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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 223

A refeição em família, que deveria ter sido agradável, acabou sendo arruinada por uma súbita e inexplicável crise de Roberto Barbosa.

Melina Barbosa, silenciosa, bebeu além da conta, afogando-se no álcool até perder a lucidez.

Na volta para casa, a avó olhou para Melina Barbosa com uma expressão cheia de preocupação.

— Fique tranquila, vó, eu vou cuidar bem dela — disse Gustavo Ferreira, tentando tranquilizá-la.

A avó assentiu, suspirando:

— Se não fosse porque os quartos aqui de casa estão fechados há muito tempo, eu teria pedido para vocês ficarem.

Na verdade, os quartos estavam sempre limpos, prontos para qualquer eventualidade. A avó apenas pensava que, se algum dia Melina Barbosa se sentisse infeliz e precisasse voltar, tudo estaria preparado.

Mesmo assim, a avó sabia que alguém como Gustavo Ferreira, com sua posição, não se sentiria à vontade numa casa tão antiga, com pouco conforto e paredes finas. Por isso, não insistiu.

Gustavo Ferreira acompanhou Melina Barbosa até a rua, onde esperariam o carro.

Como o condomínio era antigo e faltavam vagas, eles haviam estacionado do lado de fora, na calçada.

— Fica quietinha, tá? — disse Gustavo Ferreira, apoiando Melina Barbosa, visivelmente embriagada.

Melina, completamente fora de si, se esfregava nele, rindo:

— Esse poste tá se mexendo... Tô tonta!

Gustavo Ferreira ficou sem palavras.

Poste? Como assim?

Num relance, notou um banco velho sob a sombra de uma árvore, onde costumavam sentar alguns senhores para conversar durante a tarde.

Levantou Melina com cuidado e a conduziu até o banco.

Se continuasse daquele jeito, acabaria chamando a atenção de todo mundo.

— Pronto, senta aqui, Melina — falou Gustavo com voz suave, sem demonstrar incômodo.

Ela obedeceu e se sentou, murmurando:

— Quero ir pra casa, quero ir pra casa...

— Vamos sim. O motorista já tá chegando. Fique calma — respondeu ele, paciente.

— Melina Barbosa!

Onde ela estava? Sumira de repente!

Gustavo sentiu um arrependimento profundo. Bastou piscar, e Melina desaparecera.

Se algo acontecesse com ela, jamais se perdoaria.

Enquanto isso, Melina Barbosa cambaleava pela calçada, quando viu três rapazes se aproximando. Um tinha cabelo tingido de verde, outro de amarelo, e o terceiro, de vermelho.

Ela balançou a cabeça, desviando para o lado, e murmurou:

— O semáforo tá torto...

Semáforo?

Os três jovens se olharam, perplexos.

Logo, porém, voltaram sua atenção para Melina Barbosa.

Era noite, uma mulher bonita, sozinha e embriagada, vagando pela rua: uma oportunidade que, mesmo sabendo dos riscos de ser uma armadilha, era irresistível para eles.

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