Elisa Ferreira ainda estava preocupada sobre como conseguir informações sobre aquele homem que vira mais cedo, mas, para sua surpresa, a sorte lhe sorriu naquele dia — era como se alguém lhe oferecesse um travesseiro justo quando ela precisava dormir.
Mesmo assim, Elisa Ferreira não perguntou muito.
Vinda de uma família tradicional, ela possuía sua própria dignidade e reserva.
Ela sorriu e disse à mãe de Eduardo:
— Sra. Garcia, poderia, por favor, agradecer por mim?
— Claro, claro — respondeu a mãe de Eduardo, sorridente.
— Então vou assistir ao filme, está quase começando — disse Elisa Ferreira, se preparando para sair.
— Vá, não perca a melhor parte — encorajou a Sra. Garcia, com simpatia.
Elisa Ferreira saiu animada, sentindo o olhar da Sra. Garcia ainda sobre si, embora não soubesse dizer se era só impressão.
A Sra. Garcia, de fato, acompanhou Elisa Ferreira e sua colega caminhando em direção ao cinema antes de desviar o olhar. Murmurou consigo mesma:
— Muito bem, muito bem...
Nesse momento, Eduardo Garcia voltou, visivelmente abatido.
Ele não tinha conseguido encontrar Melina Barbosa e, inevitavelmente, estava desapontado.
A Sra. Garcia perguntou:
— O que você foi fazer? Por que saiu tão apressado?
Eduardo, frustrado pela busca malsucedida, não quis se alongar no assunto:
— Tive um imprevisto.
A Sra. Garcia pensou que o filho tivesse apenas precisado ir ao banheiro e não insistiu mais.
Já quase em casa, ela perguntou:
— E aquela moça de antes, o que achou dela?
O olhar de Eduardo vacilou, achando que a mãe sabia que ele tinha ido atrás de Melina Barbosa:
— Que moça?
— Aquela de hoje, filha única da família Ferreira, a Elisa Ferreira. Muito bonita, educada, sabe se portar.


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