Terraço do Atlântico.
A luz do sol incidiu sobre o rosto dela quando Marília abriu os olhos. Inácio já havia retornado para a cama.
Ela levantou a cabeça e encarou diretamente o belo rosto do homem.
Quando pensava em se levantar, Inácio a puxou de volta para seus braços.
“Bom dia.”
Os lábios finos de Inácio pousaram em sua testa.
Marília ficou levemente surpresa.
Pelo visto, ele não guardara nenhuma das palavras que ela lhe dissera.
Ela se esquivou imediatamente.
Os olhos amendoados de Inácio se abriram levemente, cheios de dúvida. Ele segurou o queixo de Marília com força e a beijou diretamente.
Dessa vez, não foi nada gentil como antes; foi dominador e rude.
A mão de Marília o empurrou, tentando se desvencilhar, mas não conseguiu escapar de jeito nenhum.
No momento em que Inácio tentava ir além, o som insistente do telefone tocou.
Ele franziu o cenho.
O que seria agora?
Estendeu a mão e pegou o celular; era o telefone de Marília. Ele olhou para o contato: Teresa.
Com desagrado, entregou o celular para Marília: “Sua amiga.”
Marília não disse nada, pegou o telefone e desceu da cama. Só atendeu quando chegou à varanda.
“Teresa, o que houve?”
Teresa, sem saber que Marília e Inácio estavam no mesmo quarto, contou imediatamente o acontecido do dia.
“Você acha que o Leonel tem algum problema na cabeça?”
Depois de ouvir, Marília também achou muito estranho.
Ela pensou um pouco e perguntou: “Teresa, a criança de quem ele falou, não seria o Mário?”


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