Então o que Guilherme queria era que eles se humilhassem.Não apenas Tatiana, que estava sendo segurada, mas também Eduardo e outros dois atrás de Lorenzo ficaram atônitos.
Entre eles, o único que permaneceu calmo foi o próprio Lorenzo.
Seu rosto não mudou, ele ainda mantinha a mesma postura enquanto confrontava Guilherme.
Guilherme tinha apenas um sorriso no rosto.
- O que foi, meu querido irmão, você acha que a ideia que o seu irmão teve não é boa?
Pedro não pôde se conter e gritou com raiva:
- Você é muito cruel! Se você é tão homem, vamos lutar, ou se quiser pode pedir ajuda para o Grupo Borges, mas insultar as pessoas assim é nojento!
Guilherme olhou para trás e levantou ligeiramente as sobrancelhas.
- E você quem é? É sua vez de falar aqui? Que tipo de pessoa você é?
Pedro pretendia responder mas Rafael o puxou para trás e advertiu em voz baixa:
- Não se meta nos assuntos da família Borges, se por causa do seu impulso, Taís se machucar, o que você fará? Pedro, você precisa pensar antes de agir.
Quando Pedro foi detido, Guilherme observou com interesse os dois irmãos.
Então, ele voltou seu olhar para Lorenzo e suspirou profundamente.
- Parece que meu querido irmão não aprova este plano, então de outra forma...
Ele fez um leve movimento com a adaga.
- Eu aceito. - Disse Lorenzo com a voz serena.
Quando sua voz cessou, o silêncio pareceu reinar ao redor, até o canto dos pássaros e o croar dos sapos pareceu se silenciar.
Exceto por Guilherme e Lorenzo, todos estavam absolutamente incrédulos.
Justo quando Lorenzo estava prestes a se mover, Tatiana de repente interrompeu com sua voz rouca, mas ainda assim muito firme e corajosa:
- Lorenzo. Fique de pé, não venha.
O vento começou a uivar, levantando as folhas das altas árvores, carregando suas palavras para os ouvidos de todos.
Lorenzo apertou os lábios finos, não respondeu a ela e também não se moveu mais.
Ele parecia estar considerando, ou tavez estivesse gravando as palavras de Tatiana em sua mente para justificar suas ações.
Durante um momento de silêncio pesado, Guilherme sussurrou perto do ouvido de Tatiana, como uma serpente fria e venenosa:
- Srta. Taís não me dá a mínima atenção, mas fala assim com meu querido irmão na minha frente, não tem medo de que esta faca corte seu rosto?
Ele pressionou a adaga contra o queixo de Tatiana, usando uma força leve, não o suficiente para cortar sua pele e fazer sangrar, mas suficiente para causar uma leve dor.
"Nenhuma mulher quer arruinar seu próprio rosto, especialmente uma bela como esta." Guilherme pensou, tentando ver algum sinal de colapso emocional no rosto de Tatiana.
Infelizmente, além de raiva, não havia nada. Tatiana nem sequer queria falar com ele, apenas o encarou furiosamente e então virou a cabeça, se recusando a olhar em seus olhos.
Mas aquela ação desesperada deixou o coração de quem estava do outro lado apertado.
- Não a machuque! - Lorenzo deu um passo à frente, com os olhos levemente avermelhados e a voz contida pela emoção. - Não toque nela, eu aceito suas condições, desde que você não a machuque...
Sua maçã do rosto subia e descia enquanto seus olhos se fixavam na mão de Guilherme, temendo que a adaga se movesse mais uma vez.
Enquanto isso, seu corpo robusto se ajoelhava lentamente sob os olhares de todos.
Guilherme, por sua vez, não era fácil de lidar. A pesada pancada que ele recebeu foi apenas porque estava desprevenido naquele momento.
Enquanto Lorenzo e os outros corriam em sua direção, ele também tentava, no meio da confusão, retomar o controle sobre Tatiana.
O cenário era um completo caos.
A terra, encharcada pela chuva, estava molhada, e ninguém sabia exatamente o que se encontrava sob a espessa camada de pinheiros.
O que estava coberto pelas agulhas de pinho caídas poderia ser uma grande pedra, um solo firme, ou mesmo um barranco.
Quando ela começou a cair, o cérebro de Tatiana ficou completamente vazio.
Tudo o que ela tinha em mente era acabar com aquele louco, e diante da situação inesperada, ela não sabia o que fazer.
Quando finalmente percebeu o que estava acontecendo, tudo o que ouviu foram os sons do vento uivante ao seu redor e os gritos de pânico vindos de cima.
Chame ela de Tati, chame ela de Taís, chame ela de irmã...
Ao cair nas águas geladas do lago, quando a pressão da água de todos os lados a envolvia e apertava, ela não se sentiu aterrorizada ou assustada; os ecos de suas vozes ainda ressoavam em seus ouvidos.
Ela não morreria tão facilmente.
Ela precisava voltar para casa.
Pelas pessoas que ela amava, as pessoas que a amavam, as pessoas que ela queria ver, as pessoas que queriam vê-la. Ela não afundaria no fundo do lago, definitivamente não desapareceria daquele mundo.
Ela continuava repetindo para si mesma, lutando com todas as suas forças para alcançar a superfície, tentando romper as correntes da água.
Até que, de repente, algo prendeu seu tornozelo com grande força...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...