Eles não só pensaram nisso, como de fato colocaram em prática.
Eles se aproximaram como lobos famintos:
— Moça bonita, está sozinha?
Melina Barbosa esfregou os olhos turvos de embriaguez e resmungou:
— O semáforo... virou cachorro?
— Socorro, quantos cachorros de rua!
Os três "cachorros de rua" ficaram boquiabertos ao ver Melina Barbosa, ágil como um macaco, escalar o alto muro em poucos segundos e sentar-se lá em cima.
— Saiam daqui, cachorros imundos!
Melina Barbosa tirou um dos sapatos e atirou em um deles.
No começo, os três malandros ainda tentavam entender como Melina tinha conseguido subir no muro só com as próprias mãos e pés, mas assim que ela lançou o sapato, eles logo se esquivaram.
Quando perceberam, pelo canto do olho, os pés delicados e claros de Melina Barbosa, ficaram paralisados, vidrados na cena.
— Que perfume, o sapato de uma mulher bonita tem sempre um cheiro bom — disse o rapaz do cabelo verde, pegando o sapato do chão e cheirando.
— Argh...
Não era falta de educação da parte de Melina Barbosa, é que eles eram realmente repugnantes. Já estava enjoada antes, agora não aguentou e vomitou na frente deles.
— Cara, você passou dos limites com ela.
— Cai fora.
— Tá esperando o quê? Sobe logo e traz ela aqui pra baixo!
Eles pensaram numa solução: decidiram fazer uma escada humana.
De repente, Melina Barbosa começou a rir, um riso cristalino:
— Olha só, os cachorrinhos estão escalando o muro.
Melina ria tanto que mal conseguia se segurar, enquanto os três malandros ficaram furiosos de vergonha.
— Hoje, se eu não pegar essa garota, nem mereço meu sobrenome!
Nesse momento, de repente, sentiram a visão escurecer. Quando levantaram os olhos, viram um homem mais alto que eles, parado bem à frente, bloqueando o caminho.
O rapaz de cabelo amarelo franziu as sobrancelhas e falou para o imponente Gustavo Ferreira:
— Amigão, por ordem de chegada, deixa a gente curtir primeiro, depois é sua vez.
O rosto de Gustavo Ferreira se fechou de repente, sombrio como uma tempestade.
Ele disse em tom gelado:
O coração de Gustavo Ferreira quase saltou pela boca:
— Cuidado!
Melina abriu os braços para se equilibrar e, depois de um instante, conseguiu ficar firme novamente.
— Uau, eu sou demais, nem caí.
Gustavo apenas soltou um suspiro aliviado, mas continuava apreensivo.
Ele também se perguntava como Melina tinha conseguido subir ali. E agora, como faria para ajudá-la a descer?
Nesse instante, cabelo verde e cabelo vermelho avançaram contra Gustavo Ferreira.
Com um movimento rápido, Gustavo derrubou os dois de uma vez só.
Foi então que o motorista chegou correndo e gritou para os agressores:
— Ainda não vão embora?!
Os sujeitos se levantaram depressa e fugiram, apavorados.
Gustavo Ferreira ergueu a mão para Melina Barbosa, falando com a suavidade de quem acalma uma criança:
— Venha, desça devagar.

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