Ele pegou o chá da mesa e bebeu tudo de uma vez: “Inácio, a pessoa já faleceu, deixe para lá.”
Quando terminou de falar, Leonel percebeu que estava, sem querer, defendendo muda...
Inácio não percebeu esse comportamento estranho de Leonel naquele dia e continuou assistindo.
Quando estava quase terminando, o telefone tocou.
Inácio atendeu; era o assistente Samuel: “Sr. Duarte, encontramos o paradeiro de Emílio.”
Samuel enviou o endereço.
Inácio abriu e viu que ficava em uma pequena cidade afastada, chamada Lar do Mar.
O nome soava familiar, mas ele não conseguia lembrar onde já tinha ouvido.
“O que houve?” Leonel, ao seu lado, vendo que ele demorava a responder, perguntou.
Inácio se levantou: “Preciso sair, qualquer coisa me ligue.”
Depois disso, saiu imediatamente, pegou o casaco e saiu de casa.
Leonel ainda quis perguntar para onde ele ia, mas viu Inácio saindo às pressas.
Restou apenas ele na casa.
Era tarde e Leonel, cansado, decidiu dormir ali mesmo.
……
De madrugada, Inácio finalmente chegou ao Lar do Mar.
O céu estava encoberto e a chuva aumentava cada vez mais.
Samuel segurava um guarda-chuva preto, esperando por Inácio ao descer do carro.
“Sr. Duarte.”
“Sim.”
Samuel conduziu Inácio até a entrada do Lar do Mar, conversando durante o caminho.
“Descobrimos que Emílio passou por aqui em seu trajeto. Além disso, investigamos e soubemos que a mãe adotiva de Marília viveu aqui quando ela era criança.”
Mãe adotiva...
Debaixo da chuva torrencial, o olhar de Inácio se aprofundou ao lembrar por que o nome Lar do Mar lhe era tão familiar.
Era porque Marília já havia mencionado aquele nome para ele mais de uma vez!
Durante os três anos de casamento, sempre que havia algum feriado, Marília perguntava, com certa hesitação: “Inácio, tenho um assunto, gostaria de ir ao Lar do Mar, tudo bem?”
Naquela época, Inácio não se importava para onde Marília ia, tampouco perguntava o que ela pretendia fazer lá.


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