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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 354

Após seu casamento, Giovanna raramente aparecia em público.

A não ser que a família Orsi fizesse algum movimento, surgindo repentinamente nas páginas de jornais, este era o único momento que as pessoas se lembravam de como Giovanna estava vivendo bem.

Além disso, parecia que o nome de Giovanna raramente era mencionado pela família Siqueira. Mesmo quando mencionado, era na maioria das vezes sobre Marcelo e a família Orsi, assim como os filhos da família Orsi.

Por serem tão capazes, eles eram os assuntos preferidos na cidade B, sem falar que também eram parentes próximos.

Mas parece que sua mãe, na maioria das vezes, era esquecida pelas pessoas.

Até o grande assunto da divisão de patrimônio da família Siqueira desta vez não a trouxe à memória.

A água balançando no copo gradualmente se acalmava, e a sala de estar ficava completamente silenciosa. Depois de um bom tempo, a fraca voz de Melissa foi ouvida.

- Minha irmã já se casou, então naturalmente é... - Comentou Melissa.

- Sua irmã se casou e não precisa dividir o patrimônio da família Siqueira, mas e você, não se casou? - Interrompeu Fábio a tentativa de fala de Melissa com uma voz severa.

Melissa, desta vez, não ousou continuar falando, encolhendo o pescoço e se escondendo ao lado de sua mãe, fingindo ser invisível.

Fábio também não pretendia discutir mais sobre a divisão do patrimônio, se levantando do sofá.

- Vou subir para descansar. Quanto à divisão do patrimônio, foi dito para esperarem até que todos estivessem presentes para discutir, então devemos esperar até que todos estejam presentes. Se isso realmente não puder ser feito, vou doar todo o patrimônio. Vocês, jovens, podem ir empreender e ganhar seu próprio dinheiro! - Afirmou Fábio.

Essas palavras também dissiparam completamente qualquer pensamento de Melissa de continuar a argumentar.

Ela originalmente queria parecer patética na frente de sua mãe, afinal, comparada a Giovanna, uma mulher divorciada com uma filha parecia muito mais digna de pena.

Giovanna era a esposa do homem mais rico da Cidade B, a primeira dama da alta sociedade, talvez ela nem se importasse com o pequeno patrimônio da família Siqueira, seria melhor deixar tudo para ela e Geo.

Mas depois do que Fábio disse, ela não ousou dizer mais nada.

O que os filhos querem é uma coisa, mas o que os pais estão dispostos a dar é outra completamente diferente.

Se pode dar mais aos filhos que estão em piores condições e menos aos que estão em melhores condições.

Mas, não importa como o patrimônio seja dividido, são os pais que decidem, não cabe aos mais jovens interferir. Os dois idosos ainda não morreram!

Melissa, embora quisesse mais dinheiro, no fundo entendia essa verdade e simplesmente se calou.

A senhora não ficou sentada no sofá com ela o tempo todo, parecendo ainda imersa nas palavras do senhor, sem reagir por um bom tempo.

Giovanna foi sua primeira filha, concebida também com as expectativas e o amor de seus pais. Por que, ao longo dos anos, sempre a esqueciam?

Pairava a dúvida de que se era por culpa que não ousavam lembrar dela, ou se era realmente uma negligência constante da mãe.

Provavelmente ambos.

Mas, em última análise, ela não foi justa com essa filha.

A senhora foi dominadora a maior parte da vida, em seus primeiros anos não casou, e seus pais deixaram este mundo em meio ao caos da guerra, ela sozinha criou seus irmãos e irmãs.

Mais tarde, se casou com Fábio e também lutou arduamente no trabalho.

Dizer que ela negligenciou a filha mais sensata e trabalhadora é menos sobre o descuido e mais sobre o desejo de esquecer o seu próprio eu que sempre lutou para sobreviver em meio às adversidades.

Agora que a vida melhorou, ela não queria mais relembrar o passado.

Ela não desejava rememorar...

- Fábio, espere um momento. - Disse a Sra. Nádia.

Ela se apoiava em sua bengala, seguindo Fábio escada acima, com um tom de voz mais lento, como se tivesse passado por uma grande dificuldade, exausta. Ela não mencionou Giovanna, apenas começou a falar de forma indireta.

- Você disse para Cris que Taís viria, você sabe quando ela virá? - Perguntou a Sra. Nádia.

Fábio olhou de relance para a senhora, sem dizer uma palavra, mas seu olhar e expressão facial claramente diziam, "realmente é raro você lembrar que tem outras netas".

A senhora sabia que estava errada e não apresentou a Fábio a arrogância de sempre, mesmo quando havia feito algo errado, ela tendia a ser orgulhosa.

- A Taís cozinha bem, eu só quero aproveitar mais o sabor dos pratos dela! Aliás, sobre a divisão dos bens, eu tenho um interesse pessoal que gostaria de discutir com você. Veja bem, a Taís também tem um dom para a culinária e, além disso, ela sofreu tanto lá fora. - Explicou Fábio.

O casal de idosos conversava enquanto caminhava em direção ao escritório no segundo andar, sem perceber a figura esbelta e jovem que os seguia.

Assim que a porta do escritório se fechou, essa figura começou a se materializar no ar, revelando um rosto cheio de ressentimento.

Taís Orsi! Por que ela não morreu lá fora? Por que tinha que voltar?

Por que ao voltar, sem sequer ter visto a cara dos velhos, conseguiu conquistar o coração deles e até mesmo uma parte da herança, de bom grado?

Por quê!

Ela e Rita não receberam essa recompensa.

Quanto mais pensava, mais irritada ficava Melissa, que acabou não resistindo, se virou e foi embora, tirando o celular para mandar várias mensagens para uma certa conta.

Diferentemente de antes, a resposta veio rápido desta vez.

"Taís Orsi? Ela não era chamada de Tatiana Garrote e vivia na Cidade R antes?"

Melissa mal podia conter sua alegria ao receber a resposta, não esperando por ela.

"Sim, você a conhece? Eu realmente não tinha para quem recorrer, então vim pedir sua ajuda. Ela acabou de voltar e já causou uma bagunça na minha casa, até meus pais querem dar a herança para ela, ela é simplesmente uma calamidade. Por favor, considere nossa amizade do passado e me ajude."

Apesar de estar pedindo ajuda, Melissa não tinha grandes esperanças.

Afinal, a pessoa era da Cidade A, e talvez não desse muita importância para alguém de uma cidade pequena como a dela.

Mas ela não tinha mais ninguém a quem recorrer e decidiu tentar.

Surpreendentemente, a resposta veio.

"Tudo bem."

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