Entrar Via

Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 514

Quando Tatiana recobrou a consciência, sua visão ainda estava turva, como se algo pressionasse suas pálpebras, a impedindo de abrir os olhos.

No entanto, aos poucos, sua mente clareou e ela pôde ouvir claramente o que estava sendo dito ao redor.

Parecia ser a voz de Severino.

- A febre é causada por uma infecção gastrointestinal. Vamos iniciar a infusão. Assim que a febre baixar, ela deve melhorar. Depois, é só descansar bem e evitar alimentos picantes e fortes.

Logo após, se ouviu a voz grave e insatisfeita de Guilherme:

- Quanto tempo vai levar para ela melhorar?

Tatiana, mesmo sem conseguir abrir os olhos, ao ouvir essas palavras, sentiu vontade de praguejar.

Ficar doente não era algo que se podia controlar, afinal.

Isso era exigir demais do médico, não?

A voz de Severino era calma, provavelmente porque ele estava preparando a medicação, já que ela estava ouvindo som de vidro.

- Cerca de uma semana, mas depende do estado de saúde da Srta. Taís. Ela não está muito bem e pode precisar de um período mais longo de recuperação.

Guilherme não disse mais nada.

Coincidentemente, o celular em seu bolso tocou, e ele se levantou para sair do quarto principal enquanto atendia a ligação.

No quarto, ficaram apenas Severino e Tatiana, que estava deitada na cama.

Quando a sensação gelada e dolorosa em sua mão surgiu, ela lentamente abriu os olhos, percebendo, com o canto do olho, o homem que estava colocando a agulha nela.

Severino estava completamente focado em seu trabalho.

- A Srta. Taís acordou? - Disse ele.

Ele apenas lançou um rápido olhar para Tatiana antes de continuar a fixar a cânula sem dizer mais nada.

Tatiana olhou ao redor e, ao perceber que Guilherme não estava no quarto, perguntou subitamente a Severino:

- Severino, você não gosta de mim, não é?

O doutor estava organizando os materiais médicos restantes e, ao ouvir isso, hesitou por um momento.

Ele esboçou um sorriso leve, sem levantar os olhos para Tatiana.

- A Srta. Taís está exagerando. Você é uma pessoa muito importante para o Sr. Borges. Como eu poderia não gostar de você?

Tatiana, deitada na cama, lhe lançou um olhar antes de olhar fixamente para o teto do quarto.

- Talvez eu deva reformular a pergunta. Você não me odeia, provavelmente você simplesmente não se importa comigo. Você apenas não quer que eu fique ao lado do Guilherme, não é?

Severino congelou por um momento.

Ele lançou um olhar de soslaio para a porta aberta antes de finalmente olhar para o rosto de Tatiana.

Ele então abriu um sorriso leve e falou suavemente:

- Srta. Taís, não diga coisas sem sentido.

A porta do quarto principal estava aberta, e ele não ousaria testar qual seria a reação de Guilherme. Mesmo que ele realmente pensasse aquilo, não poderia dizer isso de forma tão direta.

Aos olhos de Severino, Tatiana era um peso morto para Guilherme, alguém que não só não contribuía em nada, mas ainda o atrasava.

Não chegava a odiar ela; afinal, durante a jornada, ela já o fizera rir algumas vezes. Sem ela, talvez o caminho tivesse sido mais árduo.

No entanto, agora que estavam prestes a sair do país, tudo estava sendo adiado por causa dela, o que poderia atrasar muitas outras coisas.

Ainda havia um leve cheiro de remédio no ar. Não era desagradável, mas para quem vinha de fora, não era exatamente acolhedor.

Guilherme pensou em abrir a janela, mas desistiu. Embora a febre dela não fosse de um resfriado, ele não sabia se era prudente expor ela ao vento. Era melhor manter ela aquecida.

De qualquer forma, o quarto do hotel tinha um sistema de ventilação, então não valia a pena arriscar. Ele se sentou na cadeira ao lado da cama e olhou para o rosto dela, para seus olhos fechados.

O rosto radiante de Tatiana não exibia seu habitual sorriso brilhante, mas sim uma palidez nos lábios e uma expressão de cansaço.

Para Guilherme, ela parecia muito com aquela rosa na sala de estar, que estava murchando por falta de água. Sua presença o deixou melancólico.

Mas ela estava doente. Não podia culpar ela por isso.

Guilherme se ajeitou na cadeira e perguntou pacientemente:

- Eu pedi ao chef do hotel para fazer um pouco de canja para o jantar. Você quer comer outra coisa ou canja está bom?

Quem o conhecia bem sabia que ele estava impaciente, pois seus dedos estavam inquietos.

Depois de não obter resposta, ele insistiu:

- Severino disse que você já acordou. Já que está acordada, vou pedir ao chef para preparar algo. Depois do jantar, mandarei alguém ao quarto para ajudá-la a se limpar.

Assim que terminou de falar, ele se levantou da cadeira.

A sombra se projetou e Tatiana imediatamente abriu os olhos.

- Eu não estou com muita vontade de comer, não precisa incomodar ninguém. Depois que tomar a injeção, eu mesma vou tomar um banho.

Guilherme abaixou os olhos, dando uma olhada nela de cima a baixo.

- Tem certeza de que você não vai acabar caindo no banheiro?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia