Melina Barbosa ajoelhou-se ao lado da avó, segurando com as mãos trêmulas a mão enrugada da senhora:
— Vó, não se mexa, vamos levar você para o hospital agora mesmo.
Ao levantar a cabeça, Melina viu Gustavo Ferreira já no telefone, chamando uma ambulância.
Como a avó já era idosa, eles não se atreveram a movê-la por conta própria.
O melhor mesmo era esperar a ambulância e os médicos.
Logo, a ambulância e a equipe médica chegaram.
A avó foi rapidamente levada para o hospital para receber atendimento.
Assim que viu a avó entrando na sala de emergência, o coração de Melina ficou apertado de ansiedade.
Gustavo Ferreira, ao lado, tentou tranquilizá-la:
— Vó tem muita sorte, vai dar tudo certo.
Melina assentiu, mas sentia-se um pouco culpada, achando que não tinha cuidado direito da avó.
Percebendo a preocupação de Melina, Gustavo disse:
— Quando a vó melhorar, vamos trazer ela para morar com a gente. Assim podemos cuidar melhor dela.
Melina suspirou suavemente:
— Vó é muito teimosa, acho difícil ela aceitar.
Ela já tinha sugerido isso várias vezes, mas a avó sempre recusava.
Além disso, a melhor amiga dela mora na casa ao lado, o que faz a vó querer ficar ainda mais onde está.
— Não tem problema. Depois conversamos com ela. Se ela realmente não quiser, posso contratar uma cuidadora para ficar com ela — disse Gustavo, tranquilo.
Esse não era um grande problema, era só uma questão de dinheiro.
E justamente isso não faltava para ele.
Melina assentiu. Com Gustavo ao lado, sentia-se muito mais tranquila.
Nesse momento, a luz da sala de emergência se apagou.
O médico saiu, tirando a máscara:
A avó fez uma cara séria de propósito:
— Vocês acabaram de casar, eu, uma velha, vou atrapalhar a vida de vocês? Fora que a Dona Diana está me esperando para ensinar tai chi para ela!
Gustavo ajeitou o cobertor da avó e falou carinhosamente:
— Vó, nós dois ficamos muito sentidos com o que aconteceu. Que tal eu arrumar uma cuidadora para morar com a senhora?
— Depois a gente vê isso — respondeu a avó, desviando do assunto.
Melina não teve escolha senão concordar:
— Tá bom, depois que a senhora tiver alta, a gente decide.
Como a avó precisava descansar, Melina aproveitou para resolver a papelada da internação.
Ao sair do quarto, seguiu em direção ao saguão do hospital.
Foi quando, ao dobrar o corredor, ouviu uma voz chamando:
— Mana, o que você está fazendo aqui?

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