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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 458

Nos dias em que Tatiana esteve deitada se recuperando, ela teve tempo de refletir.

Comparada a muitas pessoas, eles já eram suficientemente afortunados, nascidos com a riqueza acumulada por seus antepassados, desfrutando de coisas que muitos nunca experimentaram.

Certamente, ela também enfrentou a malícia de outros.

Mas, de qualquer forma, ela ainda se considerava sortuda.

Agora, reduzida a este estado com Lorenzo, coberta de feridas, ela não achava isso inaceitável.

Contanto que ainda estivesse viva e pudesse se mover, ela seguiria em frente.

Tatiana não sabia quanto dinheiro restava com Lorenzo, mas ela estava ciente de que, mesmo que tivessem que passar a vida tranquilamente naquele pequeno lugar, não deveriam se entregar ao desânimo, e sim pensar em como garantir o sustento, para estarem preparados para qualquer eventualidade.

Afinal, eles já estavam alugando aquela casa, o que provavelmente significava que ele também não tinha muito dinheiro.

E se ele ficasse doente, o que fariam?

Com esses pensamentos, a ideia de Guilherme de se mudar se tornou ainda mais difícil para Tatiana aceitar.

- Loh, nós já não temos muito dinheiro, então não deveríamos ficar nos mudando assim. Este quintal não é caro e o ambiente é bom, por que deveríamos nos mudar?

Seu olhar era excessivamente sério, o que fez Guilherme perceber que ela realmente não estava brincando.

Talvez fosse a ilusão dada por aquele quintal barato, ou talvez fosse a história que ele havia inventado que era tão vívida que a fez acreditar sinceramente que ele agora era um pobre homem expulso pela família Borges, com pouco dinheiro sobrando.

Até houve um momento em que Guilherme quase concordou com Tatiana.

Mas rapidamente, ele se recuperou do olhar sincero dela e não pôde evitar rir alto.

De fato, a história era tão envolvente que ele mesmo quase acreditou nela.

Guilherme se levantou da cadeira, olhou para a jovem confusa à sua frente, e em um raro bom humor, ele se permitiu estender a mão e bagunçar o cabelo dela.

- Srta. Tatiana, você realmente é uma moça encantadora.

Ele ria tão escandalosamente que sua usual máscara caiu completamente naquele momento.

A confusão no rosto de Tatiana se tornou ainda mais evidente.

- Eu disse algo errado? E, Loh, por que você me chama assim?

Srta. Tatiana.

Quando ele a desprezava anteriormente, nunca a havia chamado daquela maneira.

Sempre a chamava pelo nome completo, diretamente expressando seu descontentamento.

Aquela maneira de falar parecia como se eles realmente não fossem tão íntimos, e por isso ele usava um título respeitoso.

Mas eles...

Guilherme interrompeu antes que Tatiana pudesse pensar mais:

- Não se preocupe com o dinheiro, Tati, eu cuidarei disso.

Ele baixou os olhos e pegou a mão de Tatiana. Ele limpou os dedos dela que estavam cobertos de poeira com uma toalha quadrada em movimentos suaves e deliberados.

- Quanto às questões domésticas, Tati, você não precisa se envolver. Alguém cuidará disso. Você deve se lembrar que é uma dama de grande importância, não precisa fazer esses trabalhos pesados, entende?

- Mas...

- Sem mas, faça como eu digo. - Interrompeu Guilherme friamente, e continuou a limpar suas mãos meticulosamente.

Tatiana ainda queria dizer algo, mas ao olhar para suas próprias mãos, notando que estavam mais ásperas do que as do homem à sua frente, e ela subitamente se calou.

As pontas dos dedos do homem eram esguias, a pele suave e imaculada, enquanto as dela tinham calos formados pelo manejo de facas na cozinha e cicatrizes recém-curadas no dorso da mão.

Tatiana logo percebeu que a relação entre Severino e Guilherme não era simplesmente a de empregador e médico.

Ao contrário, parecia que Severino dependia de alguma forma de Guilherme.

Os dias passavam lentamente, quase fazendo ela acreditar que talvez o resto de sua vida seria assim, tanto que ela quase esqueceu que Guilherme havia mencionado a mudança de casa.

Até que um dia Severino chegou apressado informando que os bilhetes e passagens de avião estavam prontos para uma viagem ao exterior.

Tatiana, surpresa, ainda com comida na boca, perguntou com os olhos arregalados, se esquecendo dos modos e quase se engasgando com o arroz:

- Viajar para o exterior? Por que nós iríamos querer ir para o exterior?

- Calma, por que a pressa? - Guilherme franziu a testa. - Já te disse antes, apesar de o ambiente da vila ser bom, não é muito conveniente viver aqui. Você acha que os hospitais daqui podem descobrir se suas feridas estão curadas? Você realmente espera viver aqui pelo resto da vida?

O entendimento de Tatiana sobre a situação era claro.

Embora ela sentisse que seu corpo estava se recuperando, ainda havia uma dor ocasional na área das costelas, e o hospital da cidade nem sequer tinha equipamentos para radiografias, muito menos outras tecnologias.

Mesmo com o Dr. Severino ao seu lado, um bom médico sem equipamentos de diagnóstico e tratamento adequados era insuficiente.

Refletindo sobre isso, Tatiana concordava com o que Guilherme dizia, mas sua expressão ainda mostrava hesitação.

Ela mastigou o arroz pensativamente, e demorou um bom tempo até expressar a preocupação que a incomodava há tanto tempo:

- Loh, se nós simplesmente formos embora assim, podemos recuperar o dinheiro do aluguel?

Assim que suas palavras ecoaram, não apenas Guilherme, mas até Severino não puderam evitar soltar uma risada.

Então era isso que a Srta. Tatiana estava pensando com tanto afinco, era por causa do dinheiro.

Severino ficou curioso sobre que tipo de história Mestre Guilherme havia inventado, a ponto de enganar a Srta. Tatiana, que tinha perdido a memória, a acreditar tão piamente em suas mentiras.

Ela estava tão preocupada com os 8 mil reais de um ano de aluguel do quintal que não queria deixar para trás...

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