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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 487

As batidas na porta ficaram cada vez mais urgentes, fazendo o toque do celular sobre a mesa de chá parecer igualmente ansioso. Guilherme teve que largar os talheres e se levantar para verificar o telefone que não parava de tocar.

Tatiana também se levantou imediatamente:

- Eu vou abrir a porta.

- Não, vá para o quarto.

Guilherme, que já havia pegado o celular, interrompeu ela.

Ele não atendeu a ligação, apenas olhou para o identificador de chamadas na tela e desligou o telefone, indo em seguida direto para a porta, com a intenção de abri-la.

Tatiana, embora não soubesse o que estava acontecendo, ao ver a expressão séria de Guilherme, obedeceu e voltou para o quarto sem fazer mais perguntas.

Guilherme desligou o telefone, que não voltou a tocar.

No entanto, sons de notificações indicavam que mensagens estavam chegando. Ele olhava as mensagens enquanto abria a porta.

Do lado de fora, estava Severino, que pouco tempo antes estava sentado no sofá, assistindo às gravações das câmeras de segurança.

Comparado à calma de Guilherme, Severino parecia bem mais aflito, com a testa suada, como se tivesse subido correndo.

- Sr. Borges, ouvi dizer que o pessoal da família Orsi já chegou na Cidade CH. Ainda vamos ficar aqui?

- Eles ainda não nos encontraram, por que a pressa?

As mensagens no celular de Guilherme confirmavam a informação que Severino havia mencionado. Eduardo e seus homens tinham realmente chegado à Cidade CH.

Severino não conseguia manter a mesma calma de Guilherme.

Se ele tivesse as habilidades e os recursos de Guilherme, não teria sido suprimido por seu irmão mais novo no hospital, algo que acontecia desde a infância.

Ele escolheu correr riscos para tentar um futuro melhor.

Agora, esse futuro estava longe de se concretizar; ele só podia seguir Guilherme e procurar uma saída.

Sabia claramente que, se fosse capturado pela família Orsi, enfrentaria mais do que apenas o julgamento da família Lacerda.

Seus primos da família Alves, os parentes de Tatiana da família Orsi e até a família Borges poderiam se envolver.

Severino não tinha outra opção a não ser buscar ajuda com Guilherme.

Infelizmente, parecia que o homem à sua frente não se importava muito com o seu destino.

Guilherme apoiava uma mão no batente da porta, enquanto a outra repousava no bolso da calça social, com uma expressão despreocupada:

- Se as pessoas da família Orsi chegaram, pelo menos já sabemos onde eles estão. E daí, se nos encontrem? Além do mais, eles talvez nem consigam nos ver. Severino, por que você está tão nervoso?

Severino pensou consigo mesmo: "Eu não sou você, como posso não estar nervoso?"

Mas, na frente de Guilherme, Severino não ousou dizer muito e foi forçado a se acalmar um pouco:

- Então, Sr. Borges, o senhor quer dizer que devemos agir como se nada tivesse acontecido?

- Claro.

Guilherme abaixou os olhos e soltou um leve riso.

Embora não tenha dito mais nada, a expressão em seu rosto deixava claro: "Você sabe muito bem o que está acontecendo, então por que veio aqui latir feito um cão?"

Severino não acreditava e ainda queria esclarecer:

- Mas se a família Orsi nos encontrar, a Srta. Taís ela...

- Ela agora é Tatiana, não existe mais Srta. Taís. Severino, parece que sua memória não é muito boa.

Antes que Severino pudesse terminar sua frase, foi interrompido pelas palavras frias de Guilherme.

Severino engoliu seco.

Ele se lembrou dos avisos que Guilherme havia dito a ele no jardim do terceiro andar após o jantar, mas naquela ocasião, o aviso era para não falar coisas estranhas na frente de Tatiana. Naquele momento, Tatiana não estava presente.

Severino se sentia um pouco irritado, mas externamente não ousava dizer uma palavra.

Guilherme já começava a demonstrar sinais de impaciência:

Estaria ele se usando como isca para atraí-los?

Mas agora Lorenzo estava gravemente ferido no hospital. O que Guilherme estaria planejando?

Do ponto de vista dele, a família Orsi não parecia ter qualquer inimizade com ele.

Além disso, ao ouvir os moradores da cidadezinha, aquele homem parecia cuidar bem da irmã deles.

Se não houve dano, então qual era o objetivo de sequestrar a irmã deles?

Afinal, aos olhos da família Borges, a família Orsi era apenas uma pequena família comum, sem importância alguma para eles.

Então, por que Guilherme estava fazendo isso?

As especulações continuaram até que eles chegaram à porta do hotel e foram barrados.

Na recepção, ao ver suas identidades, o funcionário se recusou a registrar a entrada deles, alegando que o hotel estava lotado e não aceitava mais hóspedes.

Mas, bem diante dos olhos de Eduardo e sua equipe, o mesmo funcionário registrou novos turistas.

Foi uma humilhação direta.

Eduardo, com seu temperamento forte, não se conteve e, antes que os novos hóspedes terminassem o check-in, já estava questionando em voz alta.

O recepcionista, assustado e sem ter o que fazer, respondeu:

- Desculpe, senhor, essas são as instruções do nosso chefe. Sou apenas um empregado cumprindo ordens. Espero que o senhor não me coloque em uma situação difícil.

Os turistas ao lado já começavam a levantar os celulares, filmando de maneira exagerada toda a cena.

Se essa situação saísse do controle, não seria claro de quem seria a culpa.

Embora a atitude do hotel fosse claramente provocadora, como um estabelecimento privado, eles tinham o direito de recusar a entrada de quem quisessem. Isso deixava Eduardo e sua equipe sem muitas opções.

No máximo, poderiam condenar a atitude do hotel do ponto de vista moral, mas, na prática, o impacto seria pequeno.

Se a situação se agravasse, isso poderia não ser bom para Eduardo.

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