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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 469

- Você não é ele, como pode garantir... - Disse Tatiana com ceticismo, estendendo a mão para pegar o celular dele.

Quando viu o conteúdo na tela, suas palavras de repente pararam.

Incrível.

Ele realmente expôs tudo sobre aquele homem?

A resposta no e-mail confirmava que o pátio onde eles estavam alugando não pertencia ao tal grandalhão. O verdadeiro proprietário havia falecido, mas ele deixou uma filha que seria a legítima herdeira, não o suposto sobrinho homem.

Além disso, a resposta do e-mail também mencionava que o grandalhão tinha outras propriedades na cidade onde ele usava madeira para dividir o espaço interno em vários quartos pequenos para alugar. Apesar dos contratos de locação serem um pouco mais formais na cidade, exigindo assinaturas, aquele homem encontrava maneiras de não devolver o aluguel aos inquilinos.

Essencialmente, o senhorio era um criminoso habitual.

O e-mail ainda mencionava que ele havia sido denunciado às autoridades locais por instalações inadequadas de segurança contra incêndio e por não pagar os impostos devidos sobre os aluguéis.

Se ele continuasse a agir daquela forma, as mesmas penalidades seriam aplicadas novamente no futuro.

Isso significava que, a menos que ele parasse de alugar propriedades, teria que seguir as regras.

Depois de ler a resposta completa, Tatiana estava perplexa.

Ela devolveu o celular para Guilherme e gaguejou:

- Você, você ainda tem esse poder?

Localizar aquelas informações e reportar às autoridades competentes não era apenas uma questão de tempo, mas também de conexões e cia.

Depois de fazer a pergunta, ela quase quis morder a própria língua, especialmente ao ver o olhar inexplicável do homem ao lado.

Ele havia realizado tudo isso, o que mais era necessário?

Além disso, isso não deveria se algo bom?

Evitaria ser completamente subjugado pelos patifes da família Borges.

Então, ela não perguntou mais nada, apenas abriu um sorriso constrangido e disse:

- O que eu quero dizer é, deveríamos guardar nossos segredos o máximo possível, caso aquele desgraçado da família Borges nos pegue, seria ruim.

Uma gargalhada irrompeu do assento do motorista.

Severino nunca tinha ouvido alguém falar de Guilherme daquela forma na frente dele, apesar de Guilherme já ter escutado tais comentários sobre si mesmo. Ele não conseguiu se conter e riu.

Só parou quando viu, pelo retrovisor, o olhar sombrio de Guilherme direcionado para ele. Mesmo assim, ele teve dificuldade em conter um sorriso.

Se não fosse pela necessidade de continuar dirigindo, Severino teria pensado que seus dias estavam contados.

Ele realmente sabia demais.

- Dr. Severino, por que está rindo? Há algo de errado com o que eu disse? - Perguntou Tatiana inocentemente.

Severino balançou a cabeça e respondeu:

- Não há nada de errado, Srta. Tatiana está absolutamente correta! Eu ri porque é a primeira vez que ouço a Srta. Tatiana falar dessa maneira, achei interessante, peço desculpas.

Tatiana respondeu com um aceno.

- Então tentarei não dizer isso novamente.

Ela ainda franzia a testa, pensativa.

Ela realmente não havia dito nada de mais, o que havia de tão engraçado?

Tatiana ficou confusa.

- Dr. Severino tem um senso de humor muito peculiar, não precisa se preocupar com ele. - Disse Guilherme com calma.

Ele já tinha ouvido coisas muito piores vindas de Tatiana. Diante de Severino, ela apenas usou um termo simples, que nem merecia uma reação exagerada.

Além disso, ela estava falando sobre o Guilherme que havia tomado o Grupo Borges, não sobre ele, o Lorenzo expulso pela família Borges.

Ele também pensava na esposa do homem, que era muito bonita.

Em um pensamento sombrio, ele refletia que, se realmente fosse pressionado ao limite, poderia se vingar de uma maneira horrível.

Enquanto pensamentos cruéis passavam por sua mente, seu rosto se torcia em uma expressão feroz.

Sem querer, ele tocou em uma ferida no rosto, o que o fez gemer de dor e exibir um semblante de agonia.

O grandalhão ficou ainda mais irritado com as insinuações do transeunte, que olhou para ele com uma mistura de curiosidade e zombaria, fazendo uma suposição maldosa sobre a origem das suas feridas:

- Você tem certeza de que esses ferimentos no rosto não são porque você foi flagrado traindo e sua esposa lhe deu uma surra?

- Cale a boca! - Gritou o grandalhão, já fervendo de raiva.

Ele mal ouviu o que o outro disse, apenas captou o tom insinuante. Ele não foi havia sido espancado!

Ele insistiu que tinha se machucado em uma queda.

O transeunte, percebendo sua relutância em admitir a verdade, pensou que ele estava apenas tentando encobrir a briga doméstica.

- Você deveria ir para casa e se explicar para sua esposa. Entre marido e mulher, um bom diálogo resolve muita coisa. - Se o grandalhão não estivesse tão visivelmente irritado, talvez o homem tivesse até lhe dado um tapinha no ombro. Mas, dadas as circunstâncias, ele preferiu mudar de assunto. - Aliás, ouvi dizer que seus inquilinos se mudaram hoje. Você devolveu o aluguel deles? Se não, isso é mais dinheiro no seu bolso.

O grandalhão ficou momentaneamente atordoado e respondeu:

- Eles já se mudaram?

- Você não sabia que eles se mudaram? Não foi você que alugou o quintal do seu tio para eles?

- Cale a boca, o que você sabe sobre o quintal do meu tio? Aquele velho já morreu, agora o quintal é meu, eu alugo meu próprio quintal, qual é o problema?

Apressado para confirmar a situação e já sem paciência para mais conversas fiadas, o grandalhão se apressou para deixar o local.

Se aquele homem realmente tinha se mudado, então as fotos que ainda restavam em seu celular...

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