O motorista já estava ciente das notícias e disse:
- É incrível como tem gente que não dá valor à vida! Se está se sentindo cansado enquanto dirige, deveria parar em uma área de serviço e descansar um pouco. Que tipo de negócio urgente vale a pena correr esse risco? Olha só, agora causou um grande desastre, nem se sabe qual motorista inocente perdeu a vida, e o motorista do caminhão também acabou envolvido em um processo. É realmente trágico!
Tatiana estava com a mente em desordem. Ela olhava fixamente para aquela imagem, sentindo um vazio por dentro, por um momento, sua mente ficou tão confusa que ela não sabia no que estava pensando, enquanto várias emoções complexas surgiam em seu coração.
Sua primeira reação foi pensar que o acidente de carro não foi um acidente, mas alguém o havia causado deliberadamente. Mas se fosse verdade, então o empregado que havia levado seu carro teria perdido a vida?
Depois que sua mente esfriou um pouco, ela se convenceu que provavelmente haviam sido um acidente.
Mesmo assim ela sentia que era para ter sido ela.
Se ela não tivesse ligado para alguém levar seu carro e tivesse dirigido de volta da garagem subterrânea por conta própria, será que aquela calamidade poderia ter sido evitada?
Os pensamentos de Tatiana estavam extremamente confusos, e ela nem percebeu quando o carro chegou à Mansão Orsi, e só voltou à realidade quando Geovane a chamou.
Ela se forçou a sorrir, agradeceu ao motorista e pagou a corrida antes de descer do carro com Geovane para voltar para casa.
Geovane percebeu algo estranho em Tatiana assim que entraram no caminho de pedras do pequeno pátio e não pôde deixar de perguntar:
- Tia Taís, o que houve?
Tatiana ainda estava pensando no acidente. Ao ouvir a voz de Geovane, ela recolheu seus pensamentos dispersos, pensou por um momento e decidiu manter o incidente em segredo.
Afinal, não havia necessidade de falar sobre tal assunto com uma criança.
Ela acariciou a cabeça do pequeno e forçou um sorriso falso.
- Não é nada, é que o sol está muito forte, vamos para casa logo.
Geovane sabia que sua tia estava mentindo, mas não insistiu para saber a verdade.
Enquanto caminhavam, o celular de Tatiana começou a tocar.
Ela olhou para baixo e viu que era Rafael ligando.
Não sabia se era porque recentemente tinha pedido muitos favores a Rafael, mas ver o nome dele fez com que o coração ansioso de Tatiana de repente se acalmasse um pouco.
Sem pensar, ela atendeu a chamada.
Antes mesmo que ela pudesse falar, a voz ansiosa de Rafael veio do telefone:
- Taís, você está bem?
Mesmo através do aparelho eletrônico não era difícil perceber a emoção contida em sua voz.
Tatiana não conseguia expressar como se sentia naquele momento.
Mas, estranhamente, a culpa e inquietação que estava sentindo se retraíram, se transformando em uma tristeza indescritível.
Era como naquela vez em que estava no exterior se recuperando de um ferimento, e toda vez que abria os olhos e via Eduardo ela se sentia segura, e ao descobrir que Eduardo era seu próprio irmão, todos aqueles sentimentos se transformavam em um ressentimento que pressionava seu peito.
Claro, os sentimentos do momento não eram tão intensos quanto naquela vez.
Tatiana conseguiu controlar suas emoções e respondeu com paciência:
- Eu estou bem, acabei de chegar em casa. E com você? Está tudo bem?
Independentemente de ter ou não relação com o acidente, ela não conseguia se acalmar.
Nenhum montante de dinheiro poderia se comparar a uma vida humana, mas parecia que, além de dar um pouco de dinheiro à família do falecido, ela não tinha capacidade de fazer mais.
Rafael, sabendo que ela não estava bem emocionalmente, não insistiu, apenas falou:
- Não pense muito agora, estarei na sua casa em cerca de dez minutos, se sente e descanse um pouco, ou talvez você possa conversar com a tia, pode ser?
A voz do homem era suave, ele tinha um poder mágico de acalmar o coração.
Tatiana se sentiu um pouco mais tranquila e concordou suavemente.
Após desligar o telefone, ela suspirou profundamente.
Ao mesmo tempo, começou a se preocupar novamente com as causas do acidente de carro.
Com a testa franzida, ela voltou a ler a notícia e analisar as fotos. Quanto mais olhava, mais franzia a testa.
Mesmo atribuindo o acidente à condução sob fadiga, aquele caminhão de carga não deveria estar naquela encruzilhada.
Não se tratava apenas da ausência de uma saída de autoestrada nas proximidades; mesmo que houvesse, o acidente não deveria ter ocorrido naquela localização.
Enquanto Tatiana estava pensando, uma pessoa saiu correndo da Mansão Orsi.
Ao ver Tatiana bem e em pé diante dela, Giovanna gritou:
- Minha querida filha, ainda bem que você está bem! Quase me matou de susto!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...