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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 441

- Como está a minha irmã? - Perguntou Leopoldo.

Assim que souberam que Tatiana havia sido resgatada, Leopoldo e Eduardo ligaram imediatamente.

Naquele momento, Emanuel tinha acabado de descer da ambulância, com uma expressão séria.

- Ela tem ferimentos por todo o corpo, acredito que duas costelas estejam quebradas. A situação precisa ser avaliada em um hospital, eu já fiz um curativo provisório nos ferimentos que estavam sangrando. Embora não haja risco de vida iminente, os ferimentos dela não são leves. - Explicou Emanuel.

Eles não sabiam se deveriam ficar aliviados por terem chegado a tempo, evitando um perigo de vida, ou se deveriam se arrepender por não terem protegido ela adequadamente, permitindo que tal infortúnio ocorresse.

Eles ainda se lembravam da primeira vez que viram Tatiana.

Naquela época, no exterior, quando os irmãos receberam uma ligação de Eduardo e correram para lá, encontraram uma garota em uma cadeira de rodas, coberta de feridas.

Emanuel se lembra de que, naquela época, mesmo gravemente ferida, Tatiana não queria a ajuda de ninguém.

Ela sempre tentava fazer as coisas sozinha primeiro, e se conseguisse, sorria para eles, esperando elogios. Caso contrário, ela mostrava um sorriso inocente e então pediria ajuda aos irmãos.

Parecia que ele nunca tinha visto Tatiana triste ou chorosa, talvez, nas profundezas da noite, quando estava sozinha, ela chorasse até secar as lágrimas, para que durante o dia, ao ver eles, pudesse sempre ser tão entusiasmada e calorosa quanto o sol.

Emanuel tinha uma natureza fria, mas bastava ver aquele sorriso de longe para se sentir profundamente satisfeito.

Ele desejava que Taís prestasse mais atenção a ele, o irmão menos notável, mas temia a intensidade de seus sentimentos, preocupado que seu próprio distanciamento pudesse quebrar o entusiasmo dela.

Portanto, ele mantinha uma distância segura.

Na última vez, quando interrogava o motorista do caminhão na cidade B, Emanuel pensava que, embora não pudesse estar sempre ao lado da irmã como Leo e Edu, poderia buscar justiça para ela nos lugares invisíveis, o que também era bom.

No entanto, ele não esperava que o próximo encontro com ela fosse sob tais circunstâncias.

Na montanha, a mil metros de altitude, com tantas cicatrizes.

Já tinha sofrido uma vez, por que deveria passar pelo mesmo sofrimento novamente?

Emanuel refletia interiormente, ao mesmo tempo em que odiava ainda mais aqueles canalhas que a haviam ferido.

Todos envolvidos nesse sequestro mereciam morrer.

Ao seu lado, Elionay compartilhava do mesmo pensamento.

Os irmãos não perderam tempo, Emanuel, que estudava medicina, escoltou Tatiana ao hospital, enquanto Elionay voltava com alguns homens ao antigo estacionamento subterrâneo.

Entregar essas pessoas a Lorenzo parecia, de certa forma, admitir sua incompetência como irmãos mais velhos.

Quando Elionay encontrou Lorenzo, este acabava de retornar do estacionamento subterrâneo.

Sua expressão era sombria, parecia frustrado por não ter conseguido o resultado desejado.

Ao ver Elionay se aproximando, sua expressão suavizou um pouco, e ele o cumprimentou educadamente.

- Sr. Murilo. - Acenou Lorenzo.

Para Lorenzo, o nome artístico de Elionay, Elionay Murilo, era mais familiar.

Esse reencontro ainda era um tanto delicado.

Anteriormente, Lorenzo havia interpretado mal a relação entre Elionay Murilo e Tati, causando escândalos na internet. Agora, ao se lembrar disso, ainda sentia um resquício de constrangimento.

Elionay se manteve calmo.

- Não é hora para formalidades, Presidente Borges. Pode me chamar como quiser. - Disse Elionay.

Lorenzo concordou com um aceno, sem insistir em formalidades.

Sabendo que Elionay tinha outros assuntos em mente, dispensou as cortesias.

No entanto, no que diz respeito ao casamento da irmã, ele ainda mantinha seus preconceitos contra Lorenzo, mesmo que agora Lorenzo tivesse se arrependido e mudado, ainda era difícil para ele eliminar o preconceito em seu coração.

Assim, quando Lorenzo perguntou novamente sobre a situação de Tatiana, Elionay não deu muitas informações.

- Minha irmã já foi levada ao hospital por Manu, não corre perigo de vida, graças à ajuda do Presidente Borges. - Disse Elionay.

Quanto ao resto, ele não disse mais nada.

Os ossos quebrados de Tatiana e os ferimentos anteriores tinham a ver com Lorenzo, então por que ele deveria mencionar as novas lesões da irmã na frente de Lorenzo, parecendo um pouco falso?

Lorenzo já tinha visto como Tatiana estava antes e sabia que os ferimentos dela eram sérios, mas vendo a expressão de Elionay, que claramente não queria falar mais, ele não quis insistir.

Pouco depois, ele já havia levado Elionay para a tenda onde alguns garotos de cabelos amarelos estavam detidos.

Esses rapazes eram todos delinquentes insignificantes que geralmente se envolviam em atividades ilícitas, como cobrar dívidas ou emprestar dinheiro para ganhar a vida, tudo em transações obscuras.

Dessa vez, eles colaboraram com Guilherme porque ele pagou mais, e por isso subiram para as montanhas de Lago.

Portanto, quando foram interrogados separadamente, eles confessaram tudo que viram e ouviram, honestamente.

Nem é preciso dizer que havia um Jair que morreu na frente deles, só de lembrar da cena terrível de Jair, eles tremiam e cuspia toda a verdade.

Rapidamente, Pedro organizou os depoimentos de todos, esclarecendo o que realmente aconteceu no local.

Ao ouvir tudo o que Tatiana havia sofrido, o rosto de Pedro também ganhou uma expressão mais sombria.

Quando ele levou as informações coletadas ao encontro de Lorenzo, sua habitual descontração se transformou em uma expressão sombria.

Seus passos eram pesados, e ao ver Lorenzo à luz fraca, ele correu apressadamente até ele.

- Loh, eu já interroguei aqueles caras e eles... - Disse Pedro.

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