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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 491

- Nós vamos embora desse jeito? - Perguntou Alex, ofegante.

Do lado de fora do hotel, Alex seguia atrás de Eduardo.

Seu rosto frio e austero não mostrava muitas emoções, mas seu tom de voz revelava irritação e impaciência.

A pessoa que procuravam estava bem ali, mas não tinham sequer a chance de ver ela. Qualquer um no lugar deles se sentiria frustrado.

Se Alex já estava assim, imagine Eduardo.

Este último lançou um olhar para a embalagem que carregava nas mãos e, em seguida, olhou de relance para o hotel, com uma expressão gelada.

- Se ele está aqui, não tem como fugir. Os Borges são loucos, mas não parecem ser do tipo que sairia no meio da noite. Orgulhosos e presunçosos, com certeza não fugiriam como covardes. - Respondeu Eduardo.

Se Eduardo e Alex não tivessem vindo hoje, aquele louco provavelmente continuaria brincando até chegar a hora de partir para o exterior.

Agora que chegaram, o confronto era inevitável. E, de acordo com a personalidade daquele lunático, ele seguiria seu plano original, mas era impossível prever exatamente o que faria.

De qualquer forma, não permitiriam que aquele maluco levasse Tatiana.

Mesmo sem saber em que estado ela estava, ou qual era sua relação com Guilherme, nem sequer conseguiram ver os irmãos juntos.

Eduardo suavizou sua expressão e entregou a embalagem para Alex, com um tom de voz carregado de resignação.

- Vamos descansar essa noite. Amanhã de manhã voltamos e tentamos encontrar Taís. - Afirmou Eduardo.

Eles haviam viajado a noite toda e, somando tudo, nos últimos dois dias não tinham dormido nem dez horas.

E agora, haviam finalmente encontrado uma pista de Tatiana, então não podiam descansar sem preocupação, com medo de que, ao acordarem, ela já tivesse fugido para o exterior.

Mesmo com a comida nas mãos, a preocupação não os deixava. Contudo, pelo menos tinham uma direção agora, algo que não tinham um mês atrás, quando corriam atrás de pistas como moscas sem cabeça.

Esse pensamento trouxe uma sensação de paz aos seus corações.

Alex não tinha objeções e, seguindo atrás de Eduardo, assentiu com a cabeça.

- Está bem. - Concordou Alex.

Os dois irmãos encontraram um hotel próximo ao de Guilherme, que, apesar de simples, era limpo e adequado.

Eles escolheram um quarto com vista para a entrada do hotel de Guilherme, planejando revezar a vigia após se lavarem.

A notícia sobre Tatiana chegou de repente, pegando Eduardo e Alex despreparados.

Eles haviam vindo sozinhos e, como a Cidade CH era uma cidade turística sempre cheia de gente, trazer mais pessoas poderia causar uma confusão desnecessária.

O quarto do hotel tinha um micro-ondas.

Eduardo e Alex, que não tinham comido uma refeição decente durante a viagem, sobreviviam com alimentos instantâneos.

Agora, aqueceram a comida preparada por Tatiana, e o sabor familiar trouxe um silêncio reflexivo enquanto comiam em silêncio.

Se antes ainda tinham dúvidas sobre a identidade da mulher ao lado de Guilherme, agora essas preocupações desapareceram completamente.

Não havia outra pessoa no mundo que pudesse cozinhar com aquele sabor.

Embora não entendessem por que a irmã se sujeitava a estar com Guilherme e cozinhar para ele, como irmãos, o mais importante era saber que ela estava bem.

Nada era mais importante do que sua segurança. Mesmo que ela estivesse cometendo o erro de se apaixonar por seu sequestrador, eles a perdoariam.

Afinal, eram uma família.

- Mano, você deve ir dormir primeiro. - Sugeriu Alex, depois do jantar, enquanto limpava os restos da mesa.

Eduardo balançou a cabeça, sentado na cadeira e observando o prédio iluminado do outro lado da rua.

De alguma forma, tudo já estava predestinado. Talvez essa separação não fosse algo tão ruim assim.

Eduardo pensava, enquanto desviava o olhar dos turistas no chão para o céu, observando a lua crescente e a única estrela visível a olho nu.

Ele não sabia que a pessoa amada que ocupava seus pensamentos também estava olhando para as estrelas naquele momento.

Tatiana não conseguia dormir.

Sua mente estava vazia, sem outros pensamentos, e ela nem sequer tinha ânimo para perguntar a Guilherme o que tinha acontecido. Desde que Guilherme a mandou de volta para o quarto principal, ela sentia vontade de permanecer ali.

"Seria tão bom se eu pudesse morar aqui para sempre"

Mas ela já havia prometido a Loh que iria para o exterior, não podia voltar atrás agora.

Além disso, havia um ditado que dizia: "É porque estamos juntos que é grandioso."

Estar com Loh, isso sim seria lar. Então, aonde quer que fosse, dentro ou fora do país, qual a importância disso?

Ela tentou se convencer dessa forma.

Mas de onde vinha essa inquietação em seu coração?

Não conseguia encontrar uma resposta para si mesma, então decidiu que talvez uma conversa com Guilherme pudesse ajudar.

Não precisava perguntar nada específico, nem precisava buscar respostas sobre o futuro, apenas queria uma conversa casual.

Ela pensava nisso, mas ao se lembrar de uma hora atrás, quando viu Guilherme mexendo nas rosas que ela havia colocado no vaso, seus passos hesitaram.

Não foi só essa imagem que a veio à mente, mas também a de Guilherme entregando a comida que ele havia preparado aos funcionários do hotel, para que entregassem a outras pessoas.

Uma complexa mistura de emoções surgiu em razão dessas duas cenas, fazendo com que ela quisesse evitar o confronto, desejando se transformar em um ouriço e se esconder em sua própria concha.

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