Anteriormente, Benjamim era muito arrogante, acreditava que o poder prevalecia e que as regras eram apenas muros construídos para os fracos. Agora, ele mesmo oferecia ajuda.
Era algo quase inacreditável.
Sem esperar qualquer reação dos irmãos da família Orsi, Benjamim já estava se afastando com seu corpo visivelmente cansado.
- Leo, o que você acha que ele quis dizer? - Perguntou Eduardo.
Leopoldo observou a figura do ancião se afastando com um olhar pensativo.
- Que seja o que ele quis dizer, se a família Borges quer intervir e ajudar, não vou reclamar. Quanto a nós, só precisamos continuar cuidando dos nossos assuntos. - Disse ele. - E a nossa irmã, alguma notícia?
Com a menção à Tatiana, o semblante de Eduardo se tornou mais grave.
- Ainda não temos notícias. - Ele lançou um olhar para a sala de emergência, a emoção em seus olhos era complexa. - Desta vez, devemos um favor a ele.
Se antes, a atitude indiferente da família Orsi em relação a Lorenzo era até compreensível, Lorenzo agora quase havia perdido a vida tentando encontrar Tatiana, e a família Orsi não poderia mais permanecer indiferente a ele.
Leopoldo não respondeu, mas também não contestou, aceitando tacitamente.
Ele olhou para o seu relógio de pulso e franziu levemente a testa.
- Já está ficando tarde. Vamos combinar o seguinte sobre o Lorenzo: nós, irmãos, vamos nos revezar para ficar de vigia. Continuaremos a procurar notícias da nossa irmã e podemos designar mais pessoas para isso, o importante é garantir que todos tenham tempo suficiente para descansar.
Eduardo acenou com a cabeça.
- Eu concordo.Quanto a Lorenzo, a família Borges tinha poucas pessoas que poderiam cuidar dele. A Sra. Nanda não podia cuidar nem de si mesma, e não seria viável depender apenas de Pedro.
Dada a situação inesperada causada pela família Orsi, mesmo que Eduardo tivesse alguma reserva em relação a Lorenzo, ele não faria um escândalo sobre isso.
Quanto a Tatiana...
Eduardo estava prestes a deixar o hospital para encontrar os outros irmãos quando seu celular vibrou de repente, fazendo ele parar abruptamente.
Ele se virou quase que imediatamente começou a procurar Leopoldo, que estava esperando Lorenzo sair da sala de emergência.
- Leo, olhe isso!
A tela do seu celular mostrava informações enviadas por Rafael, especificamente os registros de plantão do hospital no dia do desaparecimento de Tatiana.
Quem esteve no hospital naquele dia e quem não apareceu depois estava claramente registrado, de forma muito detalhada.
Parte das gravações de vigilância do hospital foi apagada, mas a maior parte dos registros ainda estava lá, permitindo que encontrassem informações úteis e analisassem o que realmente havia acontecido naquele dia.
O primogênito da família Lacerda, geralmente marginalizado, finalmente apareceu diante de todos.
Leopoldo devolveu o celular com uma expressão cansada.
- Vamos seguir essa pista para buscar as pessoas, precisamos falar com as famílias Alves e Lacerda. Se você não quiser lidar com isso, deixe que o Elio e a Manu cuidem.
Já fazia alguns dias que estavam em Cidade R, e parecia que a situação só piorava.
Quando Geovane foi deixado na porta da família Orsi, ele nem ficou tão surpreso.
Agora...
Aquele louco da família Borges realmente era um problema.
As palavras de Leopoldo fizeram Eduardo sentir uma pontada de insatisfação. Ele realmente ficava irritado ao ver aqueles dois tolos da família Alves, e não gostava de pedir ajuda a outros.
Se fosse um assunto de negócios, ele preferiria enfrentar sozinho a pedir ajuda, mas como se tratava da segurança da sua irmã, ele não podia se dar ao luxo de ser orgulhoso.
Como naquela vez no Lago das Montanhas, quando o louco da família Borges exigiu que Lorenzo se ajoelhasse, Eduardo não hesitou.
Eduardo refletiu internamente, lançou um olhar para o semblante de Leopoldo e disse:
O que a morte ou a vida dos outros poderiam importar para ele?
Quanto à família Borges...
O vento frio do outono passava pela pequena cidade, trazendo um leve arrepio. Guilherme olhou de relance para o celular, seus dedos batucavam suavemente na mesa, sem expressar qualquer emoção.
Ele estava em um lugar remoto do sudoeste, uma pequena cidade cujo nome a maioria das pessoas no país sequer conhecia.
A pequena cidade possuía algumas construções decentes apenas na rua principal; o restante era composto por estradas de concreto e casas térreas, indistinguíveis das aldeias ao longo da estrada.
A casa tinha sido alugada com a ajuda dos moradores locais, e consistia em uma casa com quintal e terrenos agrícolas na frente, e custava oito mil reais por ano de aluguel.
O quintal era grande, tinha árvores frutíferas plantadas dos lados, mas devido à falta de cuidado, não prosperavam tanto quanto as do vizinho, e as ervas daninhas se espalharam por todo o chão, dando ao local uma aparência desolada.
Tatiana não entendia por que Lorenzo a havia levado para lá.
Após vários dias de viagem, ela passou muitos dias deitada devido à febre, e todas as feridas doíam; ao abrir os olhos, ou era chamada para comer ou era noite, e ele e o Dr. Severino já estavam dormindo.
Assim, durante a jornada, ela não teve a chance de conversar com ele, e sem nenhum meio de comunicação em mãos, ela não fazia ideia do que estava acontecendo.
Somente após alugarem aquele quintal que ela pôde finalmente respirar.
As feridas de Tatiana não haviam cicatrizado completamente, mas ela conseguia andar.
Ela saiu da sala de estar e viu o homem apoiando a cabeça nas mãos, perdido em pensamentos, seus dedos ainda batucavam levemente na mesa de pedra do quintal, claramente atormentado por preocupações.
Tatiana caminhou lentamente até ele e disse com voz fraca:
- Loh, você está livre agora? Eu queria perguntar...
O olhar que o homem lançou em sua direção era sombrio e fez com que ela parasse de falar subitamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...