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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 417

Embora sua garganta doesse, a raiva tomou conta de Tatiana, e ela não hesitou em desferir todas as palavras maldosas possíveis em direção a Guilherme.

Ela não estava satisfeita apenas em xingá-lo; seus pés também não admitiam derrota. Ela chutava descontroladamente, não se importava o que atingia, isso a trazia um certo alívio.

Guilherme não era de levar desaforo para casa e, em questão de segundos, reagiu, controlando os chutes desenfreados dela com uma expressão severa.

- Você está viciada em chutar, é isso?

Ela apenas queria se livrar daquele louco.

Aproveitando uma brecha, Tatiana acertou um ruidoso tapa em seu rosto.

Um vermelho vivo da marca da mão logo apareceu no seu rosto atraente, e seus olhos escuros brilharam com incredulidade.

Tatiana, destemida, aproveitou o momento de choque dele para lançar outra bofetada.

Mas desta vez Guilherme estava preparado e quase instantaneamente agarrou a mão dela.

- Srta. Taís realmente não tem medo da morte.

Tatiana cerrou os dentes, sem querer trocar uma palavra sequer com Guilherme.

Guilherme não se mostrou irritado, apenas sorriu e disse:

- Eu pensei que a Srta. Taís fosse inteligente. Você sabe que estou esperando que eles cheguem, e ainda assim está aqui perdendo tempo.

Imobilizada, Tatiana o encarou com os olhos vermelhos de raiva.

- Você é realmente desprezível!

- Desprezível? - Guilherme riu, encostando o corpo nela para a imobilizar, enquanto apertava suas bochechas. - É só isso que essa boca sabe dizer? Você nem sabe xingar direito, é tão inocente...

Tatiana tentou morder a mão dele, mas ele desviou.

Guilherme zombou dela:

- Então o pequeno coelho morde quando está acuado?

As palavras provocadoras de Guilherme a irritaram ainda mais, e ela desejou poder lhe dar outro tapa.

Tatiana respirou fundo para acalmar suas emoções.

O canto dos pássaros ecoava pelas montanhas de tempos em tempos, e o céu estava um pouco mais claro do que antes, suficientemente iluminado para que pudessem ver o ambiente ao redor sem a necessidade de uma lanterna.

O chão molhado encharcou as costas de Tatiana, e seu temperamento furioso gradualmente se acalmou. Finalmente, ela parou de resistir.

- Segundo o seu plano, se eu não estiver enganado, você pretendia levar Lorenzo ao seu destino com a minha ajuda antes do amanhecer. Mas já está quase amanhecendo, e você insiste em nos atrasar. Isso realmente me surpreende. - Disse ela.

Guilherme afrouxou um pouco seu aperto.

Na mente dele, as mulheres não seriam capazes de o enfrentar.

Eram obejtos para lhe trazer entretenimento, como Carolina.

Haviam as humildes e degradadas, que fariam qualquer coisa que ele mandasse, ou as que fariam qualquer coisa para conseguir o que querem, e Carolina era uma dessas.

Com movimentos rápidos e fortes, ele amarrou novamente as mãos e os pés de Tatiana. Quando a levantou sobre seu ombro novamente, Tatiana naturalmente não se submeteu e voltou a lutar incessantemente.

Porém, após tanto lutar, sua força já estava quase esgotada.

O homem avançava firmemente em direção ao seu destino. Ele sorriu maliciosamente e disse:

- Srta. Taís, se você for realmente inteligente, deveria conservar suas energias agora, assim como faz quando me pede comida. Caso contrário, não terá forças para fugir montanha abaixo mais tarde, e não diga que não avisei.

- Você teria a bondade de me deixar partir? - Disse ela, duvidosa.

Guilherme riu suavemente.

- A princípio, realmente não planejava deixá-la ir assim, afinal, você é bastante interessante, e não seria mau criar você como um animal de estimação. Mas depois dessa confusão, percebi que uma pequena fera não deve ser enjaulada, deve ser livre...

- Cale a boca! - Interrompeu Tatiana.

Se ela tivesse forças suficientes, certamente daria uma cotovelada nas escápulas de Guilherme.

Por agora, porém, era melhor ela se conter, afinal, ele tinha razão; se algo acontecesse mais tarde, ela precisaria de um pouco de energia.

Por fim, ela parou de resistir.

Aquele homem era como um robô. Não parecia descansar, e apesar da longa jornada, nunca mostrou um sinal de cansaço.

Como se pudesse ler mentes, Guilherme disse:

- Srta. Taís, não precisa se preocupar comigo. Desde que me lembro, a família Borges me enviou ao exterior para treinamento. Você entende como era? m treinamento de sobrevivência cruel, com mais pessoas me seguindo do que aquelas que a perseguiram, e eles portavam mais do que simples bastões e facas. Eu tinha que sobreviver àquele treinamento, e de fato, sobrevivi.

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