Entrar Via

Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 349

Provavelmente, é quando você está pensando em algo, que esse algo acontece.

Lorenzo estava refletindo se sua mãe o reconheceria ou o esqueceria, quando o telefone sobre a mesa tocou.

A chamada era da Sra. Nanda.

Lorenzo não se apressou em atender, esperou até que o toque do telefone soasse algumas vezes, parecendo um pouco insistente, antes de lentamente levantar a mão para atender.

Assim que ele atendeu, a voz irritada da mulher veio pelo telefone.

- Lorenzo, você sabe o que está fazendo? Você ficou mais de dez dias sem voltar para casa, não foi nem para a empresa! Você realmente tinha que se envolver com aquela mulher, Carolina? Você ainda quer se envergonhar mais? Ela já morreu, e você ainda insiste em se envolver em escândalos por causa dela. Você quer fazer o velho sair da cova de tanta raiva até ficar satisfeito? - Gritou a mulher.

Sua voz irritada vinha do telefone e, embora não estivesse no viva-voz, Pedro, sentado ao lado, podia ouvir quase tudo claramente.

Ele levantou os olhos, chocado, e olhou para Lorenzo com uma expressão complicada.

Este último, por outro lado, manteve uma expressão tranquila, ouvindo em silêncio aquelas palavras irritantes do outro lado da linha.

Pedro não conseguia entender esse tipo de relação entre mãe e filho, mesmo se a pessoa entrevistada hoje fosse realmente Lorenzo, a Sra. Nanda não deveria falar com ele nesse tom.

Isso não parecia uma mãe mas sim uma inimiga.

Ele achava difícil conectar a mulher ao telefone com a tia Nanda que lembrava, e nem sequer conseguia se lembrar do comportamento daquela dama elegante normalmente.

De repente, ele pôde entender por que Lorenzo precisava de terapia psicológica.

Até que, em um momento, ele se lembrou de Rafael.

Comparado com a tia Nanda, Rafael ainda parecia ser uma pessoa razoável.

Enquanto pensava nisso, ele ouviu a voz indiferente de Lorenzo começar a falar, com um toque de desprezo quase imperceptível.

- Se o velho pudesse ser revivido pela minha raiva, não seria melhor? Assim você não teria sempre que pensar que eu não estou gerenciando bem o Grupo Borges, fazendo você passar vergonha. - Disse Lorenzo.

Sua voz ainda não havia se recuperado completamente, soando um tanto rouca. Essa característica, combinada com o tom que usava no momento, podia ser descrita como um escárnio silencioso.

- Lorenzo! Você! - Gritou Nanda, obviamente irritada, interrompendo sua fala abruptamente no meio.

Logo em seguida, se ouviu uma voz agitada vindo do telefone, provavelmente Nanda havia desmaiado de raiva, o que assustou Thais, e assim o som do espanto dela ecoou do outro lado da linha.

Lorenzo mordeu o lábio levemente, ouvindo por alguns segundos antes de desligar o telefone.

Ele estava um pouco perturbado.

Se não fosse pela relação mãe e filho, ele detestaria, até odiaria sua mãe.

Mas a educação que recebeu desde pequeno o ensinou que ela era sua mãe, e ele deveria respeitar e amar ela.

Mesmo que fosse impossível gostar, ele ainda tinha o dever e a responsabilidade de a honrar.

Portanto, ao ouvir os sons de pânico do outro lado da linha, ainda surgia uma preocupação em seu coração.

Lorenzo também se sentia imensamente aliviado, pois havia queimado a perna e sido espancado até o peito doer, e até agora não tinha conseguido voltar para Cidade R. Sem a necessidade de voltar, ele também não precisava enfrentar essas responsabilidades.

Evitar a realidade, às vezes, pode ser relaxante.

Outra que estava evitando a realidade era Wilma, do Grupo MRC.

O caso de Nelson já havia sido divulgado pela polícia.

Depois de deixar Lorenzo, Tatiana foi para o quarto de Fábio no andar de baixo.

Fábio planejava ter alta no mesmo dia.

Ele realmente não tinha nenhum problema de saúde, apenas estava um pouco perturbado com a questão da divisão dos bens da família e decidiu ficar no hospital para dar um tempo para seus filhos esfriarem a cabeça.

Mas, claramente, a questão da divisão dos bens já estava decidida.

Diziam que Sérgio e sua esposa já haviam se mudado para a casa do filho, Cristóvão.

A residência não era uma mansão, mas sim um apartamento em um condomínio de luxo no centro da cidade.

Embora não fosse muito grande, era suficiente para uma família de três pessoas.

O avô e o filho, ao conversarem por vídeo, pareciam estar sorrindo mais, e o avô aos poucos entendeu e sentiu que dividir a herança foi a decisão correta. Inclusive o neto, Cristóvão, que antes raramente era visto, agora aparecia ocasionalmente nas chamadas de vídeo, provavelmente porque, com os pais se mudando para lá, ele começou a voltar mais cedo do trabalho para casa.

Quanto à Mansão dos Siqueira, não chegaram notícias. Durante as videochamadas com a avó, era comum ouvir ela reclamar que a comida não era boa.

- Você não estava sempre reclamando que sua nora não tinha competência? Agora que ela se foi, você não está mais tranquila? - Brincou o avô.

A avó rebateu, dizendo que era dever da nora fazer essas coisas, até porque a família da nora não tinha um sobrenome de peso, e ela não era digna da família Sérgio.

Então, o avô balançou a cabeça.

- Quando você se casou com a família Siqueira, eu nunca te fiz fazer essas coisas. Não era eu quem cozinhava todas as vezes? Na minha opinião, dividir a herança foi uma boa decisão. Você gosta da Melissa, não seria melhor morar com ela? - Sugeriu o avô.

A avó ficou sem palavras, sem saber o que rebater. No fim, só restou a ela fazer birra para que o avô voltasse logo para casa.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia