Melina Barbosa pegou a mão da avó e se virou para sair.
No entanto, ao ouvir que elas iriam comprar em outro lugar, Antônio ficou contrariado e tentou impedir a passagem delas à força.
— O que você quer, afinal? Se você não quer vender pra gente, vamos embora. Se continuar me barrando, vou chamar a polícia — disse Melina Barbosa em tom frio.
Assim que ela tirou o celular da bolsa, Antônio tentou arrancá-lo de sua mão.
Larissa percebeu a confusão, olhou assustada para o homem atrás deles e falou:
— Gerente, desse jeito vai dar problema, não acha?
O gerente respondeu:
— Larissa, não se envolva.
Larissa hesitou, mas, instintivamente, correu na direção de Melina Barbosa.
Foi quando um homem apareceu, no momento exato.
— Ei, esperem aí, é assim que vocês costumam tratar os clientes? Vocês... Parem com isso!
Ao ver quem era, Melina Barbosa assentiu com a cabeça e disse:
— Presidente Carvalho.
— Designer Melina, me desculpe, estava em reunião agora há pouco. Assim que vi sua mensagem, vim direto pra cá.
Melina Barbosa fez um leve aceno de cabeça e comentou:
— Eu só pensei que, já que o senhor me convidou para desenhar para vocês, eu também deveria prestigiar o negócio de vocês. Não imaginei que passaria por uma situação dessas...
— Virgílio Carvalho, o que está acontecendo aqui?! — resmungou o Presidente Carvalho, com um tom severo.
Ele já tinha ouvido rumores de que alguns funcionários da loja estavam agindo de má-fé, mas, mesmo revisando as câmeras, nunca encontrou provas. Por isso, o caso ficou parado. Só que, ao receber a mensagem de Melina Barbosa, ele veio imediatamente.
E não é que acabou flagrando tudo?
Virgílio Carvalho era o gerente que estava ali agora.
Antônio ficou nervoso, olhou na direção de Virgílio Carvalho e sussurrou:
— Tio, e agora?
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