— Solte.
Mateus Domingos lançou um olhar frio para Manuela Barbosa, sua voz carregada de advertência.
Manuela Barbosa mordeu o lábio com força, as lágrimas brilhando nos olhos, e falou com mágoa:
— Eu fiz tanto por você, agora estou grávida, e é assim que você me trata?
Mateus Domingos soltou uma risada sarcástica, o olhar repleto de desprezo:
— Manuela Barbosa, não se faça de santa. Quem foi que subiu na minha cama por vontade própria? Você sabia que eu era namorado da Melina Barbosa, quem foi que me provocou?
— Quem ficava se exibindo na frente da Melina Barbosa? Agora quer bancar a vítima?
O rosto de Manuela Barbosa empalideceu na hora, os dedos tremendo levemente.
— O que foi, ficou sem palavras? — Ele a encarou de cima, com desdém. — Eu disse alguma mentira?
O peito de Manuela Barbosa subia e descia violentamente, as unhas cravadas na palma da mão.
Ir embora? Como poderia? Ela lutou tanto para chegar à posição que tem hoje, não entregaria tudo de mãos beijadas!
Manuela Barbosa logo mudou de tom, suavizando a voz:
— Mateus, como você pode falar assim comigo? Eu só me preocupo com você porque te amo.
Mateus Domingos arrancou a mão de Manuela Barbosa com força.
Manuela Barbosa perdeu o equilíbrio e caiu no chão, batendo contra uma cadeira.
De repente, ela levou as mãos à barriga.
— Aaah! — Manuela Barbosa gritou de dor, ficando ainda mais pálida, suor frio escorrendo pela testa.
— Mateus, minha barriga... está doendo muito...
Mateus Domingos ficou paralisado por um instante, sentindo o pânico crescer.
— O que aconteceu com você?
Ele só tinha afastado a mão dela, parecia impossível ter sido tão grave...
Manuela Barbosa se encolheu no tapete, os dedos agarrando o vestido com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Ela ergueu o rosto trêmulo, lágrimas se misturando ao suor frio:
— Mateus... está doendo de verdade... o bebê... nosso bebê...
Uma mancha de sangue foi se espalhando devagar pela saia clara de Manuela Barbosa.
As pupilas de Mateus Domingos se dilataram de repente; o desespero tomou conta dele.
Como isso pôde acontecer?
Meu querido netinho!
— Acelera! — Mateus Domingos gritou para o motorista, olhando para a mancha de sangue que aumentava no vestido de Manuela Barbosa, os dedos tremendo involuntariamente.
Na sala de emergência, sob a luz forte, Mateus Domingos afundou no banco do corredor, ainda com o terno manchado de sangue.
Naquele momento, ele realmente se arrependeu.
Ao ver o sangue, percebeu o quanto aquele bebê era importante para ele.
Ele não era um pai exemplar, mas como pôde ser tão irresponsável?
Droga, ele realmente merecia uma punição dessas.
Em silêncio, ele rezou para que nada acontecesse com Manuela, pedindo que mãe e filho ficassem bem.
Depois de um tempo, o médico saiu pela porta, com um semblante sério:
— Sr. Domingos, por enquanto o bebê está fora de perigo, mas a paciente está muito abalada. Será preciso ficar internada para observação.
— Obrigado, doutor.
Mateus Domingos soltou um longo suspiro de alívio, feliz por não ter causado uma tragédia.

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