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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 224

Eles não só pensaram nisso, como de fato colocaram em prática.

Eles se aproximaram como lobos famintos:

— Moça bonita, está sozinha?

Melina Barbosa esfregou os olhos turvos de embriaguez e resmungou:

— O semáforo... virou cachorro?

— Socorro, quantos cachorros de rua!

Os três "cachorros de rua" ficaram boquiabertos ao ver Melina Barbosa, ágil como um macaco, escalar o alto muro em poucos segundos e sentar-se lá em cima.

— Saiam daqui, cachorros imundos!

Melina Barbosa tirou um dos sapatos e atirou em um deles.

No começo, os três malandros ainda tentavam entender como Melina tinha conseguido subir no muro só com as próprias mãos e pés, mas assim que ela lançou o sapato, eles logo se esquivaram.

Quando perceberam, pelo canto do olho, os pés delicados e claros de Melina Barbosa, ficaram paralisados, vidrados na cena.

— Que perfume, o sapato de uma mulher bonita tem sempre um cheiro bom — disse o rapaz do cabelo verde, pegando o sapato do chão e cheirando.

— Argh...

Não era falta de educação da parte de Melina Barbosa, é que eles eram realmente repugnantes. Já estava enjoada antes, agora não aguentou e vomitou na frente deles.

— Cara, você passou dos limites com ela.

— Cai fora.

— Tá esperando o quê? Sobe logo e traz ela aqui pra baixo!

Eles pensaram numa solução: decidiram fazer uma escada humana.

De repente, Melina Barbosa começou a rir, um riso cristalino:

— Olha só, os cachorrinhos estão escalando o muro.

Melina ria tanto que mal conseguia se segurar, enquanto os três malandros ficaram furiosos de vergonha.

— Hoje, se eu não pegar essa garota, nem mereço meu sobrenome!

Nesse momento, de repente, sentiram a visão escurecer. Quando levantaram os olhos, viram um homem mais alto que eles, parado bem à frente, bloqueando o caminho.

O rapaz de cabelo amarelo franziu as sobrancelhas e falou para o imponente Gustavo Ferreira:

— Amigão, por ordem de chegada, deixa a gente curtir primeiro, depois é sua vez.

O rosto de Gustavo Ferreira se fechou de repente, sombrio como uma tempestade.

Ele disse em tom gelado:

O coração de Gustavo Ferreira quase saltou pela boca:

— Cuidado!

Melina abriu os braços para se equilibrar e, depois de um instante, conseguiu ficar firme novamente.

— Uau, eu sou demais, nem caí.

Gustavo apenas soltou um suspiro aliviado, mas continuava apreensivo.

Ele também se perguntava como Melina tinha conseguido subir ali. E agora, como faria para ajudá-la a descer?

Nesse instante, cabelo verde e cabelo vermelho avançaram contra Gustavo Ferreira.

Com um movimento rápido, Gustavo derrubou os dois de uma vez só.

Foi então que o motorista chegou correndo e gritou para os agressores:

— Ainda não vão embora?!

Os sujeitos se levantaram depressa e fugiram, apavorados.

Gustavo Ferreira ergueu a mão para Melina Barbosa, falando com a suavidade de quem acalma uma criança:

— Venha, desça devagar.

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