“Por que eu nunca vi essa pessoa?”
Nesse momento, Mário respondeu: “A identidade do Sr. Azevedo sempre foi muito misteriosa; ele só aparecia se a mamãe estivesse em perigo.”
“Agora entendi. Quando estávamos no exterior, eu só ouvia falar que havia seguranças ao seu redor, mas nunca vi esse homem.” Teresa falou, enquanto comia uma pamonha.
Ela também tinha seguranças particulares, mas estes geralmente ficavam à vista, a menos de dez metros de distância, sendo facilmente identificados.
Devido à posição especial de Emílio no exterior, todos ao seu redor eram afetados, por isso a família de Marília sempre estava sob proteção.
Dez minutos depois.
Ramiro apareceu na porta; vestia um terno impecável, e sua postura transmitia claramente que não era alguém de fácil acesso.
Quando Teresa o viu, seus olhos brilharam.
“Que homem bonito…”
Mário, atencioso, lhe estendeu um guardanapo: “Limpe a boca.”
Teresa engoliu em seco.
Marília conhecia bem a natureza de sua melhor amiga: por fora, Teresa se mostrava encantada por homens bonitos, mas, por dentro, guardava o sentimento por apenas um homem.
Por causa desse homem, Teresa, aos vinte e sete anos, não apenas nunca se casara, como também jamais tivera um relacionamento.
“Entre, por favor. Essa é minha amiga Teresa, não há mais ninguém aqui.” Marília disse a Ramiro.
Ramiro lançou um olhar para o interior da casa.
Mário, educadamente, acrescentou: “Sr. Azevedo, amanhã é Festa de São João. Vamos comemorar juntos e comer pamonha?”
As feições sempre frias de Ramiro suavizaram-se um pouco.
“Não precisa, obrigado.”
Marília, já sabendo que ele preferia ficar sozinho, não insistiu e pegou algumas pamonhas, embrulhando-as para lhe entregar.
“Então, antecipadamente, desejo-lhe um Feliz São João.”
“Obrigado.”
Ramiro pegou as pamonhas e saiu.
Após sua saída, Teresa, curiosa, comentou: “Esse cara não parece ser só um segurança.”
“Por que acha isso?”
“É só uma sensação, não sei explicar…”

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