Entrar Via

Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 439

Como pássaros assustados, o grupo fugiu para fora do prédio. Afinal, eles não possuíam as armas que Guilherme tinha em mãos.

O som de seus semelhantes caindo espalhou pânico, fazendo com que todos corressem para todos os lados.

Guilherme, por outro lado, avançava na direção oposta, caminhando em direção a Tatiana, que estava no chão.

Talvez pelo barulho ao redor ou talvez pelo desconforto do objeto sob seu corpo, ela mal conseguia abrir os olhos, mas tentava se mover para o lado.

Guilherme se agachou diante dela com os olhos semicerrados e um leve sorriso se desenhou em seus lábios finos.

- Você ainda consegue se mover, parece que é mais resistente do que eu imaginava, Srta. Taís...

Ele não terminou de falar, pois seu discurso foi interrompido pelas ações da mulher.

Tatiana, ainda confusa, percebeu a presença de alguém ao seu lado. Com os olhos turvos, ela estendeu os braços e agarrou firmemente o pescoço dele.

Guilherme ficou paralisado momentaneamente.

Ele estreitou os olhos e sentiu um arrepio percorrer seu corpo.

Justo quando ele pensava em afastar a mulher em seus braços, seu movimento parou abruptamente ao ouvir a voz fraca dela soluçando:

- Por que você demorou tanto? Você não sabe, eu quase...

Quase o quê?

De repente, a voz naquele abraço cessou, como se toda a força tivesse deixado seu corpo, e ela amoleceu nos braços de Guilherme.

Quando Zeca entrou com seus homens, a cena que encontrou poderia ser tirada diretamente de um filme de terror.

Zeca avançou através da desordem, seus olhos envelhecidos examinaram o sangue no chão e a mulher nos braços de Guilherme. Após um momento, ele tentou consolar cautelosamente:

- Mestre Guilherme, por favor, aceite minhas condolências.

Guilherme ergueu os olhos abruptamente, seu olhar era frio e penetrante.

- Quem disse que ela está morta?

Zeca estremeceu, olhou para Jair caído em uma poça de sangue e para Tatiana coberta de feridas.

- Ela... Ela não está morta?

O som de vários carros chegando ecoou do lado de fora da garagem.

Guilherme não tinha tempo para ouvir Zeca. Ele se levantou com a mulher em seus braços e disse:

- Alguém está vindo, vamos embora rápido.

A expressão de Zeca mudou.

- Mas e seus ferimentos...

Guilherme simplesmente o ignorou e começou a caminhar para fora.

As luzes estavam todas acesas do lado de fora.

Pessoas da família Orsi, da família Borges, e outras envolvidas na busca podiam ser vagamente vistas sob a luz ofuscante dos faróis dos carros, lideradas por alguém.

Guilherme parou por um momento.

Zeca, que seguia atrás dele, também viu claramente a cena ao longe.

Os pequenos bandidos que tinham fugido da garagem antes já haviam sido capturados e cercados, e aparentemente estavam sendo interrogados.

O carro que Guilherme dirigira até a montanha estava exposto sob a luz e não tinha onde se esconder.

Em alguns minutos, aquele grupo provavelmente começaria a busca na garagem.

Zeca estava um pouco ansioso.

- Sr. Guilherme, o que vamos fazer agora?

Ele pensava em sugerir deixar aquela mulher ali, dado o esforço evidente da família Orsi que, claramente, estava ali por Tatiana.

Mas então ele reconsiderou, se lembrando de como Guilherme estava no hospital, negligenciando sua própria saúde em sua pressa de subir a montanha, como poderia ele estar disposto a devolver facilmente algo que havia se esforçado tanto para recuperar?

A voz dela era como a de um pequeno animal abandonado, se agarrando a um fio de esperança de que ele a levasse consigo.

Guilherme parou abruptamente.

Os sons vindos da entrada da garagem estavam ficando mais próximos.

Zeca estava desesperado.

- Sr. Guilherme!

Guilherme, com expressão serena, lentamente desenroscava os dedos que seguravam sua roupa e disse:

- Querida, eu voltarei para te buscar.

Os ruídos na porta aumentavam, e vozes tensas vinham de fora, parecendo ser aquele homem com o rosto cheio de sardas:

- A Srta. Taís está aqui dentro! Nós, nós realmente não fizemos nada com ela, foi tudo obra do Jair! Depois veio outro homem, que continuou a nos bater. Senhores, olhem nossas feridas, nós somos as verdadeiras vítimas aqui. Nós só estávamos aqui para receber o dinheiro, não fizemos mais nada! Tudo foi feito pelo Jair, e mesmo que não quiséssemos fazer, não ousaríamos nos opor. Eu levo os senhores lá dentro, mas o que está acontecendo lá dentro realmente não tem nada a ver conosco!

O homem estava desesperado para se livrar da culpa, e jogou toda a responsabilidade em Jair.

De qualquer forma, ele já estava morto e não podia se defender. Não havia câmeras no local, então ele estava livre para inventar histórias.

Quanto ao grupo, todos faziam parte do mesmo esquema, e naturalmente priorizavam a própria sobrevivência. Todos rapidamente concordaram com a história.

Todas as más ações eram culpa de Jair, e o estado em que Tatiana ficou não tinha nada a ver com eles.

Dentro da garagem, Guilherme ouviu tudo e soltou uma risada leve.

Humanos eram criaturas realmente interessantes.

Os passos do lado de fora estavam cada vez mais próximos, estavam prestes a encontrar Guilherme.

Ele ainda estava calmo, segurando a ferida aberta no abdômen, e levou Zeca para a escada da saída de emergência.

No chão, um rastro sinuoso de sangue se formava.

Enquanto as pessoas pisavam na desordem no chão ao entrar na garagem, a última gota de sangue de Guilherme também caía na entrada da escada, antes de ele partir.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia