Pouco depois, a mãe de Mateus também chegou às pressas.
— Mateus, como está a Manuela? — perguntou, aflita.
— Mãe, não se preocupe, está tudo bem. Mãe e filho estão bem, não foi nada grave — respondeu Mateus Domingos, tentando tranquilizá-la.
— Graças a Deus! Ainda bem que não aconteceu nada. Mateus, você não pode mais deixar a Manuela nervosa. Durante a gravidez, faça tudo para agradá-la. Esse é o primeiro neto da nossa família Domingos, é muito importante para todos nós — aconselhou a mãe de Mateus, cheia de preocupação.
Essa criança, a mãe de Mateus esperava há muito tempo.
— Tá bom, mãe, eu entendi — respondeu Mateus Domingos, assentindo.
Ele também sabia o quanto esse filho era importante. Lá fora, todos os oportunistas estavam de olho, só esperando ele cometer um erro.
Afinal, ele era o verdadeiro herdeiro da família Domingos.
Pouco depois, Manuela Barbosa foi levada para o quarto VIP do hospital.
Lá dentro, Manuela estava deitada, fraca, com o rosto tão pálido quanto uma folha de papel.
Ela abriu os olhos devagar e, ao ver a mãe de Mateus e Mateus Domingos ao lado da cama, imediatamente se emocionou, os olhos se enchendo de lágrimas:
— Dona Simone, me desculpa por ter preocupado a senhora...
A mãe de Mateus logo pegou sua mão e falou com carinho:
— Que bobagem, minha filha! Agora o mais importante é você cuidar bem do bebê, não pense em mais nada.
Ao dizer isso, ela olhou para Mateus Domingos com um olhar sério:
— Se o Mateus te fizer passar raiva de novo, eu mesma quebro as pernas dele, pode apostar!
A mãe de Mateus fingiu dar uma bronca pesada.
Mateus Domingos ficou ao lado, com uma expressão nervosa.
Ele se aproximou e segurou a mão de Manuela, falando com voz suave:
— Manuela, foi tudo culpa minha. Pode ficar tranquila, dessa vez eu vou ficar ao seu lado, não vou sair pra lugar nenhum.
Ao ouvir isso, Manuela esboçou um sorriso fraco:
— Mateus, eu sabia que você ainda se importava comigo e com o nosso bebê.
A mãe de Mateus olhou para eles, satisfeita, e disse sorrindo:
— Assim que é bom! Agora sim fico tranquila com vocês unidos. Manuela, pedi para prepararem um ninho de passarinho em casa, daqui a pouco vão trazer pra você. Aproveite para se recuperar bem e cuidar do bebê.
Assim que saíram da casa antiga, foram direto para o apartamento da avó.
O carro entrou devagar no bairro antigo da cidade, e logo chegaram à casa dela.
Melina não avisou a avó com antecedência — queria fazer uma surpresa.
Mas Melina não esperava que, em vez de surpreender a avó, seria ela quem receberia um susto.
Assim que Melina chegou à porta, ouviu um barulho seco vindo de dentro, seguido de um gemido de dor da avó.
O coração de Melina disparou. Esqueceu qualquer formalidade e entrou correndo, sem nem bater.
— Vovó! — gritou, com os olhos marejados ao ver a cena.
A senhora estava caída no chão da sala, com roupas recém-lavadas espalhadas ao redor, e o tornozelo direito já estava bem inchado.
Gustavo Ferreira correu até ela, se agachou e examinou com cuidado:
— O tornozelo está torcido, talvez até tenha fraturado. Precisamos levá-la ao hospital agora mesmo.
— Gustavo, Melina... O que vocês fazem aqui de repente...? — a avó forçou um sorriso, tentando esconder a dor — Não foi nada, só um descuido...

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