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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 449

- Mestre Guilherme, há notícias do velho senhor. - Disse Zeca, hesitante.

Na cabana ao lado do cais, ao longo da margem do rio, cercada por uma grade, o local que antes era coberto de flores e ervas, agora tinha sido transformado em um píer de pesca.

Um terraço de madeira estava decorado um grande guarda-sol, uma mesa de madeira e cadeiras reclináveis

Zeca esperava ao lado de Guilherme com um tablet em mãos, cuja tela piscava incessantemente com novas mensagens. Guilherme, com sua vara de pesca posicionada à frente, pegou o tablet sem muito interesse e disse:

- Como está aquela mulher?

Sua voz era desinteressada, mas sua expressão se tornou mais sombria ao ler as mensagens no tablet, e o sorriso astuto gradualmente desapareceu.

Zeca observou a mudança na expressão do jovem senhor, incerto se deveria informar sobre a condição de Tatiana. Com hesitação, ele revelou a verdade:

- O médico disse que ela não tem nada grave, está esperando que ela acorde para administrar o medicamente, mas ela ficará bem.

- Quando ela vai acordar? - Perguntou Guilherme impacientemente.

Deitada imóvel como uma boneca sem vida, certamente não era tão cativante quanto sua habitual vivacidade e tagarelice incessante.

Por mais bonita que fosse, ela não passava de um belo cadáver. Guilherme já havia visto muitas mulheres bonitas; para ele, aquilo não tinha nada de especial.

Surpreso com a reação de Guilherme, Zeca hesitou antes de responder:

- O médico não pode dizer com certeza, depende da Srta. Taís acordar por si mesma.

- Médicos incompetentes. - Resmungou Guilherme. Depois de ler o restante das mensagens, ele jogou o tablet de lado. - Arrume as malas, partiremos de Cidade R esta tarde. Procure se há algum barco disponível. Além disso, tome cuidado para evitar os homens daquele velho.

Com as instruções dadas, Guilherme notou de relance que sua isca havia se mexido. Ele foi verificar sua linha de pesca, desinteressado na expressão de Zeca.

Zeca estava um tanto perdido.

As mensagens no tablet eram de pessoas da Cidade A que achavam que o herdeiro estava sendo desobediente e planejavam o substituir em breve.

Inicialmente, Zeca pensou que eles não seriam tão cruéis e que apenas queriam intimidar Guilherme.

Mas agora, parecia que realmente estavam apoiando outra pessoa.

Claro, não se podia descartar que a família Borges quisesse que os dois irmãos competissem para ver qual dos dois jovens era superior.

No entanto Guilherme não parecia nem um pouco interessado naquilo.

Parecia que já tinha tomado sua decisão.

Vendo que Zeca não se movia há um bom tempo, Guilherme olhou para trás e disse:

- Você não entendeu?

O anzol de pesca, que ele havia puxado para cima, estava vazio, mas a isca havia sido completamente consumida.

- Eu entendo, é só que...

Zeca não sabia se deveria aconselhar o Mestre Guilherme a se desculpar com os anciãos da família Borges.

Ele tinha crescido observando Guilherme, conhecia seu temperamento; mesmo que falasse, era muito provável que não adiantasse.

Então, ele mudou de abordagem e disse:

- O assunto do barco é fácil de resolver, mas e a Srta. Taís, que ainda está inconsciente? O médico disse que ela quebrou uma costela e não pode ser movida facilmente. Se nós partirmos de Cidade R...

- Zeca, você não está pensando demais? - Interrompeu Guilherme. Ele nem levantou a cabeça, apenas continuou enfiando a isca no anzol, com um tom despreocupado. - Você realmente precisa se preocupar com o bem-estar da Srta. Taís?

Zeca ficou sem palavras.

Guilherme trocou a isca e lançou o anzol na água.

- Se ela não sobreviver, é porque ela não foi capaz, entendeu?

A tarde havia sido fresca, mas à noite começou a ventar e as folhas começaram a cair no chão.

Uma casa térrea à beira do rio, geralmente deserta, de repente ecoou com passos intensos.

Os passos eram ordenados, quase como os de um exército.

O sussurro das folhas caídas era abafado pelos passos, e logo gotas de chuva começaram a cair densamente sobre as plantas selvagens ao redor.

- Você tem certeza de que é aqui?

A voz grave do homem foi amplificada pela noite, embora seu tom fosse calmo, quem o acompanhava estremeceu.

- Tenho certeza, como eu poderia enganá-lo?

Zeca sabia que os gêmeos seriam idênticos, mas não esperava que seus rostos fossem exatamente iguais.

Se não fosse pela cicatriz irregular no queixo, ele poderia pensar que estava diante do Mestre Guilherme.

O rosto marcado pelo fogo estava oculto na escuridão, quase imperceptível.

- Mesmo que eu ousasse enganar o Mestre Lorenzo, não ousaria enganar Vasco! - Disse ele. - Ele veio com você pessoalmente...

Antes que pudesse terminar, o homem à frente o empurrou para o lado e seguiu diretamente para a casa de pedra.

A luz ainda estava acesa dentro do quarto, onde uma música de piano clássico tocava, e era possível ver equipamentos médicos ao lado da cama.

Atrás de uma cortina de gaze, se podia vislumbrar uma silhueta vaga.

Lorenzo nem pensou antes de correr para dentro.

De repente, um estrondo alto ecoou no interior do quarto.

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