Tatiana também não evitava o olhar dele, com uma mão ainda apoiada na maçaneta, seu o tom de voz permaneceu sereno.
- Seus lábios estão tão secos que estão descascando. Se lembre de beber água mais tarde. Se for inconveniente, peça ao Pedro para umedecer seus lábios com um cotonete. - Sugeriu Tatiana.
Após dizer isso, não permaneceu mais tempo no quarto do hospital.
A porta do quarto foi fechada suavemente, emitindo um som leve.
Dentro do quarto, Lorenzo parecia ainda não ter assimilado as palavras.
Ele piscou, depois tocou seus lábios rachados, sentindo uma leve dor, mas não se afastou. Pelo contrário, sorriu.
Pedro entrou no quarto empurrando a porta e se deparou com essa cena.
Lorenzo, envolto em bandagens como uma múmia dos filmes de televisão, estava sorrindo idiotamente. Quem sabia da situação entenderia que era por causa das queimaduras, quem não soubesse poderia pensar que ele estava internado por problemas mentais.
- Loh, sua cabeça está funcionando bem? O que a Srta. Taís te disse para mudar seu humor assim tão rapidamente? Há pouco você estava com uma cara de "não me incomode", e agora está sorrindo tão felizmente, você não tem medo de que as feridas no seu rosto se abram? - Indagou Pedro olhou para Lorenzo, que parecia ter perdido a alma, hesitante em entrar, com um olhar de desdém.
- Cale a boca. - Disse Lorenzo, lançando um olhar cortante para ele, leve como uma pluma.
Provavelmente, após Pedro dizer isso, ele realmente sentiu as áreas queimadas do rosto doerem, finalmente moderando sua expressão. Mas era óbvio, mesmo com o sorriso recolhido, que seu humor estava bom.
Pedro soltou uma risada sarcástica, fechou a porta atrás de si, e puxou uma cadeira para perto da cama.
- Fala aí, o que a Taís disse para você? - Perguntou Pedro, curioso.
Lorenzo olhou para ele, avaliando.
- Ela disse para você me dar um pouco de água para beber, meus lábios estão secos. - Respondeu Lorenzo.
- É só isso? - Indagou Pedro, sem entender.
- Sim, é só isso. - Respondeu Lorenzo, seriamente.
"Caralho?”
Pedro acabou não se segurando e soltou um palavrão em sua mente.
- Se você não quer falar, então não fale, mas que tipo de razão é essa? Ela pede para você servir um copo de água e você fica todo contente, que tipo de circuito neuronal tem no seu cérebro? - Questionou Pedro, irritado o servindo água no copo. Quanto mais pensava, mais irritado ficava.
Lorenzo tomou dois goles de água, sua voz rouca se suavizou um pouco, ele levantou os olhos para olhar o homem visivelmente descontente à sua frente e soltou levemente.
- Você não entende. - Murmurou Lorenzo.
Pedro ficou sem palavras. "Puta que pariu, que inferno!"
Depois de sair do quarto do hospital de Lorenzo, Tatiana pediu desculpas a Rafael.
- Desculpe, Sr. Alves, por fazer você esperar mais um pouco aqui. - Lamentou Tatiana.
- Não tem problema, eu que insisti em trazer você ao hospital, esperar por você é o mínimo que posso fazer. Além do mais, estou esperando para voltar e comer uma refeição grátis com você, esperar é o mínimo que posso fazer. - Disse Rafael, que, como sempre, gentil e educado, não esqueceu de pegar a marmita das mãos dela.
Sua piada imediatamente aliviou a atmosfera.
Tatiana sorriu levemente.
- Quanto mais pessoas, mais animado fica, você é sempre bem-vindo para comer na minha casa. - Disse Tatiana.
Rafael também sorriu.
- Como ele está se sentindo? Foi acalmado, ou insiste em receber alta? - Perguntou Rafael.
Ele, naturalmente, se referia a Lorenzo.
Tatiana suspirou levemente, um pouco impotente.
- Não diria que foi acalmado, é tão infantil precisar que alguém o console assim? Eu só conversei um pouco com ele, quanto à alta, claro que depende da decisão dos médicos. - Respondeu Tatiana.
Rafael acenou com a cabeça.
- Que bom. - Disse Rafael.
Tatiana olhou para Rafael, sempre elegante, e não pôde evitar suspirar novamente.
- Vocês voltaram? Vão lavar as mãos para comer! - Disse Giovanna, que ao ver a filha de volta, não pôde evitar um sorriso.
Claro, ela também não esqueceu de cumprimentar Rafael, que apareceu de repente para jantar.
- Sr. Alves também teve tempo de vir hoje? Que coincidência, esta noite Paloma preparou um pouco mais de comida, por favor, se sentem! - Exclamou Giovanna.
Como Eduardo tinha voltado, o jantar foi preparado em maior quantidade, suficiente para mais uma pessoa.
Rafael também não fez cerimônia, cumprimentou um por um os outros membros da família Orsi antes de se sentar.
Mas, em comparação, a expressão no rosto de Leopoldo e seus acompanhantes não era das melhores.
Marcelo ainda mantinha as boas maneiras sociais, conversando casualmente com Leopoldo.
Eduardo, por outro lado, não mostrava nenhuma consideração. Ele ocupou o lugar que originalmente era de Tatiana, se sentando diretamente em frente a Rafael, o que fez com que Tatiana tivesse que se mover para a frente e se sentar entre Giovanna e ele.
- Edu, foram seus pais que não combinaram contigo a questão do pedido de casamento? - Perguntou Tatiana, pensando que ele estava de mau humor por causa de Gabriela e, após se sentar, se inclinou discretamente para perguntar.
Eduardo soltou uma risada sarcástica.
- Como assim não combinaram? - Questionou Eduardo.
Não só haviam combinado, mas mesmo que não tivessem, ele iria fazer o pedido de casamento sozinho da mesma forma. No entanto, após refletir, ele ainda achou que seria melhor fazer o pedido junto com o velho.
Ao ouvir isso, Tatiana ficou um pouco surpresa.
- Então, por que essa cara como se alguém te devesse dinheiro? - Indagou Tatiana.
- Você. Quem mais além de você me deve dinheiro? - Rebateu Eduardo, a olhando de lado.
Por um momento, Tatiana ficou em silêncio.
Ela realmente queria tocar a cabeça de Eduardo e perguntar se havia algo errado com seu cérebro.
Cansada de lidar com ele, Tatiana não perguntou mais nada e se sentou direito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Capítulo 535… Diz que o livro está cheio concluído, mas não está...
Por favor, continuem esse livro!...