Coração em Festa!
Gustavo Ferreira nunca havia experimentado, em tão pouco tempo, emoções tão extremas — seu coração subia e descia como se estivesse em uma montanha-russa, deixando-o completamente excitado.
— Amor, me dá um beijo.
Gustavo Ferreira ficou surpreso; era a primeira vez que Melina Barbosa tomava a iniciativa daquele jeito.
Mas eles ainda estavam no carro, e o motorista estava ali na frente.
O motorista, percebendo o olhar de Gustavo Ferreira, ficou tenso, desejando desaparecer naquele instante.
Presidente Gustavo, se o senhor pedir, fecho os olhos sem hesitar.
— Concentre-se apenas em dirigir. — A voz de Gustavo Ferreira saiu firme, com uma ordem impossível de desobedecer.
— Pode ficar tranquilo, Presidente Gustavo, não vou olhar para trás. — respondeu o motorista, engolindo em seco, visivelmente nervoso.
Antes que Melina Barbosa pudesse reagir, Gustavo Ferreira já se inclinava para beijá-la.
Mas Melina, recostada em seu peito, acabou pegando no sono novamente.
Por fora, Gustavo Ferreira mantinha a expressão impassível, mas por dentro uma tempestade de sentimentos tomava conta de si.
Quando finalmente chegaram em casa, Melina Barbosa continuava dormindo profundamente, alheia a tudo.
Gustavo Ferreira pensou em ajudá-la a trocar de roupa, mas, ao tocar o botão da blusa de Melina, sua mão, sem querer, roçou na pele dela. Naquele instante, uma espécie de corrente elétrica percorreu seus dedos, deixando-o arrepiado.
Seu corpo reagiu instintivamente; ele engoliu em seco, sentindo o abdômen contrair.
Olhando para a Melina completamente entregue ao sono e sem qualquer reação, Gustavo Ferreira suspirou, resignado.
— Noemi, suba aqui e ajude a Srta. Barbosa a trocar de roupa.
— Sim, Presidente Gustavo.
O que Noemi fez a seguir, Gustavo Ferreira não viu, pois já havia se refugiado no banheiro para tomar um banho frio.
O semblante de Gustavo Ferreira, antes cheio de mágoa, mudou imediatamente ao vê-la sofrer.
— Está tudo bem? Você bebeu demais ontem. Eu até pensei em te dar um pouco de canja para amenizar a ressaca, mas você parecia um bichinho dormindo pesado, impossível de acordar.
Melina, imaginando a cena, ficou toda vermelha.
— Não dava para... sei lá, dar na boca...
A voz dela foi sumindo, até ficar quase inaudível.
Envergonhada, baixou ainda mais a cabeça, sem coragem de encará-lo.
Gustavo Ferreira, diante daquela cena, não conseguiu conter o riso.
— Você realmente acha que eu conseguiria te beijar daquele jeito? Você tinha acabado de vomitar!
Na verdade, na noite anterior, mesmo com sua mania de limpeza, Gustavo Ferreira quase não resistiu ao impulso... Mas, infelizmente...

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