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Arrependimento Dele e a Partida Dela romance Capítulo 10

“Eu não pude aceitar o que a senhora pediu.”

Helena não esperava uma recusa direta e ficou furiosa imediatamente.

“Com que direito você recusa? Foi eu quem lhe dei a vida!”

Diante dessas palavras, Marília olhou fixamente para ela: “Se eu devolver minha vida à senhora, então não lhe devo mais nada?”

Helena ficou atônita mais uma vez.

“O que você disse?”

Com os lábios pálidos, Marília respondeu suavemente: “Se eu devolver minha vida à senhora, a partir daí, a senhora deixará de ser minha mãe e eu não lhe deverei mais nenhuma gratidão por me ter dado à luz?”

Helena não acreditou nem um pouco e soltou um sorriso frio: “Está bem.”

“Se você devolver sua vida para mim, eu não a pressionarei mais!”

“Mas você teria coragem?”

Marília parecia ter tomado uma decisão: “Me dê um mês.”

Helena achou que ela estava completamente fora de si.

“E não tente me chantagear com sua morte. Você e eu não somos próximas, se morrer, morreu. Se não tiver coragem de morrer, lembre-se de assinar.”

O sentimento de opressão chegara ao limite e precisava encontrar um lugar para extravasar.

Bar.

Marília sentou-se em um canto bebendo, observando as pessoas ao redor dançando e cantando alegremente, totalmente alheia ao ambiente.

Um homem de olhos expressivos e rosto bonito percebeu que ela estava sozinha e se aproximou.

“Você é a Marília?!”

Marília olhou para ele, mas não o reconheceu, e perguntou, como que por impulso: “Você sabe como se sentir feliz?”

O homem ficou confuso: “O que você disse?”

Marília continuou bebendo: “O médico disse que estou doente, que preciso ser feliz, mas… eu não consigo…”

Ao ouvir isso, Emílio Nunes sentiu-se desconfortável.

Ela não se lembrava dele?

E que doença seria essa, que exigia que ela fosse feliz?

“Moça, para buscar felicidade, não deveria vir a um lugar como este.”

“Vou levá-la para casa”, disse ele com delicadeza.

Marília sorriu para ele: “Você é realmente uma boa pessoa.”

O sorriso amargo dela deixou Emílio com sentimentos confusos, sem saber o que ela teria vivido nos últimos anos.

Parecia especialmente triste.

Em outro canto, Inácio também se encontrava ali.

Desde o divórcio com Marília, ele vinha se entregando todas as noites e já fazia muito tempo que não voltava ao Terraço do Atlântico.

Já era tarde, e o grupo se preparava para ir embora.

Mafalda notou uma figura familiar num canto.

Ela exclamou surpresa: “Não é a Sra. Sampaio?”

Inácio olhou na direção indicada e viu um homem conversando animadamente com Marília.

Seu semblante mudou imediatamente para um olhar sombrio.

Bebendo em bar e ainda acompanhada por outro homem.

Ele realmente superestimava Marília!

“Inácio, quer ir perguntar?” sugeriu Mafalda.

“Não é necessário.”

Inácio respondeu friamente e saiu apressado.

Marília recusou a oferta de Emílio para levá-la e disse: “Posso ir sozinha, não precisa se incomodar.”

Preocupado, Emílio a seguiu quando a viu sair.

“Marília, realmente não se lembra de mim?”

Marília olhou para ele, sem conseguir lembrar quem era.

“Gordinho, esqueceu?” Emílio lembrou.

Capítulo 10 1

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