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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 508

Tatiana não ficou chocada por muito tempo.

Após apenas alguns segundos encarando Guilherme, ela se levantou do sofá. Ela escondeu suas emoções e perguntou:

- Já que você acha que minhas roupas são infantis, qual roupa você acha que eu deveria usar?

Guilherme lançou um olhar para ela, prestes a responder, quando ouviu uma batida na porta. Severino interrompeu seus pensamentos.

Guilherme não gostava de fechar portas, e no andar superior geralmente não havia ninguém, então a porta do quarto estava apenas encostada. Ao virar ligeiramente, pôde ver quem estava na entrada.

Tatiana, ao olhar para Severino, sentiu um vislumbre de aversão nos olhos dele. Antes que pudesse confirmar, Severino desviou o olhar.

Sem escolha, Tatiana também desviou o olhar.

Severino estava lá para falar com Guilherme, e parecia algo sério, dada sua expressão severa

Provavelmente por causa da presença de Tatiana, ele não disse nada. Apenas lançou um olhar para o fundo do quarto antes de fixar os olhos novamente em Guilherme, indicando claramente sua intenção.

Tatiana achou que Guilherme sairia com Severino, acreditando que finalmente se livraria de sua presença opressora. Mas então, viu o homem se aproximar dela.

Guilherme não parecia se importar com o que Severino tinha a dizer. Estendeu o braço longo e puxou Tatiana para perto de si, e a empurrou em direção à suíte principal.

Tatiana não teve tempo de reagir e seguiu Guilherme.

Mal teve tempo de se equilibrar quando ouviu Guilherme falar:

- Por mais que o seu senso estético tenha decaído, você já foi designer de moda. Eu lembro bem da combinação impressionante que você usou no jantar de ontem. Não é possível que, de uma noite para outra, seu gosto tenha caído para o nível de uma criança. Eu te dou cinco minutos. Saia pronta, não me faça esperar. Não gosto de esperar, e se em cinco minutos você não sair, eu vou entrar. E não me culpe.

Com isso, a porta da suíte foi fechada com força.

Tatiana estava pasma.

Ela olhou para a porta fechada e não pôde evitar murmurar uma maldição:

- Desgraçado.

A pessoa do lado de fora parecia não ter se afastado muito, pois logo veio a resposta:

- Srta. Taís, é melhor não perder tempo me xingando. O tempo está correndo, você tem apenas quatro minutos.

Ela não conseguiu se conter e xingou enquanto se apressava para encontrar roupas para trocar.

Ela não queria que ele invadisse o quarto enquanto ainda estava se trocando. No antigo Lorenzo ela confiava plenamente, mas aquele louco era imprevisível.

Tatiana havia finalmente entendido isso.

Do lado de fora da suíte, Guilherme olhou para Severino e disse:

- O que há de tão importante que você precisa evitar outras pessoas? Não podia simplesmente falar?

Ele preguiçosamente tirou uma garrafa de vinho tinto do armário, sem demonstrar pressa alguma.

Mas ele estava genuinamente assustado. Logo antes, no andar de baixo, havia recebido uma mensagem de Pedro. Não sabia como haviam descoberto seu novo número, mas estava claro que tinha relação com a família Orsi.

Severino nem queria lembrar o conteúdo da mensagem. Sabia apenas que, se a família Alves e a família Lacerda sabiam da sua identidade, não demoraria para encontrarem seu esconderijo. Se não saíssem logo, não sabia qual seria seu destino.

Talvez acabasse pior do que o gerente do saguão, que estava deitado no chão. Se Pedro o encontrasse usando os métodos brutais da família Alves, Severino preferiria estar morto.

E Pedro não era o único. Havia também Rafael, aquele que ousou enterrar vivo o próprio pai...

Severino não conseguia nem pensar direito. Assim que recebeu a mensagem, correu para falar com Guilherme.

Ele pensou que, se ele próprio estava recebendo ameaças, Guilherme também deveria estar ciente da situação.

Mas, infelizmente, Guilherme parecia não se preocupar nem um pouco, era quase como se divertisse com as ameaças.

- Se não tem mais nada a dizer, peço que se retire. Em breve irei sair com a Tati e não terei tempo para discutir esses assuntos com você.

Guilherme não tomou sequer um gole do vinho que havia decantado, parecia que ele só queria sentir o aroma.

Ele se levantou do sofá e, com suas longas pernas, caminhou em direção à suíte principal.

Seus dedos longos e bem definidos estavam prestes a bater na porta de madeira vermelha quando ela se abriu.

Guilherme ergueu os olhos, e seu olhar escuro se tornou subitamente mais profundo.

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