batesse, sem dizer uma palavra.
Larissa Freitas desabou em um choro desesperado. — Eu não a matei de propósito. Quem diria que aquela vadia teria tanto azar? Ter que pagar com a minha vida pela vida de uma vadia inútil? Por que ela mereceria isso? Ela não é digna!
Quanto mais Larissa Freitas falava, mais agitada ficava, sua expressão se tornando cada vez mais sinistra, seu rosto se assemelhando cada vez mais ao de uma Jéssica Silveira enlouquecida.
Larissa Freitas se ajoelhou humildemente, chorando e implorando. — Patrício, por favor, sua irmã está te implorando. É a primeira vez que te peço algo. Eu não quero ir para a prisão, eu não posso ir para a prisão. Eu tenho o Murilo. Se eu for presa, o que será do Murilo? Ele ainda é tão pequeno.

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