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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 371

Quando Tatiana voltou a sentir aquele leve aroma, uma onda de risadas e comentários brincalhões surgiu por trás dela. Ela ouviu alguém dizer:

- Desculpe, chegamos em um momento muito inoportuno.

De repente, Tatiana ficou tensa e, num impulso, empurrou Rafael para longe.

Ao mesmo tempo, suas bochechas ficaram vermelhas.

- Mãe, como vocês chegaram tão rápido?

Sob a luz do luar, a pequena silhueta da garota bloqueava o homem à sua frente, cuja grande sombra projetada criava uma cena belíssima.

Giovanna olhou para os dois jovens com um sorriso caloroso.

- Não nos apressamos, mas você parecia estar distraída...

Ao ouvir as palavras de Giovanna, as bochechas de Tatiana esquentaram ainda mais.

"Será que minha mãe e Paloma viram o que eu fiz?"

Se Giovanna e Paloma pudessem ouvir seus pensamentos, provavelmente ririam. Claro que elas tinham visto.

Mas, sabendo que a filha estava envergonhada, Giovanna não disse nada.

- Tudo bem, não vamos interromper a conversa dos jovens. - Disse ela com um sorriso gentil. - Eu e Paloma estávamos apenas passeando depois do jantar. Podem prosseguir com a conversa.

Assim que Giovanna terminou de falar, as duas se retiraram rapidamente,

Logo, Tatiana e Rafael se viram sozinhos no pequeno jardim.

A brisa noturna ajudou a aliviar o calor que Tatiana sentia.

Ela se lembrou do beijo de antes e sentiu uma emoção indescritível.

Então, seu olhar gradualmente se voltou para Rafael, cheio de curiosidade.

- Antes eu...

- Você gosta de rosas?

Ambos falaram ao mesmo tempo e, ao cruzarem os olhares novamente, ambos se surpreenderam, e logo depois, sorriam.

Tatiana queria apenas quebrar aquele silêncio embaraçoso, e respondeu:

- Quando eu estava estudando no exterior, havia um costume que consistia em dar uma rosa à pessoa que gostávamos durante uma festa noturna, independentemente de ser homem ou mulher.

Naquela época, ela havia acabado de chegar ao exterior, tudo lhe era estranho e seu domínio da língua ainda não era fluente, além de sofrer discriminação por sua cor de pele.

E, por causa de sua baixa autoestima na época, mesmo estando longe da família Garrote, ela tinha o hábito de andar de cabeça baixa e ignorar as pessoas ao redor.

Portanto, ninguém lhe deu rosas, todos a desgostavam.

Algumas crianças maldosas até lhe jogaram caules espinhosos para ela certa vez.

Ninguém a consolou, ninguém se importava.

Então, ela deu a si mesma uma rosa.

Ninguém gostava dela, ninguém a amava, então ela decidiu se valorizar e se deu uma rosa.

Mais tarde, ela plantou muitas rosas no lugar onde morava.

No primeiro ano, os buquês floresceram abundantemente, bem na época em que seus parentes a encontraram.

Relembrando o passado, Tatiana não achava que o tempo no exterior tinha sido tão difícil.

Especialmente depois de voltar para a família Orsi, ela começou a achar que aquelas experiências não eram nada demais.

Talvez todos os infortúnios que havia sofrido no passado fossem para que ela pudesse apreciar melhor a vida incrível que teria.

Mas se alguém quisesse lhe dar um buquê, não importava qual, ela gostaria.

O vento da noite de repente se tornou mais forte, e Tatiana sentiu um pouco de frio.

Ela abraçou os braços e lançou um olhar a Rafael, que estava vestido com roupas ainda mais leves que as dela.

- Já está ficando tarde, você deveria descansar, não é? - Disse ela. - Mas como já está escuro, que tal se você simplesmente ficasse na minha casa e partisse amanhã?

Rafael acenou levemente com a cabeça e em seguida sorriu.

- Leo acabou de me dizer o mesmo, por coincidência, e como você também me convidou, acho que terei que aceitar a oferta.

A estrada da montanha era difícil de navegar à noite, e todos estavam alertas por causa do acidente de carro.

Tatiana ficou um pouco envergonhada com as palavras de Rafael e lhe lançou um olhar fulminante.

- Desde quando você pode chamar meu irmão de Leo? Você obteve a permissão dele para isso?

Rafael queria dizer que ansioava pela permissão dele a muito tempo, mas como Tatiana era tímica, ele decidiu se conter.

Ele seguiu Tatiana até o quarto de hóspedes e aproveitou para dar uma olhada em seu celular.

Uma foto no grupo da família a fez se sentir subitamente muito quente. Ela ficou parada no meio do caminho.

- Talvez não precisemos esperar até amanhã. - Disse ela.

Rafael ergueu ligeiramente as sobrancelhas, seu olhar inadvertidamente caiu sobre o celular dela.

Instantaneamente, ele entendeu o significado por trás daquelas palavras.

Realmente, não havia necessidade de esperar até o dia seguinte.

Provavelmente toda a família Orsi já sabia sobre o relacionamento dos dois.

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