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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 500

Sem dúvida, era como entregar novamente os reféns nas mãos dos sequestradores.

Uma única frase caiu como uma pedra enorme no peito de Tatiana, doendo tanto que ela não conseguia pensar em mais nada.

Ela permaneceu em silêncio por um momento antes de abrir a boca com dificuldade.

- Que tal irmos embora direto? - Sugeriu Tatiana.

Não era apenas por Eduardo e Alex, mas pelo sentimento visceral de ver o gerente do saguão, do outro lado do vidro, espancado e com o rosto inchado.

Duas horas atrás, quando ela saiu, ele ainda estava sorrindo e perguntando se ela queria tomar café da manhã.

E agora, lá estava ele, como uma poça de lama sendo pisoteada no chão, com a cabeça caída, irreconhecível.

Se Eduardo e Alex entrassem com ela, o que poderia acontecer com eles?

Seria melhor aproveitar o momento e sair sem olhar para trás.

Essa decisão chocou Eduardo e Alex, que quase falaram ao mesmo tempo.

- Você tem certeza? - Perguntou Alex.

Tatiana hesitou por um instante, mordeu o lábio e olhou novamente para o gerente, que estava sendo pisoteado por um homem vestido de terno preto.

De relance, ela também viu Guilherme se aproximando da porta.

O medo se espalhou pelo seu corpo, e Tatiana assentiu rapidamente.

- Vamos! - Disse Tatiana.

Infelizmente, já era tarde demais.

No momento em que Tatiana tentava sair com seus irmãos, a porta do hotel foi abruptamente aberta.

Um grupo de homens de terno saiu pelas laterais, e a pessoa que ela tanto ansiava ver apareceu no meio deles, caminhando lentamente.

Ainda que mantivesse seu jeito despreocupado, ele usava a camisa florida que ela tinha escolhido para ele na cidadezinha. Cada passo que ele dava parecia empurrar ela para um beco sem saída.

Como uma pessoa poderia ser tão diferente de uma noite para outra?

Os olhos de Tatiana se fixaram nele, e ela deu um passo para trás involuntariamente.

Quase que por instinto, seu corpo a alertava para fugir.

Ela abriu a boca, mas não emitiu som algum.

Por um momento, suas pernas fraquejaram, e ela se apoiou no braço de Eduardo ao recuar.

Justo quando Guilherme se aproximava, um som rouco escapou da garganta de Tatiana.

- Vamos, vamos embora rápido! - Afirmou Tatiana.

Por um breve momento, parecia que sua memória havia retornado. Caso contrário, como poderia falar com eles naquele tom, sendo que antes estava tão desconfiada?

Nem mesmo Guilherme esperava isso, e até Eduardo ficou surpreso ao ser chamado.

Mas não havia para onde fugir.

As pessoas que saíram do hotel logo os cercaram, impedindo qualquer tentativa de escape.

- O que você quer dizer com isso? - Perguntou Eduardo.

Eduardo deu um passo à frente, segurando o guarda-chuva, e ficou entre Tatiana e Guilherme, encarando ele firmemente.

Guilherme, no entanto, ignorou completamente suas palavras, nem mesmo se deu ao trabalho de olhar para ele.

Seu olhar preguiçoso passou por Eduardo, sem mudar a expressão em seu rosto.

Então, ele se voltou para Tatiana, que estava atrás de Eduardo, e sua voz, ainda que desdenhosa, não admitia qualquer contestação.

- Tatiana, venha aqui. - Ordenou Guilherme.

Tudo o que aconteceu no passado estava diretamente relacionado a ele. Três anos atrás, se não fosse o culpado, pelo menos foi cúmplice. Agora ele fingia ser um herói, tratando Taís como se fosse parte da família. Hipócrita e repugnante.

Algumas pessoas nascem assim. Para Guilherme, suas maldades eram apenas caprichos momentâneos. Afinal, ele não havia causado nenhum dano irreparável ao seu "presente", não é?

Além disso, há um ditado que diz: "Depois da tempestade, vem a bonança". Se não fosse pelo passado conturbado, eles não teriam se encontrado hoje. Ele não se importava com o passado, não tinha poder para mudar o que aconteceu e não se arrependia de suas ações. Ele se importava com o presente. E ele queria Tatiana.

- Não precisa me olhar assim. Se tem algo a dizer, fale logo. Eu não mandei ninguém calar sua boca. - Disse Guilherme.

Observando o rosto de Eduardo, Guilherme mostrava um sorriso ainda mais provocativo, quase saboreando a situação.

- Ou será que é verdade que sou o salvador de Tatiana e você não consegue encontrar argumentos para me contrariar? - Zombou Guilherme.

- Guilherme, não abuse. - Alertou Alex.

Eduardo, por fim, não conseguiu se conter e lançou um olhar furioso.

As palavras ferozes mal foram proferidas e os seguranças de preto já avançaram, apertando o cerco. A sensação de opressão, que já era intensa, agora os envolvia completamente.

Tatiana já não podia mais se esconder atrás do irmão. Ela desviou o olhar das figuras que se aproximavam e olhou para Guilherme, avançando sob o olhar de todos, saindo de trás deles.

- Taís. - Gritou Eduardo.

- Irmã. - Gritou Alex.

Eduardo e Alex sentiram seus corações apertarem.

- Eu vou ficar bem. - Disse Tatiana lançando a eles um sorriso tranquilizador. Se Guilherme quisesse fazer algo contra ela, já teria agido há muito tempo nesse último mês. Não precisaria se esconder, evitar os olhares dos irmãos, para agir só agora.

Ela olhou para o homem que sorria maliciosamente, incapaz de reconciliar essa imagem com o Loh que a mimou durante esse mês. Como isso pôde acontecer? Apenas uma noite afastados, e tudo mudou tanto. Mas, no fundo, o que ainda restava para entender?

Não passava de um disfarce bem elaborado, enganando uma pessoa que já esquecera de tantas coisas. Mas, apesar de tudo, ela ainda queria ouvir a verdade de seus próprios lábios.

Tatiana se postou sob a árvore, olhando ele fixamente, pronunciando cada palavra com clareza.

- Você é Guilherme ou Loh? - Perguntou Tatiana.

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