— Grupo Ferreira? Aquele do ramo imobiliário?
— Sim, sim, é ele mesmo! Aquele que tem uma fortuna de bilhões!
— Nossa, não é à toa que tem essa postura...
Os sussurros recomeçaram, mas desta vez claramente mais baixos, com um misto de reverência e curiosidade.
A eficiência de Marcos era alta. Poucos minutos depois, vários funcionários com uniformes do shopping se aproximaram rapidamente e começaram a dispersar a multidão.
— Com licença, não há nada para ver aqui, por favor, dispersem.
— Senhores e senhoras, por favor, sigam por aqui...
A multidão foi lentamente dispersada, mas muitos ainda olhavam para trás a cada passo, com os olhos alternando entre Adilson, Isadora e Berta.
Isadora estava atrás de Adilson, chorando em silêncio. Ela mantinha a cabeça baixa, os ombros tremendo levemente, e mordia os lábios com força para não chorar alto.
Clarice olhou para a multidão sendo dispersada e depois para o rosto sombrio de Adilson, sentindo um pouco de medo. Mas ela ainda se manteve firme e ergueu o queixo: — O quê? Foi desmascarado e ficou com raiva? Adilson, eu te digo, isso não acabou hoje!
Berta suspirou levemente, deu um passo à frente e segurou o braço de Clarice.
— Clarice, deixa para lá. — Sua voz era gentil e impotente. — Esta... é a prima do Adilson, Isadora.
Ela fez uma pausa, olhou para Isadora com um olhar de desculpas na medida certa: — Isadora, desculpe, minha amiga é impulsiva e entendeu errado. Não leve a mal.
Clarice congelou.
— Pri... prima? — Ela piscou, e a raiva em seu rosto se transformou instantaneamente em constrangimento. — Você é a prima dele? Então por que não disse antes?
Isadora levantou a cabeça e olhou para Berta com os olhos vermelhos.
Ela não disse nada.
Mas ela sabia muito bem — Berta sabia quem ela era desde o início.
Desde o momento em que se aproximaram, desde que Clarice começou a xingar, desde que ela foi chamada de "vagabunda", Berta ficou atrás o tempo todo, sem dizer nada.
Agora que a situação tinha saído do controle, ela aparecia para "explicar".
Ela ficou com todo o papel de boa pessoa.
Isadora mordeu o lábio e forçou um sorriso que parecia pior do que chorar: — Tudo bem... O importante é que o mal-entendido foi resolvido.
Depois de falar, ela puxou a manga de Adilson: — Vamos embora.
Adilson olhou para Berta.
Aquele olhar era complexo, tinha escrutínio, distanciamento e algo que Berta não conseguia entender.
Então ele se virou e saiu com Isadora.
Clarice ficou parada, coçou a cabeça e murmurou: — Então era a prima... Mas por que ela não falou logo? Me fez passar essa vergonha...

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