Ele, além de dormir e comer, passava dias e noites trabalhando na empresa.
Até mesmo alguns pertences antigos de Marília, deixados na casa de Emílio, foram buscados por Leonel a pedido dele.
Leonel percebeu claramente que Inácio havia mudado.
Desde que voltou, Inácio tornou-se ainda mais silencioso, como se estivesse imerso em seu próprio mundo.
Leonel não conseguiu se conter e perguntou a Samuel: “O que aconteceu com Inácio ultimamente?”
Samuel balançou a cabeça: “Também não sei.”
“Sr. Castilho, o senhor acha que o Sr. Duarte realmente se apaixonou por Marília?”
Ao ouvir isso, Leonel deixou transparecer um olhar diferente em seus olhos afiados.
“Quem pode saber?”
Após dizer isso, ele entrou no carro e pediu ao motorista que partisse.
Recostando-se no banco, Leonel apertou as têmporas com os dedos.
Se Inácio gostava de Marília, por que ele estava tão apressado em mudar o Grupo Sampaio adquirido recentemente?
Ele deveria entender o quanto o Grupo Sampaio significava para Marília, afinal, foi o pai que mais a amava, Eduardo, quem construiu tudo aquilo com muito esforço…
Se ele realmente gostasse de Marília, por que teria mandado pessoas para criar problemas para a família Sampaio no exterior?
Leonel ainda não sabia que Marília havia rompido relações com Helena e com o irmão; ele só sabia que eles eram dos poucos parentes que restavam para Marília!
Inácio nunca foi de deixar suas mulheres desamparadas.
Antes, quando Mafalda estava com ele, tudo o que os outros tinham, Mafalda também possuía.
Mas Leonel percebeu que Inácio era severo e cruel demais com Marília, quase como se a considerasse uma inimiga.
Enquanto pensava, já havia chegado a um condomínio de luxo.
Leonel desceu do carro e olhou ao redor: “Aqui não deve ser barato.”
“No mínimo, custa mais de dez mil reais o metro quadrado.” Respondeu o motorista.
Para Leonel, o valor dos imóveis ali era irrelevante.
Mas ele entendia que pessoas comuns jamais teriam condições de comprar uma unidade naquele lugar.
Quando Leonel chegou, uma empregada veio abrir a porta para ele.
“As coisas da Sra. Sampaio estão todas na suíte principal. O senhor pediu que levassem os pertences e partissem imediatamente.”
A empregada sabia que o homem à sua frente, apesar da aparência refinada, não era uma boa pessoa, por isso manteve a expressão fechada.
Leonel olhou para ela: “Onde está o seu patrão?”
A empregada resmungou: “Não sou assistente pessoal dele para saber onde ele está. Ele é muito ocupado, não tem tempo para lidar com gente de má índole…”



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